Segundo a PF, informações protegidas por segredo de Justiça sobre a operação chegaram ao conhecimento dos alvos na noite anterior ao cumprimento das ordens judiciais. A descoberta levou à abertura de uma nova investigação para identificar a origem do vazamento e a cadeia de transmissão dos dados sigilosos.
A Operação Reduto foi deflagrada em 9 de julho pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Onze servidores públicos também foram afastados, além do bloqueio de bens e ativos de até R$ 9 milhões.
As investigações da operação original apuram possíveis fraudes em licitações, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa. Conforme a PF, uma das frentes da apuração identificou possível desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da ALE-RO, prática conhecida como “rachadinha”.
Nova operação
Para investigar o vazamento, a PF e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Rondônia realizaram uma nova operação nesta sexta-feira. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Ariquemes, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.
De acordo com a Polícia Federal, os investigadores identificaram indícios de que, após terem conhecimento antecipado da operação, os alvos teriam adotado medidas para dificultar a ação policial.
Entre as condutas apontadas estão a desocupação de residências, ocultação, substituição e formatação de celulares, transporte de uma antena de internet via satélite e tentativa de hospedagem em nome de terceiros para ocultar investigados.
A nova investigação busca esclarecer quem teria fornecido as informações sigilosas e como elas chegaram aos investigados, além de reunir provas para o prosseguimento das apurações.
Os envolvidos poderão responder, conforme o caso, por violação de sigilo funcional, obstrução de investigação de organização criminosa e fraude processual. As investigações ainda estão em andamento, e a identificação dos responsáveis pelo eventual vazamento dependerá do avanço das diligências.






