O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta segunda-feira (7), em sabatina à CNN, que as condenações pelos atos terroristas de 8 de Janeiro foram “exageradas” em diversos casos. No aceno aos bolsonaristas, ele disse que pessoas que tiveram intenção de golpe devem receber punição, mas questionou o tamanho de algumas penas.
Cury sustentou que não houve um golpe “materializado” porque, na avaliação dele, as Forças Armadas não aderiram aos golpistas. “Golpe você tem quando tem a materialização das Forças Armadas com os golpistas, mas isso não houve”, declarou.
O candidato comparou condenações por depredação de patrimônio público a penas aplicadas em crimes de homicídio. Para ele, algumas sentenças relacionadas ao 8 de Janeiro foram mais duras do que as impostas a assassinos.
Como exemplo, Cury citou o caso de um homem que, segundo ele, fez um Pix de R$ 500, não participou dos atos e recebeu pena de 14 anos. A afirmação integrou a crítica do candidato à dosimetria das condenações.
Cury promete medidas caso seja eleito
O candidato também mencionou uma jovem que escreveu “perdeu, mané” em uma estátua e afirmou que ela recebeu uma “pena cruel”. A frase faz referência à inscrição feita na escultura da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal.
Cury disse que adotará “todas as medidas necessárias” já no primeiro dia de governo, caso vença a eleição presidencial. Ele não detalhou quais iniciativas pretende tomar nem quais instrumentos usaria para tratar das condenações.
Apesar da promessa, o candidato afirmou que não pretende aprofundar o tema durante a campanha. “Só não entro mais nessa pauta porque é extremamente polêmica e temos coisas mais importantes para cuidar”, concluiu.
As declarações ocorreram durante uma sabatina sobre as eleições de 2026 e abordaram sentenças relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, que incluíram invasões e depredação de prédios públicos em Brasília.





