A venda de atestados médicos falsos pela internet tem crescido e já é alvo de investigações policiais no Rio de Janeiro. O caso ganhou atenção após um comerciante desconfiar de documentos apresentados por uma funcionária e conseguir obter um atestado sem consulta, com diagnóstico incompatível com seu perfil.
Segundo o jornal O Globo, empresários e membros de sindicatos fizeram testes e descobriram que os documentos podem ser comprados facilmente em sites e aplicativos. O processo é automatizado: o usuário escolhe sintomas, período de afastamento e realiza o pagamento por Pix, recebendo o atestado em poucos minutos, sem avaliação médica.
A Polícia Civil apura os casos por meio de delegacias locais e da área de crimes de informática. Profissionais de saúde também relatam uso indevido de seus nomes em documentos falsos. Segundo conselhos médicos, a emissão de atestados exige consulta prévia, e a prática irregular pode levar a sanções criminais e administrativas.
Empresas têm adotado medidas internas para conter fraudes, como verificação direta com unidades de saúde. O uso de atestados falsos pode resultar em demissão por justa causa, além de pena de até três anos de prisão e multa para os envolvidos.







