Laudos da investigação sobre a morte da técnica de radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, encontraram resíduos de chumbo nas mãos dela e em uma das mãos do marido, o policial militar Vinicius Costa Silva, de 26.
O material, que indica manuseio de arma de fogo, também estava nas duas mangas da blusa usada pelo soldado no dia em que Larissa foi encontrada baleada em casa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
A vítima morreu em 6 de setembro, e Silva foi preso no dia seguinte. Ele responde por feminicídio e segue em prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a investigação continua, mas não esclareceu se os exames permitem identificar quem efetuou o disparo.
O PM nega o crime e afirma que Larissa tirou a própria vida após ele pedir a separação. A defesa diz que os elementos técnicos sustentam a hipótese de suicídio. Para a promotora Camila Bonafini Pereira, porém, os laudos contestam essa versão: a perícia apontou que o tiro atingiu a vítima por trás, com trajetória da esquerda para a direita, e não foi disparado com a arma encostada na cabeça.






