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10 maio 2026
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Prefeito anuncia festa dos 41 anos de Colorado do Oeste

Mídia Rondônia – Uma grande festa está prevista para comemorar os 41 anos de emancipação política-administrativa da cidade Colorado do Oeste, evento que ocorre no próximo dia 17, na Praça das Lanchonetes. A realização é da Prefeitura e conta com várias atrações, entre elas os cantores Alipe Alves e Meire Cabianchi.

Para o prefeito José Ribamar, o aniversário de Colorado do Oeste é um momento único e importante para a toda comunidade, pois, segundo ele, revela o amadurecimento político e administrativo do município. “Estamos felizes em comemorar mais um ano da nossa cidade. Colorado está no rumo certo do desenvolvimento social e econômico, com obras importantes de infraestrutura e trabalhos realizados na educação, agricultura, saúde, esporte e artes”, avalia o prefeito.

Foto: Jonhy Tavares

Dia dos Namorados: Andressa Venceslau se apresenta neste sábado em Cerejeiras

Mídia Rondônia – Uma das grandes revelações da música regional e com uma voz inconfundível, a cantora Andressa Venceslau estará se apresentando em Cerejeiras, evento que acontece neste sábado (11), no Chalé do Lago, a partir das 20h.

Será um show diferenciado em comemoração ao Dia dos Namorados. Com um repertório eclético, Vanessa vai da MPB, passeia pelo pop rock e resgata o sertanejo raiz. “Estou muito feliz por estar fazendo um show todo especial para essa galera de Cerejeiras e região. Gratidão a todos”, observou a cantora.

Cerejeiras segue registrando aumento de covid-19

 

Mídia Rondônia – Apesar das autoridades locais não se manifestarem sobre o assunto, os casos de covid-19 seguem em alta em Cerejeiras.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (9) pela Secretaria de Saúde, há 57 casos da doença e um paciente internado no hospital São Lucas.

Com o grande número de eventos ocorrendo na cidade, os casos estão aumentando e voltando a assustar os moradores, inclusive atingindo diretamente as escolas das redes estadual e municipal, local em que professores e estudantes estão se contaminando constantemente.

Muitos não vacinados e outros que não completaram o ciclo vacinal estão sendo alvo dessa nova onda.

 

Fumaça na Caixa Econômica assusta moradores e bombeiros são acionados em Cerejeiras

MIDIARONDONIA – Na noite desta quarta-feira (9), o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma ocorrência na agência da Caixa Econômica de Cerejeiras.

Moradores próximos ficaram assustados, imaginando se tratar de um princípio de incêndio.

Uma grande fumaça se formou no interior da instituição, gerando mais preocupação entre moradores e internautas.

Nas redes sociais, um vídeo circulou exibindo o momento em que a fumaça toma conta do interior do ambiente. Também mostra uma viatura dos bombeiros e outra da PM dando reforço.

Ao MIDIARONDONIA, um soldado do Corpo de Bombeiros informou que a ocorrência está ligada ao sistema de segurança do banco que, quando é acionado, produz fumaça impossibilitando a visibilidade no interior da agência e a permanência no local.

Luciano Brandão avalia excelente retorno da Rondônia Rural Show e destaca importância do envolvimento das mulheres no agronegócio

Em entrevista ao  Mídia Rondônia, O ex-diretor presidente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Luciano Brandão, destacou que retorno da Rondônia Rural Show depois de dois anos devido pandemia foi marcada por recorde de vendas e visitantes. “Eu que  estive nesses oitos dias de evento acompanhe de perto a Rondônia Rural Show. Fechamos  mais dois bilhões em negócios, com mais 200 mil visitantes e 500 expositores”, enfatizou Luciano.

Brandão salienta que  a Rondônia Rural Show  teve um destaque especial  com participação  das mulheres envolvidas no agronegócio. “ Durante o evento, houve um talk show com o tema “Mulheres do Agro”, onde mulheres do  Estado estão envolvidas no  agronegócio, algumas delas até foram destaques na revista forbes.  Existe uma pesquisa onde 18 propriedades do setor do agronegócio são comandadas por mulheres, e a gente fica feliz que cada vez mais o empoderamento feminino estão crescendo no agro”, pontuou Brandão.

Luciano  disse ainda  que nesses 03 anos e três meses que ficou como presidente-diretor da Emater “Semprei busquei  atender o pequeno agricultores através de políticas públicas e o resultado de tudo isso gerou um grupo de apoiadores e lideranças do Estado para colocar meu  nome como pré-candidato a deputado estadual  pelo  União Brasil, partido do governador Marcos Rocha, ressaltou Luciano.

Por: Petter Vargas

PF desmonta quadrilha de figurões acusada de fraudar terra pública em Cerejeiras e Pimenteiras

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (09), a Operação “Julius Caesar”, visando o combate a grilagem de terras em Rondônia.

As investigações apontaram fraudes no processo de regularização fundiária de Gleba Pública Federal, localizada na área rural de Pimenteiras do Oeste e Cerejeiras. O esquema criminoso utilizava-se de “laranjas” e falsificação de documentos para fins de obtenção indevida de títulos de domínio rurais e posterior aquisição da propriedade por grandes empresários.

Na ação de hoje, cerca de 70 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, em residências e empresas localizadas em Vilhena, Pimenta Bueno, Cerejeiras, Ji-Paraná, Porto Velho, Guajará-Mirim e Campos de Júlio. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Vilhena/RO.

Foram, ainda, determinados o sequestro de duas fazendas avaliadas em mais de 278 milhões de reais, assim como a indisponibilidade de valor equivalente a quase 125 milhões de reais.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato em detrimento da União (artigo 171, §3º, do Código Penal), falsidade ideológica (artigo 299 do Código Penal) e de invasão de terras da União (artigo 20 da Lei nº 4.947/66), cujas penas somadas ultrapassam 14 anos.

O nome dado a Operação faz alusão a Júlio César (Julius Caesar), o maior conquistador de terras do Império Romano.

 

Agentes da PF fazem operação contra grilagem de terras federais em RO — Foto: PF/DivulgaçãoPolícia cumpre mandados de busca e apreensão em residencial em Rondônia — Foto: PF/Divulgação

PM de Cerejeiras apreende 300 quilos de droga

Na madrugada desta quinta-feira (09), policiais militares do 3ºBPM que atuam na cidade de Cerejeiras, abordaram um caminhão e apreenderam, dentro de um fundo falso, 300 kg de drogas.

Por volta das 3 horas da madrugada, os militares realizavam uma barreira policial no trevo que dá acesso às cidades de Pimenteiras do Oeste e Corumbiara,em determinado momento um caminhão que vinha de Pimenteiras do Oeste recebeu ordem de parada, o motorista do caminhão gesticulou com a mão indicando que iria parar no acostamento, porém, acelerou se evadindo do local.

Os policiais militares acompanharam o caminhão por aproximadamente 5 quilômetros com sirenee sinais luminososligados, determinando para que o motorista parasse e, em dado momento o motorista pulou do caminhão que ficou desgovernado e saiu da pista colidindo com uma cerca e atolando. O motorista do caminhão conseguiu fugir pela mata, porém, seus documentos pessoais ficaram na cabine do caminhão, possibilitando sua identificação.

Como o caminhão parecia estar vazio, os militares solicitaram o apoio do canil de Colorado do Oeste que de pronto foram ao local. Ao realizarem a busca o cão deu sinal em algumas partes do veículo, os policiais militares então abriram o assoalho do caminhão e localizaram, em um fundo falso, aproximadamente 300 tabletes de substância entorpecente (cocaína).

Diante dos fatos toda substância apreendida, juntamente com o os documentos do motorista, foram apresentados na Delegacia de Polícia Federal para as medidas cabíveis.

Fonte e foto: Assessoria

Decisão do STF é favorável a indígenas em Rondônia

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou por unanimidade o provimento ao recurso da Agência Nacional de Mineração (ANM) e manteve suspensa a permissão de pesquisa e mineração na Terra Indígena Cinta Larga, em Rondônia e áreas do no entorno.

A decisão mantém suspensos os efeitos da decisão anterior do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que, cautelarmente, havia sustado a eficácia de outra decisão que impedia novas permissões de pesquisa e lavra de recursos minerais na Terra Indígena Cinta Larga, em Rondônia, assim como em outras áreas no entorno da comunidade. A decisão decorre de agravo regimental na Suspensão de Liminar 1.480, julgada no Plenário Virtual.

Entenda

Ajuizado pelo Ministério Público Federal (MPF), o pedido de suspensão de liminar pontuava que as diversas autorizações e permissões de lavra de recursos minerais na região do povo Cinta Larga resultaram em muitos prejuízos. Entre eles, o desmatamento e a poluição dos rios, que foram contaminados com mercúrio, inviabilizando a pesca e a caça das comunidades indígenas. O MPF também ressaltou que a prática contribuiu com a intensificação do preconceito e da discriminação contra os indígenas, o que gerou o aumento do índice de violência.

Decisão do STF

No voto, o relator do processo, ministro Luiz Fux, salientou que foi constatada a existência dos requisitos necessários à manutenção da suspensão da decisão. Para ele, os pontos elencados pelo MPF são plausíveis e foi comprovado, por meio da documentação juntada pelo órgão ministerial, que a exploração mineral na região do povo Cinta Larga acirrou conflitos, além de ter gerado danos ao meio ambiente. “Resta evidenciada que a decisão apresenta potencial de causar lesão de natureza grave ao interesse público”, atestou.

O ministro ainda destacou que o presidente do TRF1 deveria se limitar à análise da existência de risco de grave lesão ao interesse público, além de juízo mínimo de plausibilidade do fundamento jurídico invocado. Já em relação ao mérito, Fux afirmou que não cabe manifestação do Tribunal. Segundo ele, o mérito deve ser oportunamente apreciado pelo Tribunal competente e na via recursal própria.

Corte de R$ 3,23 bi nas federais afetará estudantes pobres

O corte anunciado de R$ 3,23 bilhões do orçamento discricionário do Ministério da Educação (MEC) ainda para 2022 é justificada pelo governo como medida necessária para reajustar os salários de todo o funcionalismo público federal em 5%.

A medida é contestada. Para os servidores, na prática, significa uma redução linear de 14,5%, que deixarão descobertas despesas da pasta e unidades vinculadas com seu funcionamento, obras, contratação de serviços terceirizados e assistência estudantil aos estudantes mais pobres.

Segundo o economista Marcio Pochmann, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a nova investida do governo federal nas verbas destinadas às federais faz os recursos universitários públicos recuarem para “cerca da metade do que era em 2015”.

Já Nilton Brandão, presidente da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Educação), vê uma situação ainda mais dramática. Segundo ele, as estimativas das entidades que representam o setor educacional federal apontam um orçamento equivalente há 10 anos.

A morte do ensino

Brandão compara que, nesse período, houve um grande crescimento de matrículas, de campus, de servidores e que a “regressão violenta de orçamento” pode ser, de fato, a morte das universidades e instituições federais de educação.

“O que se tem visto nos últimos anos é que no segundo semestre as instituições vivem com o pires na mão, cortando despesas básicas e necessárias para conseguir virar o ano.  Grande parcela vira com dívidas. Não tem mais o que se fazer diante de um corte tão drástico”, assevera diante do que considera uma precarização total do ensino promovido pelo atual governo federal.

Inviabilizando a permanência

Para a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) não será somente o funcionamento das instituições federais de ensino que será afetado.  O corte direto para o setor, que ultrapassará R$ 1 bilhão, irá inviabilizar a permanência daqueles estudantes que são considerados socioeconomicamente vulneráveis.

Corte afetará a metade mais pobre dos estudantes

Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lembra que um relatório feito em 2018 pela Andifes demonstrou que 53,5% dos estudantes das federais tinha uma renda per capita familiar abaixo de um salário-mínimo.

Para ele, o mesmo levantamento apontou que 69,9% dos estudantes das federais tem renda per capita familiar até um salário-mínimo e meio. “Aposto que esse cenário piorou desde 2018”, fala.

As instituições de ensino superior e os institutos federais vêm sofrendo sucessivos cortes e bloqueios. Para esse ano, os recursos foram menores do que o montante reservado no primeiro ano do governo Bolsonaro. Foram de R$ 6 bilhões em 2019 para investimentos, manutenção e bolsas estudantis.

Andifes denuncia agravo da situação

De acordo com a Andifes, para que os institutos de ensino superior federais mantivessem seu poder de compra a dotação orçamentaria deveria ser de pelo menos R$ 7,2 bilhões. Apenas R$ 5 bilhões foram destinados. A decisão de Bolsonaro agrava a situação.

O corte prometido por Bolsonaro ainda atinge outras instituições vinculadas ao MEC. Entre elas o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Chantagem financeira como estratégia de governo

O presidente da Proifes-Educação diz que “a desconsideração com a educação pública é uma política do governo Bolsonaro não só do ponto de vista ideológico”.

Para Brandão, o atual governo usa um instrumento prático de estrangulamento financeiro “na perspectiva de desqualificar as universidades e institutos federais, desqualificar os professores e professoras, desqualificar os cursos e a ciência e tecnologia do país”, afirma.

“Não vamos aceitar a culpa pelo corte na educação”

Em sintonia com a nota da Andifes, Brandão afirma que defasagem salarial do funcionalismo federal é bem maior do que os 5% prometido por Bolsonaro. Chega a 19,99%.

No caso do magistério federal, afirma o dirigente, a defasagem está na casa dos 38% levando em consideração as perdas salariais desde 2017.

“Não vamos aceitar a culpa pelo corte na educação. Vamos denunciar Bolsonaro como um mentiroso que tenta mais uma vez penalizar, criminalizar os servidores públicos pela sua incompetência na gestão do país em seu conjunto. É uma mentira, é uma falácia”, indigna-se Brandão. Ele ainda registra que há apenas notícias jogadas na imprensa e que as entidades de servidores se mobilizam para reverter as medidas anunciadas no Congresso Nacional.

 

Preço da cesta básica exige salário cinco vezes maior

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta quinta-feira, 8, os resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos de Maio 2022 em que publica mensalmente o preço da cesta básica e a relação desta com os salários dos trabalhadores.

Porto Alegre fica em terceiro lugar entre as cestas básicas mais caras do país, atrás apenas de São Paulo e Florianópolis.

De acordo com o levantamento, o valor do conjunto de bens alimentícios básicos registrou queda de 1,55%. Porto Alegre seguiu a tendência.

O valor do conjunto de itens básicos, na capital gaúcha é R$ 768,76. A variação mensal segue a média nacional (-1,55%). Porém, a variação no ano segue alta (12,57%). Nos últimos doze meses já atinge 20,69%.

Preços em alta, salários em baixa

Com isso, um trabalhador precisa de 139 horas e 32 minutos de sua jornada para comprar a cesta básica e compromete 68,57% do salário mínimo líquido (R$ 1.212,00).

De acordo com a estimativa do Dieese, o salário mínimo necessário em Porto Alegre deveria ser de R$ 6.535,40 ou seja, mais de 5 vezes o mínimo atual.

O cálculo leva em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Trabalhador gasta 70% do salário no básico

“Hoje o salário mínimo está muito aquém das necessidades de uma família da classe trabalhadora. Para entender o cálculo considera-se ainda uma família de dois adultos e duas crianças, multiplica-se o valor da cesta básica por três e chegaremos ao valor de R$ 2.333,79. Pelo índice de custo de vida do Dieese sabe-se que o gasto para o extrato mais baixo de renda por mês é de 35%. Isso significa que se 35% equivale a R$ 2,33 mil, o salário mínimo necessário para fazer frente às demandas das despesas do orçamento é de R$ 6.535,40, em São Paulo, por exemplo”, explica a economista chefe do Dieese, Daniela Sandi.

Na opinião da economista, é preciso retomar urgentemente a política de valorização do salário mínimo, porque o país segue profundamente desigual e a fome e a miséria aumentam.

“Nos últimos quatro anos os alimentos subiram bem acima da média de inflação, retirando poder de compra justamente da população que sente mais o peso proporcional dos alimentos e do gás de cozinha”, contextualiza.

Menor poder de compra de alimentos em 17 anos

Segundo Daniela Sandi, a queda do custo da cesta básica em maio não significa necessariamente um alívio, pois ela foi muito influenciada pelo preço do tomate. Esse item frequentemente tem uma oscilação maior por conta do clima e por ter ciclos de produção mais curtos.

“Se olharmos mais atentamente a maior parte dos produtos da cesta básica continuaram subindo, como foi o caso do pão, farinha, óleo de soja, leite, café. Além disso, mesmo com a queda, se considerarmos os níveis salariais hoje no Brasil, o custo de vida ficou muito elevado para os salários vigentes”, destaca.

A técnica do Dieese sublinha que em 2022 os brasileiros possuem o menor poder de compra do salário frente aos alimentos dos últimos 17 anos. Hoje, um trabalhador gasta 70% da sua renda somente com a compra da cesta básica, sobrando muito pouco para os demais itens do orçamento.

Trabalhador ganha em real e paga em dólar

“Sabemos que o problema não é a falta de produção e sim ao abandono dos principais instrumentos e das políticas que mitigam os efeitos das altas como: estoques reguladores, políticas de preço de energia e combustíveis, valorização do salário mínimo. O que estamos vivendo hoje é resultado das escolhas políticas do governo”, defende Daniela.

A economista argumenta que o poder de compra está corroído e a alta inflacionária se concentra nos itens essenciais, como alimentação, gás, energia elétrica, água.

“Estamos pagando o preço em dólar, cotado no mercado internacional sendo que somos um dos maiores produtores de alimentos e petróleo do mundo. A maior parte dos produtos e tarifas está dolarizada e o trabalhador não tem como se defender e enfrentar essas altas sozinho. O governo deveria estar atuando para tomar medidas específicas para amenizar os efeitos econômicos”, conclui.

Baixou

Dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais 5 ficaram mais baratos: o tomate (-19,96%), o arroz (-0,88%), o feijão (-0,82%), a carne (- 0,62%) e o açúcar (-0,44%). Por outro lado, oito itens ficaram mais caros: a batata (8,51%), a banana (5,49%), a farinha de trigo (5,41%), o óleo de soja (3,89%), o leite (3,52%), o café (2,35%), o pão (1,05%) e a manteiga (0,56%). Nos primeiros cinco meses do ano, a cesta acumula alta de 12,57%.

Subiu

Os 13 produtos pesquisados registraram alta: a batata (62,50%), o leite (31,05%), a farinha de trigo (26,88%), o óleo de soja (21,74%), a banana (20,44%), o café (18,27%), o pão (15,88%), o tomate (9,42%), a carne (6,82%), a manteiga (6,05%), o arroz (5,85%), o feijão (5,27%), e o açúcar (0,67%). Em doze meses, a cesta básica registrou alta de 20,69%, 11 itens ficaram mais caros: o café (64,58%), o tomate (40,57%), a batata (37,84%), o açúcar (34,23%), o leite (33,87%), banana (28,34%), o óleo de soja (26,63%), a farinha de trigo (25,27%), o pão (20,79%), a carne (15,38%) e a manteiga (14,85%). O arroz (-15,20%) e o feijão (-3,39%) ficaram mais baratos.

O preço do tomate contribui para queda no custo da cesta na maioria das cidades pesquisadas.

Conjunto de alimentos

Em maio, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 14 das 17 capitais onde o Diesee realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre abril e maio, as quedas expressivas ocorreram em Campo Grande (-7,30%), Brasília (-6,10%), Rio de Janeiro (-5,84%) e Belo Horizonte (-5,81%). As elevações foram registradas em Belém (2,99%), Recife (2,26%) e Salvador (0,53%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 777,93), seguida por Florianópolis (R$ 772,07), Porto Alegre (R$ 768,76) e Rio de Janeiro (R$ 723,55). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das demais capitais, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 548,38) e João Pessoa (R$ 567,67).

Alta do preço da cesta básica em todas as capitais

A comparação do valor da cesta entre maio de 2022 e maio de 2021 mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 13,17%, em Vitória, e 23,94%, em Recife.

Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo. Em maio de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.535,40, ou 5,39 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em abril, o valor necessário era de R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o piso mínimo. Em maio de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00.

Salário mínimo versus preço da cesta 

Em maio de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 120 horas e 52 minutos, menor do que o registrado em abril, de 124 horas e 08 minutos. Em maio de 2021, a jornada necessária ficou em 111 horas e 37 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em maio de 2022, 59,39% do rendimento para adquirir os produtos da cesta, menos do que em abril, quando o percentual foi de 61,00%. Em maio de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 54,84%.

Comportamento do preço da cesta básica

PÃO – Pelo segundo mês consecutivo, o preço do quilo do pão francês subiu em todas as cidades. Entre abril e maio, as altas mais expressivas foram observadas no Rio de

FARINHA – Janeiro (3,82%), em Salvador (3,79%) e Belém (3,66%). Também a farinha de trigo, pesquisada no Centro-Sul, apresentou elevações significativas em todas as capitais, com destaque para as taxas de Vitória (8,33%), Goiânia (7,74%) e São Paulo (5,58%).

A baixa disponibilidade interna do grão, a menor produção de trigo na Argentina e na Ucrânia e a preocupação com a menor oferta mundial resultaram em aumento dos preços, com repasse para a farinha e o pão francês.

LEITE – O leite integral registrou aumento de preços em 17 cidades, entre abril e maio. As maiores elevações ocorreram em Natal (7,63%), Recife (7,42%) e Vitória (6,80%). O crescimento da exportação, a queda nas importações e a entressafra reduziram a quantidade de leite disponível e influenciaram a valorização dos derivados lácteos, como o queijo muçarela e o leite UHT.

FARINHA DE MANDIOCA – A farinha de mandioca, pesquisada no Norte e Nordeste, apresentou aumento de preço em todas as cidades, com destaque para as variações de João Pessoa (8,33%) e Salvador (3,26%). A baixa oferta de mandioca e a forte demanda industrial fizeram com que cotação da farinha subisse no varejo.

CAFÉ – O preço do quilo do café em pó teve alta em 13 capitais. As principais ocorreram em Natal (4,84%), Belém (4,48%) e Aracaju (3,06%). As diminuições foram registradas em Campo Grande (-4,91%), Brasília (-3,86%), Vitória (-2,34%) e no Rio de Janeiro (-1,67%). Os movimentos do preço internacional explicaram as elevações no varejo. Já o avanço da colheita no Espírito Santo foi o principal responsável pelas quedas nas cotações.

FEIJÃO – O feijão teve alta em 12 capitais. O tipo carioquinha aumentou em todas as capitais onde é pesquisado: no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo. As taxas variaram entre 0,10%, em Brasília, e 14,35%, em Goiânia. Já o preço do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, diminuiu nessas cidades, exceto em Florianópolis, onde o valor médio não variou. A     queda     mais     expressiva     ocorreu     no     Rio     de     Janeiro (-4,20%). A menor oferta do grão carioquinha e o clima frio foram os responsáveis pela alta do grão desse tipo.

TOMATE – O tomate teve o preço reduzido em quase todas as capitais, exceto em Belém (5,42%). As quedas mais importantes foram anotadas em Campo Grande (-40,04%), Rio de Janeiro (-37,77%), Brasília (-31,48%) e Belo Horizonte (-31,16%). A maior oferta do fruto deve-se ao avanço da safra de inverno e à rápida maturação.

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