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8 maio 2026
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Alerta de chuvas intensas nesta quarta-feira em Rondônia

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de chuvas intensas para quase todos os estados da Região Norte nesta quarta-feira (7), com exceção de Roraima.

No Acre, Rondônia e Tocantins, a previsão é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas ao longo do dia.

No Amazonas, as instabilidades ganham força principalmente no sul do estado. Há expectativa de chuva mais intensa nos municípios de Borba, Aripuanã e Manicoré, com risco de temporais acompanhados de descargas elétricas.

Em Roraima, apesar de o estado ficar fora do alerta de chuvas intensas, o tempo segue com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.

No Amapá, a faixa litorânea deve ser a mais afetada pelas precipitações. Municípios como Calçoene, Macapá e Oiapoque podem registrar volumes significativos de chuva.

Já no Pará, as precipitações mais intensas são esperadas no sul e sudeste do estado, atingindo os municípios de São Félix do Xingu, Itupiranga e Marabá.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 34°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 97%.

Fonte: Brasil 61

Prefeito de Colorado esclarece atraso de salário e recursos do Réveillon

Em nota enviada à imprensa, o prefeito de Colorado do Oeste, Edinho da Rádio, por meio de sua assessoria, prestou esclarecimentos sobre o pagamento do funcionalismo público municipal e a origem dos recursos utilizados nas festividades de fim de ano. O comunicado foi divulgado após a repercussão de uma carta aberta que questionava o atraso salarial dos servidores e o uso de verbas públicas na realização do Réveillon com apoio da Prefeitura.

Segundo o prefeito, a nota tem como objetivo esclarecer os trâmites administrativos relacionados ao fechamento do exercício financeiro, além de rebater informações sobre suposto uso indevido de recursos. De acordo com o gestor, não existe qualquer vínculo entre os investimentos realizados no Réveillon e o orçamento destinado ao pagamento de salários dos servidores municipais.

Na explicação, Edinho da Rádio afirma que os valores aplicados nas festividades de fim de ano são oriundos de repasses do Governo do Estado, com destinação específica e exclusiva para a realização do Réveillon, ocorrido no dia 31 de dezembro. Conforme a legislação vigente, esses recursos não podem, em hipótese alguma, ser utilizados para despesas com pessoal.

Em relação ao pagamento do funcionalismo, o prefeito destacou que os salários seguem dentro do prazo legal. A legislação determina que o pagamento seja efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente, que em janeiro de 2026 corresponde ao dia 8.

A nota também esclarece que o processo de pagamento passou por um remanejamento orçamentário entre secretarias, procedimento que foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 31 de dezembro. “Não se trata de falta de disponibilidade financeira, mas do cumprimento de ritos burocráticos necessários para o fechamento e a abertura do ano fiscal”, pontua o gestor no comunicado.

Por fim, o prefeito informa que, com a aprovação do Legislativo e o envio das ordens bancárias, o crédito dos salários agora depende exclusivamente do processamento da Caixa Econômica Federal. O atraso na efetivação dos valores nas contas dos servidores, segundo a nota, ocorreu em razão do feriado bancário e da indisponibilidade de sistemas durante o período de virada do ano.

Nota da assessoria 

 

Maduro é vítima de fake news dos EUA

A acusação de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado pelos Estados Unidos (EUA) no dia 3 de janeiro, liderava um cartel de drogas chamado “Cartel de los Soles” foi admitida como irreal pelo Departamento de Justiça do governo de Donald Trump. A atualização sobre o caso foi noticiada pelo jornal estadunidense The New York Times nesta segunda-feira (5).

O recuo na narrativa que compõe o conjunto de supostas justificativas para os EUA invadirem a Venezuela aconteceu após especialistas em crime e narcotráfico na América Latina afirmarem que o termo é, na verdade, “uma expressão inventada pela mídia venezuelana nos anos 1990 para se referir a autoridades corrompidas por propina vinda do comércio de drogas”.

Com o sequestro de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidenta interina da Venezuela nesta segunda-feira (5).

Ao longo de 2025, os Estados Unidos alegaram reiteradas vezes que o “Cartel de Los Soles” seria uma organização narcotraficante liderada por Maduro e usaram a suposição para justificar as ameaças ao país e os ataques contra embarcações na costa venezuelana.

Segundo a reportagem, a divulgação do novo indiciamento de Maduro afirma que o termo se refere a um “sistema de clientelismo” e a uma “cultura de corrupção” alimentados por recursos do narcotráfico. Os promotores mantiveram a acusação de que Maduro participou de uma suposta conspiração de tráfico de drogas.

Ao contrário da primeira versão que mencionava o “Cartel de los Soles” 32 vezes e apontava Maduro como seu líder, a nova versão traz apenas duas referências ao termo e afirma que ele, assim como seu antecessor, o ex-presidente Hugo Chávez, “participou, perpetuou e protegeu esse sistema de patronagem.”

“Os lucros do tráfico de drogas e a proteção a parceiros do narcotráfico fluem para funcionários civis, militares e de inteligência de baixo escalão que são corruptos, que operam em um sistema de patronagem comandado por aqueles no topo — referido como o “Cartel de los Soles”, uma referência às insígnias de sol afixadas nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, afirma a nova acusação, segundo o jornal.

Para o professor do curso de Relações Internacionais e vice-diretor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ICHS/UFRRJ), Luiz Felipe Osório, Trump utiliza a retórica do medo da criminalidade tentando vincular, sem base material ou prova, a relação de Maduro com os chamados carteis de drogas, seja o “Trem de Arágua” ou o “Cartel de los Soles”.

“Ainda assim, o direito nessas horas é o que menos importa. O que importa é a construção de uma narrativa que legitime essa ação ilegal e estapafúrdia que coloca o mundo inteiro em estado de alerta”, explica o professor.

De acordo com Osório, é com base no medo do aumento da violência que essa sensação é instrumentalizada pela direita e pela extrema direita para que se aumente a repressão dentro da sociedade. “Isso acontece tanto no plano interno, com a restrição de direitos, como no plano internacional, viabilizando intervenções externas.”

Diante disso, ele pondera que, com a retirada do discurso do “Cartel de los Soles”, a acusação é “volátil de sentido”. Ele complementa dizendo que a acusação não apenas é inconsistente, mas que ela vai mudando para ver se algum argumento consegue se sustentar.

Na análise do pesquisador, o que importa é a construção de uma narrativa que legitime a incriminação de Nicolás Maduro diante da justiça estadunidense e da sociedade.

“Essa acusação caminha entre a relação com o narcotráfico e, ao mesmo tempo, mescla uma acusação de má gestão de recursos públicos e de ação ditatorial dentro da Venezuela. Tentam implicá-lo pelo conjunto da obra. Isso não é novidade: houve um movimento semelhante contra o próprio Hugo Chávez nos anos 2000.”

O sequestro de Maduro pelos Estados Unidos viola o princípio do direito internacional da extraterritorialidade, que segundo Osório foi utilizada pelos grandes impérios para se imporem pelo globo, primeiramente das metrópoles perante as colônias e, depois da independência delas, como forma de as metrópoles manterem sua influência.

“O direito justifica isso apenas para situações muito excepcionais, e não pode ser utilizada para violar a soberania de um país e arrancar de lá o seu chefe de Estado. Isso é um desrespeito completo a qualquer regra básica de convivência do direito internacional”, ressalta.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou, nesta terça-feira (6), que a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou no sequestro e prisão de Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, “violou um princípio fundamental do direito internacional“.

“Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado”, afirmou a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

De acordo com a reportagem do The New York Times perduram ainda contradições no governo, uma vez que o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio referiu-se novamente ao “Cartel de los Soles” como um cartel real em uma entrevista ao programa Meet the Press da NBC no domingo (4).

“Continuaremos a reservar o direito de realizar ataques contra barcos de drogas que trazem entorpecentes para os Estados Unidos, operados por organizações criminosas transnacionais, incluindo o ‘Cartel de los Soles’”, disse ele. “É claro que o líder deles, o líder desse cartel, está agora sob custódia dos EUA e enfrentando a justiça americana no Distrito Sul de Nova York. E esse é Nicolás Maduro.”

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU também nunca citou o cartel, assim como a Avaliação Nacional de Ameaça de Drogas, do Departamento de Repressão às Drogas (DEA), que detalha as principais organizações de tráfico, nunca mencionou o “Cartel de los Soles”, afirma o The New York Times.

Apesar da retificação quanto ao “Cartel de los Soles” ter sido bem recebida, especialistas ouvidos pelo jornal estadunidense apontam fragilidades em outros pontos do novo indiciamento. Entre elas, a inclusão do líder da facção prisional “Tren de Aragua” como suposto co-conspirador de Maduro.

A acusação baseia-se em evidências consideradas superficiais: registros de chamadas de 2019 em que o “líder da gangue” oferecia escolta para narcóticos a um interlocutor que acreditava ser um oficial do governo.

Embora a retórica do governo Trump sustente que Maduro comanda o grupo, a inteligência dos EUA e analistas como Jeremy McDermott, da InSight Crime, uma organização que estuda o crime organizado nas Américas, contestam essa visão, afirmando que a facção não possui estrutura para gerenciar grandes remessas de cocaína.

Terror contra as drogas

Nos anos 1980, a guerra contra as drogas foi lançada pelo governo republicano de Ronald Reagan e serviu de pretexto para a intervenção em vários países da América Latina, elucida o professor de relações internacionais Luiz Felipe Osório. “Cito aqui, especificamente, um caso muito semelhante ao ocorrido com o presidente Maduro, que ocorreu no Panamá em 1989, contra o então presidente Manuel Noriega. O Noriega também foi sequestrado e preso dentro do território panamenho sobre uma criação muito semelhante.”

Depois dos anos 2000, principalmente após os atentados às Torres Gêmeas, o terrorismo “veio aos holofotes e entrou na moda”, diz.

Nesse cenário, o conceito de narcoterrorismo serviu para intervenções que foram muito além da América Latina e ratificaram anos ou décadas de ocupação no Iraque e no Afeganistão, principalmente.

O que acontece agora é, de alguma maneira, uma junção e articulação desses dois conceitos: o terrorismo e o narcoterrorismo, este último como mais uma justificativa de intervenção nos territórios latino-americanos. “Apesar de isolacionista em relação à Europa e a outros cantos do globo, os Estados Unidos tendem a aumentar a intervir diretamente e não ser nada isolacionistas, mas, sim, muito intervencionistas naquilo que consideram seu ‘quintal’, que é a América Latina”, conclui o especialista.

Em cárcere privado, mulher era agredida pelo ex em Rondônia

Na noite de segunda-feira (05), uma guarnição da Polícia Militar de Rondônia libertou uma mulher que estava sendo mantida em cárcere privado e sofrendo agressões por parte do ex-companheiro no residencial popular Morar Melhor, localizado no bairro Aeroclube, zona Sul de Porto Velho.

A vítima estava desaparecida havia cerca de dois dias, o que gerou grande preocupação entre familiares. Mesmo sob vigilância do agressor, a mulher conseguiu, em um momento de descuido, enviar um vídeo para parentes, no qual pedia socorro e afirmava estar com medo de morrer.

Nas imagens, a vítima aparece visivelmente abalada e com o rosto bastante machucado, demonstrando sinais claros de violência física. Após receberem o material, os familiares acionaram imediatamente a Polícia Militar, que passou a tratar o caso como prioridade.

As equipes se deslocaram rapidamente até o endereço indicado no residencial Morar Melhor. Ao chegarem ao local, os policiais constataram a veracidade da denúncia, resgataram a mulher e prenderam o suspeito em flagrante. O ex-companheiro foi detido ainda dentro do imóvel onde a vítima era mantida.

A mulher recebeu atendimento inicial e foi encaminhada para os procedimentos médicos e legais necessários. Já o agressor foi conduzido ao Departamento de Flagrantes, onde permaneceu à disposição da Justiça e deverá responder por cárcere privado, lesão corporal e violência doméstica, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

Concurso da Seduc abre inscrições nesta quarta em RO

O Governo de Rondônia anunciou dois editais do Concurso Público da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC/RO). As inscrições começam no dia 7 de janeiro, pelo site do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE). As vagas são para professores e técnicos em diferentes áreas.

No concurso para professores, há oportunidades em diversas graduações, como Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. A remuneração inicial é de R$ 5.118,41.

As provas objetivas serão aplicadas em Porto VelhoJi-ParanáAriquemesCacoalGuajará-MirimJaru e Vilhena, divididas em dois domingos: 8 e 15 de março. (G1)

Trump mira o Brasil e deve prejudicar eleição da direita

O especialista americano Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, afirmou que, após a operação militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, Donald Trump continuará sua intervenção na América Latina. Ele  acredita que Trump deseja transformar o país “em uma colônia econômica dos Estados Unidos”, com foco no petróleo do país.

Segundo o professor, “os Estados Unidos querem controlar a produção petrolífera da Venezuela”, independentemente do regime, o que resultaria em “mais do mesmo sofrimento para o povo venezuelano”. Langer também apontou que, após a prisão de Maduro, o governo dos EUA poderia apoiar Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, em vez de María Corina Machado, uma das líderes da oposição.

Langer destaca que “Rodríguez é mais manipulável que María Corina”, que, apesar de ter apoio popular, seria mais difícil de controlar. Langer ainda aponta que “Trump não quer María Corina no poder, pois ela não seria tão manipulável quanto Rodríguez, embora ambas busquem abrir o mercado para o petróleo estrangeiro”.

O professor acredita que as ações do republicano na América Latina têm como objetivo “dominar economicamente a região”, e que sua interferência nas eleições de outros países, incluindo o Brasil, pode prejudicar a direita. O especialista afirma que “o nacionalismo falaria mais forte” diante da intervenção de Trump, e que “o Brasil é o grande contrapeso contra as investidas dele”.

Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos EUA. Foto: BBC

“Tenho certeza de que Trump vai se meter, quando puder. Mas acho que os povos não se deixam vender. Mas claro que temos que pensar no que aconteceu com Milei, quando os Estados Unidos anunciaram ajuda de US$ 20 bilhões”, apontou.

Ele também sugere que, ao tentar influenciar as eleições no Brasil, Trump acabaria fortalecendo o nacionalismo. “A interferência dos Estados Unidos na vida política brasileira não vai favorecer os partidos da direita, porque isto servirá como arma para o nacionalismo dos demais”, prosseguiu.

Para ele, “se Lula continuar sendo forte e se continuar assim, muito contido com o que aconteceu na Venezuela — porque, na verdade, foi muito contido —, esta calma continuará sendo uma potência contra a direita”. Langer diz que o Brasil é o único país “grande o suficiente para para Trump e dizer ‘chega’ aos Estados Unidos”.

Prefeito faz megaevento e não paga servidores de Colorado

A gestão do prefeito de Colorado do Oeste, Edinho da Rádio, enfrenta uma de suas maiores crises administrativas. De acordo com uma carta aberta divulgada nas redes sociais por servidores públicos municipais, o salário referente ao mês de dezembro ainda não foi pago, gerando revolta, insegurança financeira e forte insatisfação entre os trabalhadores que mantêm o funcionamento da máquina pública.

Na carta, os servidores apontam grave inversão de prioridades por parte da administração municipal. Segundo apurou esse Folha dos Municípios, enquanto o funcionalismo segue sem receber, a prefeitura teria ampliado gastos com a contratação de empresas terceirizadas e o inchaço do quadro de cargos comissionados, muitos deles, conforme relatam servidores municipais, ligados a vereadores e deputados que dão sustentação política ao prefeito.

A indignação aumentou após a realização de uma grande festa de Réveillon, promovida pelo município. O evento contou com queima de fogos, contratação de músicos, estrutura de palco e ampla divulgação publicitária, tudo custeado com recursos públicos. O próprio prefeito afirmou, em entrevista a uma emissora de rádio, que se tratava do maior Réveillon já realizado na cidade. Para os servidores, o contraste entre a ostentação do evento e o atraso salarial escancara o desrespeito com quem garantiu, ao longo do ano, o funcionamento dos serviços públicos. “Não somos contra eventos, mas é inadmissível que falte dinheiro para pagar salários enquanto há recursos para festas e publicidade”, destaca um trecho da carta aberta.

Câmara Omissa

A situação se agrava, segundo apuração da reportagem, pela postura omissa da Câmara Municipal. Vereadores não teriam adotado medidas efetivas para cobrar explicações ou soluções do Executivo. Pelo contrário: há relatos de que parlamentares mantêm laços estreitos com o prefeito, com indicações de servidores em diversas secretarias, o que contribui para o aumento da folha de pagamento — hoje sem previsão concreta para ser quitada.

Emendas PIX: Prefeito de Colorado D´Oeste vira alvo da PF - Via Rondônia

Outro ponto sensível levantado nos bastidores é o papel da imprensa local, que, conforme críticas recorrentes de moradores e servidores, teria deixado de exercer sua função fiscalizadora. Para muitos, um jornal que antes atuava de forma independente estaria hoje alinhados à gestão, “amarrados ao Titanic do prefeito”, como descreveu um servidor, navegando junto em um governo sem rumo, sem planejamento e sem gestão eficiente.

Até o momento, a Prefeitura de Colorado do Oeste não se manifestou oficialmente sobre o atraso salarial nem sobre as denúncias apresentadas na carta aberta. Os servidores afirmam que continuarão mobilizados e não descartam novas medidas caso a situação persista.

Comércio

A falta de pagamento dos salários já começa a refletir diretamente na economia local. Comerciantes de Colorado do Oeste relatam queda nas vendas, especialmente nos primeiros dias do ano, período tradicionalmente aquecido pelo pagamento do funcionalismo. Sem o dinheiro em circulação, o comércio sente o impacto imediato, afetando pequenos empreendedores, prestadores de serviços e toda a cadeia econômica do município.

A reportagem ressalta que o espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos por parte da Prefeitura de Colorado do Oeste, do prefeito Edinho da Rádio e demais gestores citados. Até o fechamento desta matéria, no entanto, não houve qualquer posicionamento oficial sobre o atraso no pagamento dos salários nem sobre as denúncias apresentadas pelos servidores.

Enquanto isso, cresce o sentimento de abandono e descrédito entre aqueles que sustentam o serviço público municipal, em um cenário que expõe fragilidades administrativas e políticas que colocam Colorado do Oeste em rota de colisão com sua própria governabilidade.

Veja a carta de repúdio à gestão Edinho da Rádio

Fonte: Folha dos Municípios

Caos na Saúde: sem médicos, sindicato alerta para mortes em Rondônia

O Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) alerta para a gravíssima situação ocorrida neste domingo, 4 de janeiro de 2026, na UTI do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho. A UTI 1, que engloba também a UTI 3, com 13 leitos, ficou sem plantonista médico, deixando a assistência concentrada em apenas um profissional, o que compromete seriamente a segurança dos pacientes.

Durante esse cenário, houve uma parada cardiorrespiratória em paciente grave, sem equipe médica formalmente escalada, evitando-se um desfecho fatal apenas pela intervenção emergencial de médicos que estavam na unidade naquele momento.

O episódio escancara um problema crônico, que o SIMERO vem alertando há muito tempo: escalas médicas permanentemente desfalcadas, falta de profissionais e ausência de reposição efetiva. Os órgãos de controle têm ciência dessa realidade, mas providências estruturais seguem sem efetividade.

O SIMERO reforça que a demanda é permanente e não pode ficar desassistida. A solução passa, necessariamente, pela realização urgente de concurso público, acompanhada de remuneração atrativa, já que, sem salários compatíveis, os profissionais buscam outros centros que oferecem melhores condições.

Diante da gravidade do cenário e da repetição de alertas ignorados, o SIMERO informa que irá acionar o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), órgão responsável não apenas pela fiscalização das condições de trabalho médico, mas também pelo cumprimento da manutenção do atendimento à população, incluindo a regularidade das escalas de serviço.

A entidade cobra providências imediatas da Secretaria de Estado da Saúde e alerta: vidas estão em risco. A saúde pública não pode continuar sendo tratada com improviso.

Assessoria

Terça-feira nublada e com chuvas em Rondônia

A previsão do tempo para a Região Norte do país, nesta terça-feira (6), indica céu com muitas nuvens para quase toda a região e chuvas isoladas com trovoadas para todos os estados ao longo do dia, à exceção do Amapá, que deve escapar às precipitações. Após as semanas de calor intenso que castigaram o Brasil durante as festividades de Natal e Ano Novo, as temperaturas voltam a ficar amenas na região nesta primeira semana de 2026.

Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens para quase toda a região — exceto no Amapá e extremo-norte do Pará —, com chuvas isoladas em todo o Amazonas, Acre, Tocantins, centro-norte de Rondônia, centro-sul do Pará e sul de Roraima. As chuvas devem amanhecer mais intensas e acompanhadas de trovoadas em todo o Acre, Tocantins, centro-leste e centro-sul do Amazonas, centro-sul do Pará e extremo-norte de Rondônia.

Durante a tarde, as chuvas deixam o estado de Roraima e recuam no extremo-norte do Amazonas, centro-norte do Pará e extremo-norte do Tocantins. As chuvas mais intensas e com trovoadas se restringem ao Acre, sul do Amazonas, centro-norte de Rondônia, centro-sul do Tocantins e extremos-sudoeste e sudeste do Pará. Essas condições devem se manter até a noite.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para todo o Tocantins, Rondônia, Acre, quase todo o Amazonas — à exceção do extremo-norte do estado —, centro-sul do Pará e centro-nordeste do Amapá, além de alerta de perigo de chuvas intensas para todo o Acre, Rondônia, centro-sul do Amazonas, extremo-sudoeste do Pará e extremo-sul de Tocantins.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar até 35°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.

Golpe na Venezuela dispara ações petrolíferas dos EUA

As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos registraram forte alta nesta segunda-feira (5), impulsionadas pela perspectiva de acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela após o golpe liderado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que resultou no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O movimento refletiu a leitura do mercado de que companhias americanas poderão ampliar ou iniciar operações no país sul-americano.

Segundo a Reuters, o salto nos papéis ocorreu depois que Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle da Venezuela e que empresas de energia norte-americanas teriam papel central na retomada da produção de petróleo no país. A Venezuela concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas viu sua produção despencar nas últimas décadas em meio a problemas de gestão, queda de investimentos estrangeiros após a nacionalização do setor e sanções internacionais.

No domingo (4), Trump afirmou que conversou com “todas” as grandes petrolíferas dos Estados Unidos sobre planos de investimento na Venezuela, tanto antes quanto depois do sequestro de Maduro por forças americanas. “Eles querem entrar com muita vontade”, declarou o presidente norte-americano.

No mercado financeiro, as reações foram imediatas. As ações da Chevron — a única grande empresa dos Estados Unidos ainda presente nos campos petrolíferos venezuelanos — subiram 6,5% no pré-mercado. Já os papéis das refinadoras Marathon Petroleum, Phillips 66, Valero Energy e PBF Energy avançaram entre 4% e 11%.

Golpe de Trump na Venezuela dispara ações de petrolíferas dos EUA

Apesar da valorização das ações do setor, os preços internacionais do petróleo permaneceram praticamente estáveis. De acordo com a Reuters, a ampla oferta global continuou pressionando o mercado, mesmo diante das incertezas em torno do fluxo de petróleo venezuelano.

Trump tem associado de forma direta a ofensiva contra o governo venezuelano ao interesse nas riquezas energéticas do país. Poucas horas após a captura de Maduro, no sábado, o presidente dos Estados Unidos afirmou que companhias americanas liderariam a recuperação da produção local. “Vamos colocar nossas grandes empresas de petróleo dos EUA, as maiores do mundo, para entrar, investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura de petróleo gravemente danificada e começar a gerar dinheiro para o país”, disse.

A Venezuela possui cerca de 303 bilhões de barris de reservas de petróleo bruto, em sua maioria óleo pesado localizado na região do Orinoco. Ainda assim, o setor enfrenta um longo declínio, marcado por má gestão, subinvestimento e sanções impostas por Washington. No ano passado, a produção média foi de cerca de 1,1 milhão de barris por dia, aproximadamente um terço do volume registrado no auge da década de 1970.

Trump não detalhou como pretende implementar o que chamou de um renascimento liderado pelos Estados Unidos na indústria petrolífera venezuelana. O presidente venezuelano, por sua vez, sempre negou as acusações feitas por Washington de envolvimento com o narcotráfico, afirmando que elas serviriam de pretexto para ambições imperialistas sobre o petróleo do país.

No campo político e militar, o governo Trump sinalizou que pode ampliar a pressão sobre Caracas. Após a remoção de Maduro, a estratégia americana aposta em intimidar integrantes do círculo próximo ao líder venezuelano com a ameaça de novas ações militares, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O presidente afirmou que uma nova operação poderia ser lançada caso o governo interino não coopere. “Se eles não se comportarem, faremos um segundo ataque”, disse.

Trump declarou ainda que pretende obter “acesso total” dos Estados Unidos e de empresas privadas à infraestrutura petrolífera venezuelana, além de estradas e pontes em estado precário. Caso não haja colaboração, advertiu que a atual liderança poderá enfrentar consequências ainda mais duras. Para autoridades americanas, a manutenção de um forte aparato militar na costa venezuelana e a ameaça de novos ataques seriam suficientes, ao menos por ora, para forçar a cooperação sem o envio imediato de tropas terrestres.

Brasil 247