Segundo a diretora regional do Cone Sul, professora Lívia Maria, o último concurso público realizado pelo Estado não conseguiu suprir a demanda existente nas unidades de ensino, deixando escolas sem profissionais suficientes para atender estudantes e garantir o funcionamento adequado das atividades pedagógicas.
De acordo com a sindicalista, uma das principais reclamações apresentadas pelos professores é o excesso de carga horária. Em alguns casos, educadores estariam assumindo mais de 42 aulas semanais para suprir a falta de colegas, situação que tem provocado desgaste físico e emocional.
“A sobrecarga está adoecendo os profissionais. Encontramos professores exaustos, enfrentando problemas de saúde física e mental por conta da falta de servidores nas escolas. É uma situação que precisa ser enfrentada com urgência pelo Estado”, afirmou Lívia Maria.
Diante do cenário encontrado, a diretora regional levou as reivindicações à direção executiva do Sintero. Em conjunto com a presidente da entidade, Dioneida Castoldi, foi definida uma estratégia de mobilização para cobrar das autoridades estaduais um posicionamento sobre a realização de um novo concurso público.
Durante as visitas realizadas nesta semana, os relatos se concentraram principalmente na escassez de professores e no adoecimento da categoria. Em Cerejeiras, segundo informações levantadas pelo sindicato, uma unidade escolar estaria contando com o trabalho voluntário de duas servidoras para auxiliar nos serviços de limpeza e no preparo da merenda escolar nos períodos da manhã e da tarde.
Já em Vilhena, a direção sindical relata casos de professores enfrentando elevado nível de estresse e esgotamento devido ao acúmulo de aulas. O sindicato também aponta falta de providências efetivas por parte das estruturas regionais de educação para solucionar os problemas enfrentados pelas escolas.
Na semana passada, Lívia Maria esteve reunida com a superintendente regional de educação de Vilhena, Nilta Nunes, ocasião em que apresentou as principais dificuldades relatadas pelos trabalhadores da educação. Entre os temas discutidos estavam a falta de professores, a sobrecarga de trabalho e a necessidade de garantir profissionais suficientes para atender demandas específicas, incluindo atividades relacionadas ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para a dirigente sindical, a realização de um novo concurso público é fundamental para recompor os quadros da educação estadual e garantir melhores condições de trabalho aos servidores.
“Um novo concurso é uma questão de justiça, pois o certame realizado não atendeu às demandas existentes. Além disso, houve diversas ações judiciais relacionadas ao processo, o que acabou levantando questionamentos sobre sua efetividade. As escolas precisam de profissionais e os estudantes merecem um ensino de qualidade”, destacou Lívia Maria.
Como parte da mobilização, o Sintero Cone Sul também pretende lançar um abaixo-assinado regional para reunir o apoio de professores, servidores, pais e estudantes em defesa da realização de um novo concurso público para a educação estadual. A iniciativa também buscará cobrar um posicionamento público dos deputados estaduais que afirmam atuar em defesa da educação na região do Cone Sul. Segundo a diretora regional Lívia Maria, é necessário que os parlamentares se manifestem sobre a falta de professores, a sobrecarga dos profissionais e as condições enfrentadas pelas escolas estaduais. “Quem diz defender a educação precisa se posicionar diante da realidade que estamos encontrando nas unidades de ensino. A comunidade escolar espera respostas e ações concretas para resolver a falta de profissionais e garantir um ensino de qualidade”, destacou a dirigente sindical.









