A Justiça de Rondônia levará a júri popular, na próxima sexta-feira (24), dois acusados de envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini, morto a tiros dentro do próprio consultório em julho de 2024, no município de Vilhena.
Sentarão no banco dos réus a recepcionista Raqueline Leme Machado, de 35 anos, e o namorado dela, Maikon Sega Araújo. Ambos são apontados pelas investigações como participantes de um crime que, segundo a Polícia Civil, teria sido premeditado e possivelmente encomendado.
O homicídio ocorreu no dia 12 de julho de 2024, quando a vítima foi surpreendida por disparos durante uma consulta. O autor dos tiros se passou por paciente e fugiu logo após o ataque. A dinâmica do crime chamou a atenção dos investigadores pela frieza e planejamento envolvidos.
De acordo com a apuração policial, o atirador esteve na clínica em pelo menos duas ocasiões antes do crime: inicialmente para agendar a consulta e, depois, para confirmar o horário. Esses movimentos levantaram suspeitas de que o assassinato foi cuidadosamente articulado.
A investigação também aponta que a recepcionista teria colaborado ao agendar atendimentos com o objetivo de monitorar a rotina do dentista. Além disso, a motocicleta utilizada na fuga foi relacionada ao companheiro dela, reforçando a linha investigativa de participação conjunta.
Raqueline foi presa ainda em julho de 2024, pouco depois do crime, mas acabou sendo solta no final do mesmo ano. Já o homem identificado como executor, Maicon da Silva Raimundo, morreu em dezembro de 2024, após confronto com policiais no município de Colniza, depois de passar cerca de cinco meses foragido.
Outro elemento importante para o inquérito foi a apreensão de uma arma com o casal, que foi encaminhada para análise pericial. A Polícia Civil também reuniu indícios de encontros prévios entre suspeitos, que teriam servido para alinhar a execução do crime.
Apesar dos avanços, o possível mandante do assassinato ainda não foi identificado oficialmente. O julgamento desta sexta-feira deve esclarecer o grau de participação dos réus e pode trazer novos desdobramentos sobre o caso que chocou a população local.






