27 C
Porto Velho
8 outubro 2026

Trump declara guerra ao Pix após encontro com Flávio Bolsonaro

A viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA não teve como resultado apenas uma foto ao lado de Donald Trump e uma operação para tentar abafar sua relação com o caso do Banco Master. Desde que o senador deixou Washington após uma agenda pouco transparente, o governo de extrema direita dos EUA adotou medidas que podem afetar de forma profunda o sistema de pagamentos mais popular no Brasil, o PIx.

Nos corredores do Palácio do Planalto, o alerta já vinha sendo soado antes mesmo de Flávio Bolsonaro concluir sua estadia nos EUA. Para fontes do alto escalão, sempre que a família do ex-presidente brasileiro se aproximou do poder na Casa Branca, os resultados foram negativos para a economia do país.

Desta vez, não foi diferente. Nesta terça-feira, o Escritório de Comércio da Casa Branca anunciou que chegou ao final de sua investigação sobre o Brasil e que concluiu que Washington deveria aplicar uma tarifa de 25% sobre todos os produtos exportados pelo país.

Um dos motivos alegados: a injustiça e danos que o Pix causam para as empresas dos EUA.

Em entrevista nesta segunda-feira, Flávio Bolsonaro se apressou em dizer que não havia solicitado tarifas contra empresas brasileiras.

Na semana passada, porém, o pré-candidato adotou outro tom. “Sobre as tarifas, deixei claro ao presidente Trump que, sob o meu governo, nao haverá necessidade de retaliação comercial contra o Brasil. Faremos um acordo comercial e de investimentos sólidos, bom para os dois países”, disse.

Segundo documento oficial do governo dos EUA sobre a investigação, o “Brasil tem prejudicado injustamente empresas americanas que atuam em serviços de pagamento eletrônico concorrentes, inclusive por meio de políticas que favorecem sua principal empresa nacional”.

Na avaliação dos EUA, o “papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador da Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”.

“O banco tem atuado como regulador para prejudicar provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e favorecer a Pix”, insistiu.

“Por exemplo, o Banco Central exige o uso da Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas e exige que a Pix seja exibida na tela principal do aplicativo das instituições participantes com destaque igual ou superior a qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência. Além disso, o banco central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços, exigindo que as instituições participantes (incluindo as instituições que ele exige que participem do Pix) ofereçam o Pix gratuitamente a pessoas físicas e limitando a taxa que essas instituições podem cobrar de empresas por transações com Pix”, destaca.

Por esses motivos, o governo Trump concluiu que “os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao seu tratamento preferencial ao Pix são injustos e discriminatórios”.

“É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas ao campeão nacional brasileiro. Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao seu tratamento preferencial ao Pix representam um ônus ou restrição ao comércio dos EUA, impondo custos aos provedores de serviços dos EUA e forçando-os a promover seu concorrente brasileiro, sem compensação”, completou.

Mas esse não é o único ataque. Ao anunciar que o PCC e o Comando Vermelho sejam declarados como grupos terroristas, o governo Trump iniciará a aplicação de sanções, multas, confiscos de bens a abrirá processos criminais contra qualquer pessoa ou entidade que der “apoio material” aos grupos do narcotráfico brasileiro.

Segundo o Ministério da Fazenda, um dos maiores riscos é de que o sistema de pagamentos usado no Brasil seja alvo justamente dessas sanções.

Uma ação do governo dos EUA apontando para o Pix como um suposto instrumento de “apoio ao terrorismo” poderia causar um profundo impacto no sistema financeiro brasileiro e deixaria, hoje, milhões de pessoas sem ter como receber ou pagar suas contas.

 

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Quinta será quente e com chance de chuva em RO

Rondônia terá uma quinta-feira (8) marcada por calor e...

Acusado de matar mulher é preso em RO

Um homem identificado como Marlison V. S., conhecido pelo...

Casal perde R$ 60 mil após golpe de venda de imóvel em RO

Um casal de Rolim de Moura (RO) teve um...

Influencers mobilizam ‘exército de Lula’ nas redes

Uma mobilização digital que já reúne quase 2 milhões...

Imprensa internacional alerta para “outro golpe” no Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende “redemocratizar”...

LGBTs+ prometem expor bolsonaristas fora do armário

Em meio à disputa eleitoral, usuários das redes sociais...

Universidade é alvo incêndio e ameaças após atos pró-Lula

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de...

Idoso é amarrado e algemado em roubo de caminhonete em RO

Um idoso passou por momentos de tensão após ter...