A pedagoga foi presa na última semana enquanto ministrava aula em uma escola da rede municipal de ensino. Policiais chegaram à unidade escolar para cumprir um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara de Família e Sucessões de Aparecida de Goiânia (GO), referente a uma suposta dívida de pensão alimentícia.
Segundo informações divulgadas pela defesa da professora, o mandado continha os dados pessoais de Suelen devido a um erro ocorrido durante o cadastro do processo judicial. Embora a educadora jamais tenha residido ou sequer visitado a cidade goiana, seu nome e CPF acabaram vinculados indevidamente ao processo.
A advogada Wilma Fernandes explicou que o verdadeiro alvo da ordem judicial era outra mulher, moradora de Aparecida de Goiânia, com nome semelhante ao da professora. Um erro na grafia do sobrenome teria levado o sistema a importar automaticamente os dados da moradora de Vilhena, fazendo com que todas as informações constantes no mandado correspondessem à pedagoga.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais conferiram os dados pessoais da professora, incluindo nome, data de nascimento e CPF, que coincidiam com aqueles registrados no documento expedido pela Justiça de Goiás.
Suelen foi retirada da sala de aula diante de colegas de trabalho e alunos, conduzida para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) e, posteriormente, encaminhada ao presídio feminino da cidade, onde permaneceu por aproximadamente 12 horas.
Em entrevista à imprensa nacional, a professora relatou o constrangimento vivido durante a prisão.
“Eu não estava acreditando naquela situação. Me senti muito humilhada. Saber que eu fui levada do meu trabalho. Todo mundo ficou olhando, questionando: ‘O que aconteceu? A professora está sendo presa?’”, declarou.
Divorciada e mãe de uma menina de oito anos diagnosticada com autismo nível 2 de suporte, Suelen afirmou ter vivido momentos de angústia sem compreender o motivo da prisão, já que nunca teve qualquer vínculo com o processo que motivou o mandado.
A situação só foi esclarecida após a atuação de sua defesa, que identificou o equívoco e comprovou que a verdadeira pessoa procurada pela Justiça possuía nome semelhante, mas era outra cidadã residente em Goiás.
Com a confirmação do erro, a professora foi colocada em liberdade ainda na mesma noite. Agora, ela pretende buscar reparação judicial pelos danos morais e psicológicos sofridos em razão da prisão indevida.
O caso provocou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional, levantando debates sobre a necessidade de maior rigor na conferência de dados em processos judiciais e nos procedimentos de emissão de mandados de prisão.
Enquanto isso, a educadora tenta retomar a rotina e superar o trauma causado por uma prisão que jamais deveria ter acontecido.





