A eleição deste domingo (4) encerrou um ciclo de mais de três décadas de presença da família Donadon na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). Pela primeira vez desde 1994, nenhum integrante da família foi eleito para ocupar uma das 24 cadeiras do Legislativo estadual.
A sequência foi interrompida após Rosângela Donadon (PRD) não conseguir a reeleição. Ela havia sido eleita pela primeira vez em 2014 e conquistado novos mandatos em 2018 e 2022.
A trajetória política dos Donadon ganhou força no Cone Sul de Rondônia a partir dos anos 1980. Ao longo das décadas, integrantes da família ocuparam cargos no Executivo municipal, na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional.
Entre os nomes que marcaram essa trajetória estão Marcos Donadon, Melki Donadon e Natan Donadon. Marcos foi prefeito de Colorado do Oeste, enquanto Melki também exerceu mandato no Legislativo estadual e ocupou cargos no Executivo.
Natan Donadon ampliou a presença da família no cenário nacional ao chegar à Câmara dos Deputados, onde exerceu três mandatos consecutivos.
Em 2026, Natan tentou novamente uma vaga na Câmara Federal, mas não ficou entre os oito deputados federais eleitos por Rondônia. Durante o processo eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) reconheceu sua elegibilidade para disputar o pleito.
Com a derrota de Rosângela Donadon para a Assembleia Legislativa e a ausência de Natan entre os eleitos para a Câmara Federal, a eleição de 2026 marca o encerramento de um ciclo de 32 anos de presença ininterrupta de um integrante da família Donadon na ALE-RO.
A nova legislatura, que terá início em 2027, será a primeira em mais de três décadas sem um Donadon entre os 24 deputados estaduais.
O resultado representa uma mudança na composição política do Legislativo estadual, especialmente para o Cone Sul, região onde a família construiu boa parte de sua trajetória política.
A ausência dos Donadon na próxima legislatura, porém, não significa necessariamente o fim da participação da família na política. O resultado das urnas apenas marca o encerramento de uma longa sequência de mandatos no Parlamento estadual, iniciada ainda na década de 1990.





