Diante do temor de que a guerra se prolongue, os super-ricos de Dubai começaram a deixar o opulento centro de negócios por todos os meios possíveis, às vezes pagando centenas de milhares de dólares.
A cidade dos Emirados Árabes Unidos recebe há décadas pessoas ricas atraídas pelos baixos impostos, pela segurança, pelo luxo e por um governo favorável aos negócios.
No entanto, nos últimos dias, com drones e mísseis cruzando os céus, alguns estão pagando grandes quantias para garantir uma rota de fuga segura. A tarefa é difícil porque o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos está parcialmente fechado.
“Quando vimos o fogo, dissemos: ‘OK, é hora de ir embora'”, contou Evrim, uma mulher turca, mãe de dois filhos, referindo-se à explosão causada por destroços de um míssil que atingiram um hotel de luxo perto de sua casa, em Palm Jumeirah, o arquipélago artificial que se tornou símbolo da ostentação da cidade.
Evrim temia que sair se tornasse ainda mais difícil se o conflito se agravasse, sobretudo caso a Arábia Saudita, que controla grande parte do espaço aéreo regional, entrasse na guerra.
Com grandes parques temáticos e hotéis de luxo, o prédio mais alto do mundo e até um enorme shopping com pista de esqui coberta, Dubai se tornou destino popular entre ricos e celebridades.
Mas seu status de refúgio seguro em uma região volátil agora está em risco.




