A técnica de enfermagem indígena Gleicia Arikapú, de 38 anos, foi morta com um disparo de arma de fogo dentro da Aldeia Arikapú, na Terra Indígena Rio Branco, zona rural de São Miguel do Guaporé (RO). O crime ocorreu no último sábado e está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil.
De acordo com as autoridades, a vítima foi atingida por um tiro no rosto e morreu ainda no local. O principal suspeito é o marido de Gleicia, que inicialmente se apresentou à Polícia Civil acompanhado de um representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Na ocasião, ele foi ouvido e liberado, já que não havia mandado de prisão e o caso não se enquadrava em flagrante.
No entanto, após o avanço das investigações, o homem foi preso nesta segunda-feira. Segundo a polícia, já existiam registros e indícios de conflitos domésticos e ameaças anteriores envolvendo o casal.
O suspeito afirmou em depoimento que o disparo teria sido acidental, versão que, conforme a Polícia Civil, não condiz com os elementos apurados até o momento. Testemunhas relataram que o crime pode ter sido motivado por ciúmes, hipótese que ainda está sendo investigada.
O caso segue sob apuração para o completo esclarecimento das circunstâncias do crime.








