A discussão ganhou força após manifestações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), especialmente da Regional Cone Sul, que recentemente visitou diversas escolas da região e constatou a preocupação de servidores e candidatos com a falta de profissionais nas unidades de ensino.
Segundo a diretora regional do Cone Sul, professora Lívia Maria, a situação enfrentada pelas escolas é preocupante, com relatos de sobrecarga de trabalho, horas extras excessivas e dificuldades para preencher vagas em diversas disciplinas.
Após ouvir profissionais da educação e candidatos que participaram do certame, a Regional Cone Sul levou o debate ao conhecimento da categoria e reforçou a necessidade de medidas que ampliem o número de profissionais aptos a serem convocados.
O concurso em questão refere-se aos editais nº 1/2026/SEGEP-GCP e nº 2/2026/SEGEP-GCP, destinados ao provimento dos cargos de Professor Classe C e Técnico Educacional.
De acordo com informações divulgadas, a proposta de redução da nota de corte surgiu em resposta às manifestações de candidatos que alegaram elevado grau de dificuldade das provas e baixo índice de aprovação na primeira etapa do processo seletivo.
O tema também ganhou repercussão no âmbito político. Parlamentares estaduais defenderam a análise da medida, argumentando que a alteração não modificaria a ordem de classificação dos candidatos já aprovados, mas permitiria ampliar o número de participantes aptos a avançar para as próximas fases do concurso.
Entre os defensores da proposta está o deputado estadual Lucas Torres, que destacou a importância de buscar alternativas para suprir a carência de profissionais da educação sem comprometer a lisura do certame.
Enquanto isso, o Sintero continua cobrando providências para enfrentar a falta de professores e técnicos nas escolas estaduais. A entidade tem defendido a valorização dos profissionais da educação e a adoção de medidas capazes de garantir condições adequadas de trabalho e atendimento aos estudantes.
Em nota, a Seduc informou que o pedido de alteração da nota de corte já foi encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE), responsável por analisar a legalidade da medida. O governo aguarda agora um parecer jurídico definitivo antes de tomar qualquer decisão sobre possíveis mudanças nas regras do concurso.





