O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido do candidato do PL ao Senado por Rondônia, Bruno Scheid, para utilizar “Bruno Bolsonaro Scheid” como nome de urna nas eleições de 2026. A decisão mantém, por enquanto, o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que determinou que o candidato concorra como “Bruno Scheid”.
O TRE-RO havia deferido o registro da candidatura ao Senado, mas acolheu uma impugnação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral contra o uso do termo “Bolsonaro”. Segundo o tribunal, a expressão não integra o nome civil do candidato e poderia sugerir ao eleitorado a existência de vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Toffoli afirmou que, em uma análise preliminar, a defesa não apresentou elementos suficientes para suspender o entendimento do tribunal regional. O ministro destacou que o TRE-RO concluiu, com base nas provas do processo, que Scheid não teria demonstrado ser conhecido pelo eleitorado como “Bruno Bolsonaro Scheid”.
A Procuradoria Regional Eleitoral havia questionado a utilização do sobrenome, enquanto o TRE-RO apontou a possibilidade de uma “transferência artificial de notoriedade” para a candidatura.
A defesa de Scheid pediu o restabelecimento do nome nos sistemas da Justiça Eleitoral, na urna eletrônica e nos materiais de campanha. Os advogados argumentaram que o candidato nunca afirmou ser parente de Jair Bolsonaro e que uma eventual associação feita por eleitores não seria suficiente para gerar dúvida sobre sua identidade.
A decisão de Toffoli, contudo, não impede Bruno Scheid de disputar a eleição para o Senado por Rondônia. O registro da candidatura permanece deferido, com o nome de urna “Bruno Scheid”. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026.





