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Porto Velho
4 outubro 2026

Operação mira esquema de lavagem de dinheiro em RO

O Ministério Público de Rondônia (Ministério Público do Estado de Rondônia), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Labirinto de Bronze, que resultou em um amplo bloqueio patrimonial e no cumprimento de mandados judiciais em três municípios do estado.

A ação ocorreu simultaneamente em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho, com o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e medidas assecuratórias patrimoniais relacionadas a uma investigação de lavagem de dinheiro.

Segundo o MPRO, a investigação teve início a partir de um Procedimento Investigatório Criminal que apura a atuação de uma possível milícia privada suspeita de utilizar empresas e terceiros para ocultar patrimônio e dissimular a origem de valores ilícitos.

Durante as apurações, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do uso de uma empresa de terraplanagem como meio de circulação de recursos. Também foram encontrados indícios de ocultação de imóveis, veículos e rebanhos registrados em nome de terceiros.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas ligadas aos investigados.

Bloqueio milionário e apreensões

As decisões judiciais autorizam bloqueios patrimoniais superiores a R$ 48 milhões, além de restrições sobre imóveis, veículos, cotas empresariais e a apreensão de maquinários utilizados nas atividades investigadas.

Outro destaque da operação é a constrição de 1.611 cabeças de gado bovino, localizadas em propriedades rurais sob investigação nas regiões de Cujubim e arredores.

A ofensiva também inclui apoio de diversas forças de segurança, entre elas a Polícia Militar de Rondônia, Polícia Civil de Rondônia, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros Militar, além da Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com o Ministério Público, o nome da operação faz referência à complexa estrutura de ocultação patrimonial identificada, que envolveria empresas, movimentações financeiras fracionadas, interposição de terceiros e uso de propriedades rurais para dificultar o rastreamento dos bens.

O MPRO também destacou que o grupo teria mantido atividades mesmo durante o período em que um dos principais investigados estava foragido da Justiça, possuindo histórico de crimes violentos e fugas anterior

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