O advogado Cláudio Martins Lourenço é alvo de denúncias de abuso sexual contra detentas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Depoimentos reunidos pela 14ª Delegacia de Polícia, no Gama, apontam que ele usou o contato profissional com presas para cometer atos obscenos durante atendimentos ligados à defesa jurídica.
Segundo a coluna Na Mira no Metrópoles, o advogado buscava mulheres com condenações longas e oferecia serviços jurídicos gratuitos ou a preços baixos. Em alguns casos, também fez doações às famílias das presas ou custeou cursos para remição de pena. Após os primeiros contatos, as conversas deixavam de tratar dos processos e passariam a abordar assuntos pessoais.
Uma detenta relatou que, durante encontros no parlatório da penitenciária, o advogado exigiu que ela mostrasse os seios. Diante da recusa, expôs o órgão genital e se masturbou dentro da sala de atendimento. As vítimas afirmam que havia ameaças e que o medo de retaliação dificulta novas denúncias.
O advogado já foi policial militar e foi expulso da corporação por condutas consideradas incompatíveis com a função. Ele também acumula inquéritos, termos circunstanciados e condenações judiciais, incluindo uma por estupro. A defesa afirma que acusações e registros antigos não justificam a abordagem policial ocorrida recentemente em uma delegacia do DF.






