O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o pastor Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos, a 17 anos de reclusão em regime fechado por estupro de vulnerável. O réu, que atuava em Valparaíso de Goiás, utilizava a posição de autoridade religiosa para aliciar adolescentes, chegando a pedir que uma vítima aplicasse “óleo ungido” no corpo sob pretexto espiritual. A decisão foi publicada em 2 de março de 2026.
A investigação revelou um padrão predatório: o pastor enviava áudios com pedidos inapropriados, como solicitar que a jovem mostrasse a cor de sua roupa íntima, e a convidava para buscar chocolates em sua residência. Preso preventivamente em 16 de julho de 2025, após ser encontrado escondido na casa de um fiel, Gilvan já possuía um histórico de assédio em 2020 e ainda responde por outro caso envolvendo uma menor com Síndrome de Down.
Apesar da condenação atual, o caso está longe de um desfecho total. Fontes ligadas ao processo indicam que esta sentença se refere a apenas um dos processos que o réu responde. À medida que as demais ações penais avançam na Justiça, a pena total de Gilvan pode ser significativamente ampliada.






