O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou esta terça-feira (7) com uma agenda voltada ao agravamento da crise no Oriente Médio e seus impactos diretos na economia brasileira. O cenário internacional se deteriorou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manter um ultimato ao Irã sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
No Palácio do Planalto, Lula se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o chanceler Mauro Vieira. A sequência de encontros indica que o governo trata a escalada do conflito como uma crise multifacetada, envolvendo riscos diplomáticos, fiscais e inflacionários.
A tensão internacional já reflete no mercado: o preço do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 110 por barril, pressionado pelo risco de bloqueio no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás.
Diante desse cenário, o governo brasileiro anunciou medidas emergenciais para conter o impacto no bolso da população. Entre elas, está a ampliação da subvenção ao diesel, com um adicional de R$ 0,80 por litro, somado ao subsídio já existente de R$ 0,32.
Além disso, foi decretada a isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV). Segundo o Planalto, a medida pode gerar uma redução de aproximadamente R$ 0,02 por litro no biodiesel e R$ 0,07 no QAV. O pacote inclui ainda a ampliação de subsídios ao diesel importado e a abertura de linhas de crédito de até R$ 9 bilhões para o setor aéreo.
A estratégia do governo é tentar frear o repasse imediato da alta internacional para setores como transporte, frete e passagens aéreas, evitando um efeito cascata sobre a inflação.
Organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, já alertam que o conflito no Oriente Médio pode elevar a inflação global e desacelerar o crescimento econômico, o que aumenta a preocupação de autoridades brasileiras.
Enquanto isso, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em seu 39º dia, com milhares de mortos e feridos, ampliando a instabilidade geopolítica. Caso o bloqueio no Estreito de Ormuz se prolongue e o petróleo permaneça em alta, os efeitos da guerra tendem a ser cada vez mais sentidos no dia a dia dos brasileiros, desde o preço do combustível até o custo dos alimentos.







