07/08/2018 às 21h35min - Atualizada em 07/08/2018 às 21h35min

A vacina do sarampo pode causar reação adversa?

Veja os possíveis efeitos colaterais da vacinação do sarampo. Mas tenha uma certeza: os sintomas e a gravidades são bem menores do que os da infecção em si.

As duas vacinas disponíveis contra o sarampo (tríplice viral e tetraviral) são bastante seguras. Elas podem causar, como reação adversa, febre, mal-estar, dor no local da injeção e vermelhidão. Em casos raríssimos, provocam efeitos graves, como meningite e encefalite – cerca de um caso para cada 2,5 milhões vacinados. Ou seja, não há por que ter medo da Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo em 2018.

Reações adversas leves

Como a vacina é subcutânea – aplicada logo abaixo da pele, e não dentro do músculo –, reações locais são incomuns, mas eventualmente ocorrem. “Estamos falando de dor, vermelhidão, inchaço etc. Isso acontece em menos de 5% dos casos”, diz o pediatra Juarez Cunha, membro da Comissão de Revisão de Calendários e Consensos da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Além disso, de 5 a 15% das pessoas desenvolvem algum sintoma leve dos componentes da vacina. Explica-se: a tríplice viral carrega vírus enfraquecidos de sarampo, rubéola e caxumba, enquanto a tetraviral ainda possui uma versão atenuada do agente infeccioso da catapora. Ou seja, de cinco a 12 dias após a aplicação, o indivíduo pode ter sintomas como: • Febre • Mal-estar • Um pequeno inchaço no pescoço (em reação ao vírus atenuado da caxumba) • Manchas no corpo (chamadas de sarampinho) • Inchaço de linfonodos (em decorrência do vírus enfraquecido da rubéola) • Bolhinhas com água na pele (pelo vírus atenuado da catapora) Esses sinais desaparecem com o tempo, sem ameaçar os vacinados – inclusive as crianças. “Mesmo assim, a presença deles exige avaliação médica, até porque às vezes não é a vacina que os provocou”, explica Cunha.

Os efeitos colaterais graves

Vamos reforçar: na primeira dose, não mais do que uma a cada 2,5 milhões de vacinas aplicadas contra o sarampo deflagram algum problema sério. Para comparar, o pediatra Juarez Cunha destaca que já há cinco mortes confirmadas por causa do sarampo no Brasil, com pouco mais de 1 mil casos. Ou seja, é muito – muito! – mais seguro se imunizar do que correr o risco de ser infectado. Ainda assim, fique de olho aos seguintes sinais, que costumam surgir por volta do 15º dia após a vacinação: • Meningite • Encefalite • Pneumonia • Dor de cabeça forte e persistente, que não passa Se for o caso, busque amparo médico quanto antes para que os especialistas possam controlar a situação. E um recado: não há qualquer possibilidade de a vacina contra o sarampo desencadear o autismo, como o movimento antivacina às vezes apregoa. Há também episódios raríssimos de reações alérgicas severas à vacinação. Indivíduos com alergia grave ao ovo devem conversar com um profissional – porém, mesmo nessa situação a probabilidade de problemas é baixa, visto que há apenas traços de ovo na dose. As vacinas do sarampo são contraindicadas a indivíduos com algum problema de imunidade no momento – sujeitos que acabaram de receber um transplante de órgão, por exemplo. A princípio, gestantes e menores de 1 ano de idade não poderiam se imunizar, porém, em situações de surto, essa regra pode ser modificada. Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/a-vacina-do-sarampo-pode-causar-reacao-adversa/
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