A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) condicionou sua permanência no Partido Liberal a manifestações públicas de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras lideranças da sigla, em meio a disputas internas sobre candidaturas ao Senado em 2026. Segundo Igor Gadelha, do Metrópoles, fontes do partido indicam que a parlamentar exige garantias formais para seguir na legenda e disputar a vaga por Santa Catarina.
De acordo com aliados, Caroline quer uma carta assinada por Bolsonaro pedindo que ela permaneça no PL. O ex-presidente está preso na Papudinha, em Brasília. A deputada também cobra um compromisso público do senador Flávio Bolsonaro, do presidente da sigla Valdemar Costa Neto e do governador Jorginho Mello de que será candidata ao Senado na chapa estadual.
A ameaça de saída ocorre após Valdemar afirmar que ela não teria legenda para concorrer, pois a vaga teria sido prometida ao senador Esperidião Amin (PP-SC) como parte de uma aliança com a federação PP-União Brasil. A outra vaga ao Senado seria destinada a Carlos Bolsonaro.

O impasse evidencia a disputa por espaço dentro do bolsonarismo e se soma a divergências envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal, Michelle evitou confirmar a pré-candidatura e afirmou que sua prioridade é a família.
Em publicação nas redes sociais, declarou receber com “carinho as manifestações do povo brasiliense”, mas ressaltou que não tomou decisão. “Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, escreveu.
Michelle destacou ainda a situação de saúde de Bolsonaro, afirmando que ele está “com a saúde debilitada desde 2018”, e disse concentrar esforços em cuidar do ex-presidente. Ela também agradeceu a Valdemar Costa Neto pela “compreensão” quanto ao período de licença da presidência do PL Mulher.
A declaração ocorreu após dirigentes do partido indicarem que ela poderia disputar a vaga no Distrito Federal com apoio da família. (DCM)






