O Ministério Público do Espírito Santo denunciou a cirurgiã-dentista Mariana Barros Laranja Roeder e o dentista Nathan Laranja Roeder Holz, seu primo e parceiro de atuação, por procedimentos invasivos na face e no pescoço de pacientes em Vila Velha. A Promotoria pediu uma indenização mínima de R$ 500 mil para três mulheres que tiveram infecções graves, necroses e deformidades permanentes após os atendimentos no Instituto Laranja.
O órgão atribui à dupla os crimes de exercício ilegal da profissão com finalidade de lucro e lesões corporais graves e gravíssimas. A denúncia ainda aponta falhas no pré e no pós-operatório, além de procedimentos que excederiam os limites permitidos à odontologia. As cirurgias ocorreram em uma clínica que operava com o alvará sanitário vencido, conforme a investigação.
O Ministério Público também solicitou a suspensão imediata das atividades estéticas e cirúrgicas dos dentistas, sob multa diária de R$ 50 mil por atendimento, além da apreensão dos passaportes e da proibição de deixar a cidade ou o país sem autorização judicial. A Justiça ainda não recebeu a denúncia nem analisou os pedidos. Em nota, a defesa afirmou que não há condenação ou culpa reconhecida e declarou que cumprirá qualquer determinação judicial.
Mariana Barros Laranja Roeder e lesão após procedimento. Foto: Reprodução






