12/11/2018 às 16h00min - Atualizada em 12/11/2018 às 16h00min

Gravações telefônicas podem derrubar mais figurões no esquema da Sedam

A Operação Pau Oco, que se realiza dentro da Sedam, continua andando e a cada dia encontrando novas evidências de corrupção que estaria ocorrendo dentro do órgão responsável pelas questões ambientais do Estado. De outro lado, nessa semana, o governador Daniel Pereira começou a nomeação dos substitutos dos servidores presos ou afastados. O novo comandante é o engenheiro florestal Renato Berwanger da Silva, servidor de carreira do Estado. O biólogo Jorge Lourenço da Silva será o adjunto. Ambos foram nomeados depois das prisões do agora ex secretário Hamilton Pereira e de seu adjunto, Osvaldo Pitaluga. Outra prisão importante foi a do engenheiro florestal Flávio Augusto Tielleti, detido, numa operação midiática, dentro de um avião da Azul, que recém chegara ao aeroporto de Porto Velho, na quarta-feira. A verdade é que o esquema que envolvia muito dinheiro, tinha a participação, segundo o inquérito policial enviado à Justiça e acatado pelo desembargador Oudivanil de Marins, (número do processo: 0006177-84.2018.8.22.0000) de vários servidores, que teriam formado uma quadrilha para extorquir usuários da Sedam, falsificar documentos e se beneficiar de todo o esquema. Num texto de 62 páginas, foram nominados os envolvidos, quando o Magistrado determinou as prisões de alguns; afastamento imediato do cargo que ocupam, em outros casos e ainda autorizou busca e apreensão de documentos, para que se ampliem as investigações. Segundo as denúncias, Flávio Augusto Tiellet (assessor do Governo), Hamilton Pereira (secretário agora defenestrado e preso) e Osvaldo Pitaluga, adjunto, também preso, era o trio de comandantes. Tiellet, preso dentro do avião, quando retornava a Porto Velho, não era lotado na Sedam, mas sim na Governadoria, “mas agia como se secretário fosse, conforme depoimentos de várias testemunhas”, diz a denúncia.
Vários outros servidores do órgão foram afastados e o trabalho policial começa a colher frutos importantes. O caso é gravíssimo e ainda pode chegar a muito mais gente, inclusive um ou outro peso pesado. Ligações telefônicas interceptadas e conversas via internet, comprovariam várias das acusações contra os envolvidos. As informações liberadas sobre a Operação concluíram também que, embora o comando da Sedam funcionasse no Palácio Rio Madeira/CPA, era na antiga sede da entidade, na Estrada de Santo Antônio, que funcionava parte do esquema ilegal. Num dos casos (há inúmeros exemplos), o inquérito conta a historia de um engenheiro florestal que teria sido obrigado por Hamilton Pereira, o ex secretário, a modificar parecer contrário à uma empresa, que, mesmo com várias irregularidades, teve sua licença expedida. Está tudo no inquérito. O grupo é acusado de extração ilegal de madeiras em áreas florestais de jurisdição estadual, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, entre outros crimes. Fiquemos de olho, porque vem muito mais coisa por aí...
Sérgio Pires.


 
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