22 C
Porto Velho
24 maio 2026

Mensagem de celular revela tortura e estupro em delegacia

Mensagens vazadas de um celular funcional da Delegacia da Polícia Civil em Sorriso (MT) sugerem práticas graves, como abuso sexual contra detentas e tortura de investigados. Os diálogos circularam em um grupo de WhatsApp chamado “DHPP/Assuntos Oficiais”, referência à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A corporação afirma que o aparelho de onde partiram os vazamentos havia sido furtado em outubro do ano passado. O g1 teve acesso a mensagens e áudios do grupo. Em um print datado de 6 de novembro, um dos participantes comenta sobre uma detenta: “uma escaldada nessa piranha, rapaz, pode comer”, seguido de risadas. Em resposta, uma mulher no grupo escreve: “Que isso”.

As mensagens levantaram suspeitas de violência sexual e outras ilegalidades praticadas por agentes públicos. À época da divulgação, o delegado titular da unidade, Bruno França, afirmou que trechos das conversas teriam sido apagados ou editados com o objetivo de prejudicar o trabalho da Polícia Civil.

No mesmo período do vazamento, uma mulher que estava presa na delegacia relatou ao advogado ter sido estuprada por um investigador da unidade. O policial foi indiciado por estupro e abuso de autoridade nesta sexta (6).

Conversas de policiais encontradas em celular furtado. Foto: Reprodução

Em nota, a Polícia Civil afirmou que irá apurar a autenticidade das mensagens e o contexto das conversas, além de eventual desvio de conduta. “As mensagens de conversa que constam no aparelho celular, se verdadeiras, não têm nenhuma relação com o caso de estupro de uma mulher que aconteceu no mês de dezembro de 2025”, declarou a instituição.

As mensagens também mencionam expressões que, segundo fontes ouvidas sob reserva, indicariam outras práticas ilegais, como forjar flagrantes, instalar aplicativos espiões em celulares de investigados e reutilizar armas em supostos confrontos.

Um dos trechos cita que agressões físicas deveriam ocorrer apenas após o retorno de um médico legista de férias, para evitar registro de lesões.

Denúncias anteriores reforçam o histórico de suspeitas na mesma delegacia. Em janeiro de 2024, uma jovem denunciou ao Ministério Público ter sido agredida e ameaçada de abuso sexual por policiais durante uma abordagem.

O caso foi formalizado, mas segue sem avanço. A OAB-MT informou que encaminhou pedido de providências à Corregedoria, enquanto o Ministério Público disse não ter recebido denúncia formal até o momento. (DCM)

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Sindicato vê ataques com interesses políticos e sindicais

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de...

Datafolha mostra alta rejeição à candidatura de Flávio

A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (22), mostra que...

Fisiculturista e influenciador morre aos 22 anos

Gabriel Ganley, fisiculturista e influenciador digital, morreu aos 22...

Confronto com a PM termina com morte em Chupinguaia

Um suspeito identificado inicialmente apenas pelo apelido de “Robinho”...

Polícia apreende grande quantidade de drogas em RO

Uma ação integrada da Polícia Militar de Rondônia resultou...

Emenda Pix de deputado vai parar em empresa ligada a ele

Uma emenda Pix indicada por Osmar Serraglio (PP-PR), ex-deputado...

Ator de “Supernatural” é encontrado morto

O ator Stewart McLean, conhecido por participações em séries...