24/01/2020 às 06h43min - Atualizada em 24/01/2020 às 06h43min

PM cria grupos no WhatsApp para aproximar vizinhos no combate à criminalidade em RO

Com a popularização dos aplicativos de mensagem, grupos para todo tipo de situação surgiram nos celulares: família, igreja, faculdade, futebol, trabalho, dentre outros. Incentivados pela Polícia Militar (PM), moradores de alguns bairros de Porto Velho adotaram mais um grupo no WhatsApp: o da Vizinhança Segura. O objetivo é que os participantes dos grupos avisem a polícia sobre movimentações suspeitas ou crimes nas ruas onde moram.

A ideia de unir moradores e incentivar que eles vigiem casas vizinhas já era aplicada em outros estados, como Minas Gerais e Santa Catarina, mas foi adaptada à realidade de Porto Velho em meados de 2019.

Na capital, o projeto é desenvolvido pelo 5° Batalhão de Polícia Militar (5° BPM), responsável pela Zona Leste. As ruas Eurico Caruso e Henrique Soro, no bairro Igarapé, foram as primeiras beneficiadas com o projeto. Depois, o projeto foi ampliado e levado até algumas áreas rurais. (G1)
 

O comandante do 5º BPM, major Glauber Souto, explicou ao G1 os objetivos do projeto, dificuldades na implantação e resultados positivos.

Ele explica que o Vizinhança Segura faz parte do projeto Intervenção Integrada (I5), responsável por unir ações além do policiamento ostensivo a fim de reduzir a violência na Zona Leste de Porto Velho.

Entre as atividades estão a alfabetização para segurança, parceria com a Polícia Civil, e projetos sociais na Escola Estadual Ulisses Guimarãe.
 

Como os grupos surgem ?

 

O projeto para criar o grupo virtual sempre inicia no bairro com uma reunião de apresentação das atividades do batalhão.

Glauber acredita que a polícia, com a confiança da sociedade, pode dar impulso nessa união dos moradores. A reunião acontece na casa de um voluntário e anfitrião. "O projeto Vizinhança Segura coloca a comunidade como protagonista de um projeto de segurança", diz.

Uma das dificuldades dos policiais no início do projeto virtual é conseguir o engajamento de todos os moradores, mas com o tempo isso melhora, segundo o major.

"Na primeira [reunião] normalmente vai pouca gente, mas a gente explica como é e eles mesmo fazem o trabalho de formiguinha e chamam os outros moradores e aos poucos os outros vão participando", explica.

 

Inserção no grupo

 

Depois da etapa de reuniões, os moradores são cadastrados e nessa fase, antes de serem inseridos no grupo, é verificado se o morador tem ou não ligação com atos criminosos. Os administradores são os próprios policiais.

Além da segurança, Glauber diz que o projeto proporciona os moradores conhecerem uns aos outros, pois atualmente é comum que apenas os moradores mais antigos saibam o nomes de quem vive na casa ao lado.

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