O governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL), anunciou o deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL) como futuro coordenador da equipe de transição de governo. Segundo Mosquini, o trabalho terá perfil técnico e será enxuto, com a participação de poucas pessoas.
A informação foi confirmada durante entrevista a uma emissora de rádio em Machadinho do Oeste. A previsão é que os nomes dos integrantes das equipes sejam publicados nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial do Estado. Os trabalhos, porém, devem começar apenas no próximo dia 20.
A escolha de Mosquini ocorre enquanto Marcos Rogério participa de articulações políticas em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Ao lado de aliados eleitos pelo arco de alianças liderado pelo PL, o governador eleito tem percorrido os principais municípios de Rondônia, onde participa de carreatas.
Governo atual terá coordenação própria
Pelo governo do coronel Marcos Rocha, a equipe de transição será liderada pela secretária-executiva do Gabinete do Governador, Rute Carvalho Silva Pedrosa. A atribuição deixa de ficar centralizada na Casa Civil, conforme a nova regulamentação estadual.
O nome de Rute já estava definido desde o final do primeiro turno das eleições, quando Marcos Rogério foi eleito governador em turno único.
A mudança foi formalizada pelo Decreto nº 32.125, publicado no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (14). A norma transferiu à Secretaria-Executiva do Gabinete do Governador a responsabilidade de centralizar os pedidos de informações e documentos apresentados pela equipe do próximo governo.
A Casa Civil passa a atuar no assessoramento operacional e no apoio técnico, executando as providências administrativas solicitadas pela coordenação.
Acesso a documentos terá limite
A regulamentação também mantém o limite de cinco integrantes indicados pelo governador eleito com autorização para acessar registros e documentos produzidos ou acumulados pelos órgãos estaduais. O coordenador indicado por Marcos Rogério está incluído nesse número.
A estrutura de apoio institucional envolve, além da Secretaria-Executiva do Gabinete do Governador e da Casa Civil, a Casa Militar, a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, a Secretaria de Finanças e a Contabilidade Geral do Estado (Coges). Outros órgãos poderão ser convocados conforme a necessidade dos trabalhos.
A equipe deverá reunir informações sobre a estrutura administrativa, as contas públicas, os programas em andamento e os compromissos que exigirão continuidade na próxima gestão.
Com a definição dos coordenadores dos dois lados, a expectativa é que a transição comece oficialmente em 20 de outubro, após a publicação dos nomes dos integrantes no Diário Oficial.






