10/11/2020 às 17h22min - Atualizada em 10/11/2020 às 17h22min

Justiça mantém prisão de mãe e filho acusados de ajudar a arrancar bebê da barriga de grávida em RO

O juiz de direito Áureo Virgílio Queiroz, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu na última semana em manter Cátia Barros Rabelo e Mario Barros do Nascimento, mãe e filho, presos preventivamente, segundo informa o G1 RO.

Os dois são acusados de envolvimento no assassinato de Fabiana Pires Batista, grávida que teve o bebê arrancado da barriga em outubro do ano passado em um loteamento de Porto Velho, além do filho dela então com 7 anos.

A Defensoria Pública do estado apenas informou nesta terça-feira (10) que foi notificada da decisão.

O Tribunal de Justiça (TJ-RO) disse, por meio da assessoria, que ainda não há previsão de quando os dois irão a júri em razão da pandemia do novo coronavírus. Em fevereiro de 2021, a decisão de manter Cátia e Mário detidos deverá passar por uma reavaliação.

No texto, o juiz justifica que decidiu por manter a prisão porque a gravidade do crime e o modo como foi executado "configuram o perigo da liberdade dos réus", sendo que os acusados "planejaram todo o ocorrido, junto a menores de idade". A decisão também envolve evitar prejuízo ao andamento do processo.

Cátia Barros Rabelo é acusada de homicídio qualificado e duplamente qualificado, além de corrupção de seis menores. Já Mário também responde por homicídio qualificado e duplamente qualificado, corrupção de seis menores e ocultação de cadáver. Eles seguem à disposição da Justiça no sistema prisional.
 

'Só queria o bebê'

 

Cátia Barros Rabelo conversou com a imprensa na época do caso e confessou sua participação no crime. Na ocasião, a mulher negou ter planejado dar o golpe da barriga em um garimpeiro. "Eu só queria a criança", disse.

Cátia afirmou aos jornalistas ter se arrependido de sequestrar o bebê e de ter participado do assassinato de Fabiana e do outro filho dela, Gustavo Henrique, de 7 anos.
 

Cátia está presa desde 23 de outubro e inicialmente a polícia disse que a ré teria arquitetado o plano, junto com os próprios filhos, pois fingia uma gravidez e queria dar o golpe da barriga em um garimpeiro.

 

Questionada quem teria planejado o crime, Cátia afirma que a ideia foi da própria irmã de Fabiana, uma adolescente de 13 anos. "Eu não denunciei ela antes do crime, pois acreditava que ela não teria coragem de por o plano em prática", afirma.
 

Filho negou participação

 

Segundo a delegada Leisaloma Carvalho, na época à frente do caso, Mário Barros negou ter participado dos homicídios junto com sua mãe e os outros cinco envolvidos.
 

"O Mário relata que apenas viu a criança na casa da mãe dele, e que teria saído só para pedir roupas. Ele afirmou que se negou a comunicar a polícia sobre a criança no imóvel da mãe dele, mas nega que tenha planejado o crime ou estado presente no local onde o bebê foi retirado do ventre da mãe", disse a delegada.

Outras quatro pessoas foram detidas pelo duplo homicídio e o sequestro do bebê: a irmã de Fabiana, então com 13 anos, e três adolescentes.


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