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8 maio 2026
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China e Rússia pedem na ONU libertação imediata de Maduro

Representantes da China e a Rússia condenaram fortemente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3) e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles participaram de reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5).

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, disse que a China está profundamente chocada com a ação militar e condenou fortemente “os atos ilegais e de bullying” dos Estados Unidos.

Segundo o diplomata, a comunidade internacional tem expressado preocupações com as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força norte-americanos contra a Venezuela. “Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos têm ignorado as graves preocupações da comunidade internacional em relação à soberania venezuelana e infringiram a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais”, afirmou Fu Cong.

O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que o começo do ano chocou a todos pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países.

“O sequestro do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado da morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, aos olhos de muitos, se tornou um retrocesso para a época de um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos. Não há justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos em Caracas. Nós condenamos firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela em desacordo com todas as normas internacionais. Pedimos a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Ele é o presidente legítimo da Venezuela eleito”, afirmou o diplomata russo.

Vasily Nebenzya destacou que o povo russo se solidariza com os venezuelanos perante a agressão externa. “Apoiamos incondicionalmente o governo bolivariano da Venezuela.”

O embaixador russo acrescentou que os Estados Unidos não escondem seu desejo pelo petróleo venezuelano e deixam claro seu imperialismo em relação à América Latina. “É importante a comunidade internacional se unir contra os métodos norte-americanos de uso da força como demonstrado no caso venezuelano”, afirmou.

Militares americanos retiraram à força Maduro e sua esposa de território venezuelano, em uma ação que matou integrantes das forças de segurança do presidente e causou explosões em Caracas, capital do país. Maduro foi levado para Nova York e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

O casal foi levado nesta segunda-feira ao Tribunal Federal, em Nova York, para uma audiência de custódia na Justiça norte-americana. Eles serão notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido num presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York. (AB)

Law enforcement officials move captured Venezuelan President Nicolas Maduro out of the helicopter, as he heads towards the Daniel Patrick Manhattan United States Courthouse for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others in New York City, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Adam Gray

Segurança de Maduro foram mortos a sangue frio

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse neste domingo (4) que boa parte da equipe de segurança de Nicolas Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos, no sábado (3), que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. ebcebc“Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país.

Ao ler um comunicado oficial, Padrino rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a liberação de Maduro, que está detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo.

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

O ministro da Defesa venezuelano

Revista Fórum

Nikolas pode ser preso por sugerir que EUA ataquem o Brasil

deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pode perder o mandato e até mesmo ser preso por ter sugerido e incentivado um ataque dos Estados Unidos ao Brasil e o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que solicita uma representação protocolada neste domingo (4) junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e pelo ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros.

No último sábado (3), após o governo dos Estados Unidos bombardear a Venezuela a sequestrar o presidente Nikolas Maduro, Nikolas fez uma série de publicações nas redes sociais celebrando a operação ilegal e, em uma delas, compartilhou uma montagem em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é retratado sendo preso por militares dos EUA — a exemplo do sequestro de Maduro — e escreveu, como quem implora: “Ó Deus”.

Segundo Valente e Medeiros, ao sugerir um ataque militar dos EUA contra Brasil, Nikolas atenta contra a soberania nacional e contra o Estado Democrático de Direito, crimes previstos nos artigos 359-M e 359-I do Código Penal, com penas que podem chegar até 12 anos de prisão. (BdF)

O deputado Nikolas Ferreira

Raio atinge residência em Rondônia e causa prejuízo 

A moradora Tatiana Pandolfi passou por momentos de apreensão ao retornar para casa, localizada na zona rural de Jaru (RO), e se deparar com um cenário de destruição provocado pela queda de um raio. O incidente ocorreu no dia 1º de janeiro, durante a virada do ano.

Ao abrir a porta da residência, Tatiana encontrou parte do forro caída, móveis danificados, eletrodomésticos queimados e fios elétricos completamente derretidos. O impacto do raio causou sérios prejuízos materiais e comprometeu parte da estrutura do imóvel.

Nas redes sociais, a moradora compartilhou imagens que mostram os estragos deixados pelo fenômeno natural. Segundo ela, o raio atingiu diretamente a casa, provocando a queima de geladeira, freezer, tomadas e lâmpadas. Em alguns pontos, os fios elétricos chegaram a derreter e até tecidos acabaram pegando fogo.

Apesar do susto e da destruição, ninguém ficou ferido. O caso chamou a atenção de moradores da região e serve de alerta para os riscos durante períodos de chuvas intensas e descargas elétricas, comuns nesta época do ano em Rondônia.

Tatiana ainda avalia os prejuízos e busca alternativas para reparar os danos causados pelo raio.

Raio cai dentro de casa e destrói móveis — Foto: Reprodução

Na prisão, Bolsonaro reclama do barulho do ar-condicionado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reclamar do barulho do ar-condicionado na sala onde ele está preso. A solicitação foi feita na última sexta (2), após a defesa alegar que o som excessivo do equipamento estaria prejudicando o repouso e afetando sua saúde.

Moraes deu à PF um prazo de cinco dias para se manifestar sobre a questão. A defesa de Bolsonaro caracterizou a situação como uma “perturbação à saúde e integridade do preso”, afirmando que o barulho do ar-condicionado cria um ambiente incompatível com o repouso necessário para manter as condições físicas e psicológicas adequadas ao ex-presidente.

A queixa inclui a alegação de que o ruído constante comprometeria o descanso e poderia afetar o bem-estar de Bolsonaro, que está em prisão preventiva na Superintendência da PF em Brasília. Em resposta, os advogados do ex-presidente pediram que o ministro Moraes tomasse providências para corrigir o problema.

Entre as solicitações, estavam o ofício à PF para adotar medidas técnicas, como a mudança do local do ar-condicionado ou a instalação de isolamento acústico na cela do ex-presidente. A defesa pediu para que ele tenha acesso a condições mínimas de repouso para preservar a saúde.

Bolsonaro foi preso novamente no dia 1º de janeiro, após receber alta do hospital DF Star, onde havia ficado internado para passar por cirurgias. Desde então, ele está cumprindo a prisão preventiva na Superintendência da PF, em Brasília.

Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou sobre o pedido de esclarecimentos do STF.

Maduro se declara inocente: ‘sou prisioneiro de guerra’

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado pelos Estados Unidos, se declarou inocente perante a Justiça dos EUA durante a sua primeira audiência, em Nova York, nesta segunda-feira (5). “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente do meu país”, disse Maduro. Ao sair da audiência, o presidente da Venezuela respondeu, em espanhol, a uma pessoa do público que era “um presidente sequestrado” e “um prisioneiro de guerra”

O venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado (3) em Caracas e levados ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.

Agora, durante a audiência, ele foi informado formalmente de todos os crimes pelos quais é acusado: narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos. Na sequência, Maduro e sua esposa se declararam inocentes.

A chegada do casal ao tribunal ocorreu com forte esquema de segurança, em um complexo próximo ao local onde Trump foi condenado em 2024 por suborno pago a uma atriz pornô. Do lado de fora do tribunal, a polícia separou manifestantes contrários à ação dos EUA de um pequeno grupo favorável à intervenção.

Uma nova audiência será realizada às 14h do dia 17 de março, na qual Maduro e sua esposa prestarão depoimento. (BdF)

Morte de rondoniense em delegacia vira notícia nacional

Uma mulher de 24 anos, presa por violência doméstica contra a ex-companheira de 30 anos, foi encontrada morta dentro de uma cela da Delegacia Central de Flagrantes de Porto Velho (RO). Geovana Antonela Meireles Tavares foi encontrada sem vida na manhã de sábado (3/1).

Segundo informações preliminares, policiais ouviram um barulho vindo da cela e, ao verificarem, encontraram a detenta desacordada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte.

O Instituto Médico Legal (IML) e a perícia estiveram no local para os procedimentos de praxe. As circunstâncias da morte serão investigadas pelas autoridades competentes. (Metrópoles)

Mulher presa por violência doméstica morre em cela de delegacia - destaque galeria

Ano eleitoral começa com restrições à propaganda de órgãos públicos e pesquisas

Desde a última quinta-feira (1º de janeiro), todas as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às Eleições Gerais de 2026 ou eventuais candidatos devem registrar o levantamento junto à Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar os resultados. A exigência consta no artigo 33 da Lei das Eleições (Lei n o 9.504/1997). 

O cadastro prévio da pesquisa deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação do estudo, acompanhado de informações como: quem contratou a pesquisa; valor e origem dos recursos; metodologia e período de realização; plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro.

O procedimento deve ser feito somente de forma eletrônica pelo sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), após o cadastramento das entidades e empresas no PesqEle. Aquelas que tiverem realizado pesquisas em eleições anteriores não precisam efetuar outro cadastramento, mas o novo estudo deve ser registrado. As informações e os dados inseridos no sistema ficarão à disposição de qualquer interessado pelo prazo de 30 dias.

Vale ressaltar que a Justiça Eleitoral não realiza nenhum controle prévio sobre o resultado das pesquisas e nem gerencia ou cuida de sua divulgação, bem como atua somente quando provocada por meio de representação.

Ainda segundo a Lei das Eleições, a divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações sujeita aos responsáveis multa no valor de 50 mil a 100 mil UFIRs. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de 50 mil a 100 mil UFIRs. No período de campanha eleitoral, é proibida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.

As pesquisas eleitorais são tidas como ferramentas para verificar a viabilidade de possíveis candidaturas e formas de avaliação sobre temas sensíveis que a população gostaria de ver em debates durante a campanha.

Outras normas

Também começou na última quinta-feira a proibição da distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto nos casos de calamidade, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior. Nessas situações, o Ministério Público poderá promover o acompanhamento da execução financeira e administrativa.

Fica vedada ainda a execução de programas sociais por entidade nominalmente vinculada a candidata ou candidato ou por eles mantida, ainda que autorizados em lei ou em execução orçamentária no exercício anterior.

Ainda em anos eleitorais, a partir de 1º de janeiro, é proibido realizar despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que antecedem o pleito.

Além da Lei das Eleições, as condutas vedadas aos agentes públicos que possam comprometer a igualdade de oportunidades entre pessoas candidatas nos pleitos eleitores estão previstas no capítulo V da Resolução TSE nº 23.735/2024.

Nova BR-364: Acidente com carreta carregada mata adolescente em RO

O tombamento de uma carreta carregada de madeira causou a morte de uma adolescente de 14 anos e de um bebê de 1 ano e 6 meses na madrugada desta segunda-feira (5), na BR-364, nas proximidades da entrada da Linha 621, no município de Jaru.

De acordo com as informações apuradas no local, no veículo estavam um homem, sua esposa e três filhos, com idades de 16 anos, 14 anos e 1 ano e meio. A adolescente e o bebê não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local do acidente.

O condutor da carreta ficou preso às ferragens e precisou ser resgatado antes de ser encaminhado para atendimento médico. A mulher e o filho de 16 anos também foram socorridos e levados ao hospital.(Jaru Online)

Acidente com carreta carregada de madeira mata adolescente e bebê na BR-364

Novo ataque: Trump mira captura do presidente da Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo (4) que vê com bons olhos a possibilidade de uma operação militar contra a Colômbia. A declaração foi feita a repórteres a bordo do Air Force One, um dia depois da ofensiva militar norte-americana na Venezuela que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, em Caracas, ampliando a instabilidade política e diplomática na região. Segundo a Folha de S.Paulo, ao comentar a situação colombiana, Trump fez críticas diretas ao presidente Gustavo Petro. “A Colômbia é governada por um homem doente, que gosta de produzir e enviar cocaína aos Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito mais tempo”, disse o chefe da Casa Branca.  Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar dos EUA contra o país vizinho, respondeu que a ideia lhe parecia boa.Ainda no domingo, o presidente da Colômbia classificou a operação contra Maduro como um sequestro e questionou sua legalidade. “Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro”, escreveu Gustavo Petro em uma publicação na rede social X. O colombiano é um dos críticos mais frequentes de Trump e tem se posicionado contra ações militares dos Estados Unidos na região, que, segundo Washington, teriam como objetivo o combate ao narcotráfico.

Donald Trump e Gustavo Petro