Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a tratar a desmobilização do eleitorado bolsonarista como um risco concreto na disputa pela Presidência em 2026, diante da percepção de que o pré-candidato pode perder para Lula em outubro.
A avaliação de um interlocutor frequente de Flávio é que os comandantes da campanha decidiram apresentar o filho de Jair Bolsonaro como um nome moderado, movimento que provocaria desencanto em parte do eleitorado mais radicalizado da direita.
Um aliado do senador que participa das discussões internas e diverge dos rumos da campanha afirma que o desânimo pode levar um percentual elevado de eleitores de Flávio a não comparecer às urnas.
Essa leitura preocupa o entorno do pré-candidato porque um cenário de empate com Lula poderia se transformar em vitória do petista por margem maior quando os votos fossem apurados, impulsionada pela abstenção de bolsonaristas.
Quaest mostra virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta queda contínua de Flávio desde abril. Naquele mês, ele aparecia com 42% contra 40% de Lula em uma simulação de segundo turno.
No levantamento mais recente, o quadro se inverteu: Lula chegou a 45%, enquanto Flávio ficou com 37%. Aliados do senador atribuem parte da queda à desmobilização do chamado bolsonarismo raiz.

Na visão desses aliados, Flávio atua de forma defensiva, evita polêmicas e não consegue produzir o mesmo nível de paixão e engajamento que Jair Bolsonaro mobilizava entre eleitores mais à direita.
O ambiente digital também entrou no diagnóstico do grupo. Uma pesquisa da DSC Lab divulgada pelo jornal O Globo apontou que Flávio encerrou junho com 73,57 pontos no iBR, o Índice Brasil de Impacto Digital, queda de 4,28 pontos em relação ao levantamento anterior; Lula avançou 9,51 pontos, e a distância entre os dois caiu de 32,08 para 18,29 pontos.





