A professora Juliana Santiago, de 41 anos, assassinada a facadas por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, tinha uma trajetória marcada pela atuação no enfrentamento à violência contra a mulher em Rondônia.
O Governo do Estado confirmou que Juliana integrava os quadros da Polícia Civil de Rondônia e já havia trabalhado diretamente na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Vilhena, onde atuava no acolhimento de vítimas e nos procedimentos relacionados a casos de violência doméstica e de gênero.
Ao longo da carreira, ela também exerceu o cargo de escrivã e teve passagem pela Corregedoria da corporação, na capital. Colegas destacaram que Juliana era reconhecida pelo compromisso com a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Juliana morreu após ser atacada com golpes de faca pelo estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, dentro de uma sala de aula da instituição.
Segundo as investigações, a principal linha aponta que o crime teria ocorrido após o aluno não aceitar a rejeição da professora. O suspeito foi preso em flagrante.
O caso causou forte comoção entre colegas, estudantes e autoridades, especialmente pelo histórico da vítima na defesa de mulheres vítimas de violência — justamente a área à qual dedicou grande parte da sua vida profissional.






