Áudios de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar (MA), descrevem a violência contra a jovem de 19 anos. Nas mensagens, a suspeita afirma que a vítima “não era pra ter saído viva” e detalha agressões ocorridas no dia 17 de abril. A Polícia Civil do Maranhão confirmou que os arquivos estão anexados ao inquérito.
Segundo o relato da vítima, identificada como Samara, ela foi espancada após ser acusada de roubar joias da patroa. Nos áudios, Carolina diz: “Quase uma hora essa menina no massacre e tapa e murro e pisava nos dedos e tudo que vocês imaginarem de doidice era eu e ele fazendo”. A suspeita também relata a participação de um homem armado durante a ação.
De acordo com as mensagens, as agressões continuaram mesmo após o anel ser encontrado na casa. “Tapa e tapa, menina dei. Gente, eu dei tanto que minha mão tá inchada. Até hoje meu dedo chega tá roxo”, afirmou. A vítima registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, que confirmou as lesões, incluindo marcas compatíveis com agressão na cabeça.
Em outro trecho dos áudios, ela afirma que não foi levada à delegacia por conhecer o policial: “era para ter ficado era mais, não era pra ter saído viva”. O marido nega a autenticidade das mensagens e a investigação está a cargo da 21ª Delegacia do Araçagy.





