26 C
Porto Velho
7 maio 2026
Início Site Página 1228

Organização internacional alerta para o risco das eleições no Brasil

Human Rights Watch (HRW) lança, nesta quinta-feira (13/1), o Relatório Mundial de Direitos Humanos 2022, que resume a situação em mais de 100 países; documento apela que as instituições brasileiras protejam a democracia das ameaças do presidente Jair Bolsonaro (PL)

Jorge Vasconcellos

Com 752 páginas, o relatório também expõe o impacto de políticas do governo brasileiro na resposta à pandemia da covid-19 – (crédito: Evaristo Sa/AFP)
A organização internacional Human Rights Watch (HRW) lança, nesta quinta-feira (13/1), o Relatório Mundial de Direitos Humanos 2022, que resume a situação em mais de 100 países e destaca as ameaças às eleições de outubro no Brasil. No documento, a entidade faz um apelo para que “as instituições democráticas protejam os direitos ao voto e a liberdade de expressão de qualquer tentativa de subversão do sistema eleitoral ou de enfraquecimento do Estado democrático de Direito e das liberdades fundamentais pelo presidente Jair Bolsonaro”.

Com 752 páginas, o relatório, elaborado com base em dados coletados no ano passado, também expõe o impacto de políticas do governo brasileiro na resposta à pandemia da covid-19, no desmatamento e nos direitos dos povos indígenas, das mulheres e das pessoas com deficiência, entre outros.

Em um dos trechos, a diretora da HRW no Brasil, Maria Laura Canineu, destaca as situações de risco vividas pela democracia brasileira em 2021. “O presidente Bolsonaro tentou enfraquecer os pilares da democracia, atacando o judiciário e repetindo alegações infundadas de fraude eleitoral”, diz a diretora. “Com a proximidade das eleições presidenciais de outubro, o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Federal, o Congresso e outras instituições democráticas devem permanecer vigilantes e resistir a qualquer tentativa do Presidente Bolsonaro de negar aos brasileiros o direito de eleger seus líderes”, prossegue Maria Laura.

Em outra parte do documento, a organização afirma que “as eleições presidenciais e parlamentares testarão a força da democracia brasileira diante das ameaças do presidente Bolsonaro, um fervoroso defensor da brutal ditadura militar brasileira (1964-1985)”.

O documento acrescenta: “Em setembro, assistimos sua mais recente tentativa de intimidar o Supremo Tribunal Federal (STF) – que supervisiona investigações sobre sua conduta. Ele fez afirmações falsas que parecem destinadas a minar o respeito pelos resultados das eleições democráticas. O STF rejeitou energicamente ‘ameaças à sua independência ou intimidações’, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral refutou as alegações infundadas do presidente sobre fraude eleitoral”.

Perseguições
O documento da HRW relata, também, que o governo Bolsonaro buscou investigações criminais contra pelo menos 17 críticos, inclusive usando a Lei de Segurança Nacional da ditadura militar. “Embora muitos dos casos tenham sido arquivados, essas ações passam a mensagem de que criticar o presidente pode resultar em perseguição”, diz o relatório. Além disso, a organização de direitos humanos lembra que o Congresso revogou a Lei de Segurança Nacional, mas não os dispositivos do Código Penal que punem com detenção os crimes contra a honra “e podem, da mesma forma, ser usadas para sufocar a liberdade de expressão”.

Bloqueio
A Human Rights Watch destaca ainda, no relatório, que Bolsonaro também tem bloqueado veículos de imprensa, organizações da sociedade civil e outros usuários das suas contas nas redes sociais, espaços que ele utiliza para compartilhar informações ou discutir assuntos de interesse público.

Em outro ponto, a organização internacional cobra da Procuradoria-Geral da República (PGR) que examine o relatório final da CPI da Covid “com muita seriedade” e ofereça “denúncias quando as evidências justificarem”. O relatório cita que a comissão “revelou que a resposta desastrosa do governo à pandemia colocou em risco a saúde e a vida dos brasileiros, inclusive ao desconsiderar medidas científicas para conter o vírus e promover medicamentos sem eficácia comprovada”. A HRW destaca ainda “o fracasso nos âmbitos federal e local para prevenir a escassez de oxigênio que provavelmente resultou em mortes em Manaus”.

Violência
A organização internacional lembra que, em 2020, o Brasil atingiu o maior número de mortes decorrentes de intervenção policial desde que o indicador passou a ser monitorado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Cerca de 80 por cento das vítimas eram negras. “No Rio de Janeiro, a polícia desrespeitou uma ordem do STF que proibiu operações policiais em comunidades durante a pandemia, exceto em casos “absolutamente excepcionais”, diz a HRW, que acusa Bolsonaro de encorajar a violência policial e de defender projeto de lei para dificultar a responsabilização dos agentes de segurança por abusos.

Em outro trecho, a diretora Maria Laura Canineu acusa Bolsonaro de promover a degradação ambiental e o desrespeito aos direitos da população indígena. “Em resposta à grande indignação nacional e internacional, o governo Bolsonaro se comprometeu a proteger a floresta, mas os dados oficiais mostram que essas promessas são vazias”, diz a diretora. “O presidente Bolsonaro precisa mostrar resultados concretos na redução do desmatamento e no combate à impunidade por crimes ambientais e atos de violência contra defensores da floresta.”

Procurada pela reportagem, a Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal não deu retorno.

Reforma de quadra no Bairro Josino Brito está paralisada e empresa deve ter contrato rescindido


Em 17 de junho de 2020, o Município de Cacoal celebrou o contrato 138/PMC/2020 com a empresa Audax Construções e Terraplanagem, visando a reforma de uma quadra no Centro Educacional Infantil, que havia caído ainda no mandato do prefeito Francesco Vialetto (Padre Franco) e que colocava em risco crianças que brincam nas proximidades do local. A empresa com a qual a ordem de serviço foi emitida em seu favor até agora praticamente nada fez, o que sugere que, nessas condições, a obra não será entregue no prazo acordado entre as partes.

Orçado em mais de um milhão de reais, o contrato prevê que a obra deveria ser entregue no prazo de 12 meses, mas como praticamente nada foi feito até o momento, a Administração Municipal deverá pedir a desconstituição da empresa inadimplente com as metas estabelecidas em contrato.

Logo que assumiu o mandato, no início de 2020, a gestão do prefeito Adailton Fúria e do vice-prefeito Cássio Gois, solicitou estudos para que a obra fosse iniciada o mais breve possível, o que culminou na assinatura de contrato no início do segundo semestre de 2021.

O Secretário Municipal de Educação, Gildeon Alves, afirmou que a sua pasta tem acompanhado de perto a situação. Agora, segundo ele, o contrato deverá ser rescindido por falta de ação da empresa na conclusão da obra.

O vereado

Mais uma emenda do presidente Alex Redano para a saúde de Alto Paraíso é empenhada

Também foi conveniado R$ 130 mil para a compra de veículo para a Secretaria de Educação do município.

Foi empenhada emenda do presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), no valor de R$ 50 mil, para a aquisição de bens permanentes para a Secretaria de Saúde de Alto Paraíso, município que em 2021 recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos, através da ação do parlamentar.

“Alto Paraíso recebeu mais de R$ 1 milhão em 2021,sendo o maior volume de recursos que já recebeu de um parlamentar estadual em apenas um ano”, ressaltou Redano.

Também foi conveniado o recurso no valor de R$ 130 mil para aquisição de um veículo para a Secretaria de Educação de Alto Paraíso. No final do ano, foi empenhado o recurso da ordem de R$ 100 mil para a construção de uma pista de manobra no município.

Redano participou da entrega, também no final do ano passado, de um trator de cortar grama e uma ensiladeira, adquiridos com emenda de sua autoria, no valor de R$ 70 mil.

Mais recursos

Alto Paraíso foi contemplado com R$ 300 mil para a recuperação de estradas vicinais, atendendo a linha 110 e a linha 85 será o próximo trecho beneficiado. Mais R$ 20 mil para a compra de kits de modelagem para curso de corte e costura, R$ 50 mil de grama para o campo municipal, e mais R$ 200 mil destinado à aquisição de material didático literário e formação para professores e alunos do ensino fundamental. Mais R$ 220 mil para a iluminação em LED foi empenhado.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Foto: Diego Queiroz-ALE/RO

Safra agrícola cai 0,4% em 2021, mas pode ter recorde em 2022

A safra nacional registrou queda de 0,4% em 2021, em relação ao ano anterior, após três períodos seguidos registrando números positivos. De acordo com a última estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (11) pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 a produção fechou com o total de 253,2 milhões de toneladas.

Para 2022, o terceiro prognóstico para a safra deste ano indica que o cenário deve mudar e com o volume previsto de 277,1 milhões de toneladas voltará a apresentar mais um recorde, mesmo com o leve recuo de 0,3% ou de 0,9 milhão de toneladas, em relação ao segundo prognóstico.

Segundo o gerente do LSPA, Carlos Barradas, o resultado pode ser favorecido pelo momento em que foi feito o plantio da soja, principal produto da produção brasileira. “Ao contrário da safra de 2021, quando houve atraso no plantio, na safra de 2022, a soja, principal produto das lavouras brasileiras, foi semeada antecipadamente e de forma acelerada, na maior parte das regiões produtoras do país, por conta dos elevados volumes de chuvas ao longo do mês de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso deve ampliar a janela de plantio das culturas de seguda safra e beneficiar essa produção”, disse.

Ainda assim, Barradas chamou atenção para os impactos climáticos, que ocorreram por causa de áreas de instabilidade nos estados do Nordeste e do Sudeste, provocadas pela Zona de Convergência intertropical, e ainda os efeitos do fenômeno La Ninã nos estados do Sul, que já começam a interferir nos cultivos.

“Há registro de chuvas acima da média na Bahia e Ceará, enquanto nos três estados do Sul e em Mato Grosso do Sul já se observa um menor volume de chuvas, com registro de estiagens severas regionalizadas, o que vem afetando as culturas de verão. Com isso, as novas informações recebidas nesse terceiro prognóstico já apontam um declínio de 0,3%, ou 900 mil toneladas, em relação ao que havia sido estimado no prognóstico anterior para este ano”, observou.

Apesar da situação climática, com 277,1 milhões de toneladas em 2022, a safra deverá ter 23,9 milhões de toneladas a mais, o que representará 9,4% superior a de 2021. Vão contribuir para isso, a maior produção de soja (2,5%), de milho (11,2% na primeira safra e 29,4% na segunda), de algodão herbáceo em caroço (4,6%), de sorgo (11,4%) e de feijão (10,8% na primeira safra e 4,6% na segunda).

Só na soja, o volume de produção foi estimado em 138,3 milhões de toneladas, o que será um novo recorde e poderá corresponder a mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2022. Para o milho a expectativa é a produção de 108,9 milhões de toneladas. Se confirmada a colheita recorde ocorrerá após a recuperação das lavouras que registraram queda na produção em 2021 causada pelo atraso no plantio da segunda safra e da falta de chuvas nas principais unidades produtoras.

Em movimento contrário é esperado um recuo nas produções do arroz (-4,9%), do feijão (-0,9%) e do trigo (-7,4%) toneladas. “Apesar da queda, essa produção de arroz deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro”, completou o gerente.

Safra de 2021

Conforme o IBGE, a 12ª estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021, que é a final para a safra do ano passado, que somou 253,2 milhões de toneladas, equivale a 0,9 milhão de toneladas menor que a de 2020. Comparada à previsão anterior, houve alta de 420,6 mil toneladas (0,2%). Entre os produtos o arroz, o milho e a soja responderam por 92,6% da produção e 87,3% da área colhida.

O maior produtor nacional de grãos é o estado de Mato Grosso, que teve a participação de 28,2%. Na sequência ficaram Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,1%), Goiás (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (6,0%). Somados, esses estados atingiram 79,7% do total nacional.

As regiões Sul (5,2%), Nordeste (1,9%) e Norte (11,8%) tiveram variação anual positiva na estimativa da produção. Em sentido contrário, o Centro-Oeste (-4,3%) e o Sudeste (-4,6%), tiveram queda. “O Centro-Oeste produziu 116,5 milhões de toneladas (46,1% do total do país); o Sul, 76,9 milhões de toneladas (30,4%); o Sudeste, 24,6 milhões de toneladas (9,9%); o Nordeste, 23,0 milhões de toneladas (9,1%) e o Norte, 12,3 milhões de toneladas (4,5%)”, mostrou o levantamento.

LSPA

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola foi criado em novembro de 1972 para atender às demandas de usuários por informações estatísticas conjunturais mensais. Segundo do IBGE, além da área plantada, o LSPA inclui estimativas da área colhida, da quantidade produzida e do rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país. “Ele permite não só o acompanhamento de cada cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da colheita, no ano civil de referência, como também o prognóstico da safra do ano seguinte, para o qual é realizado o levantamento nos meses de outubro, novembro e dezembro”, diz o instituto.

Por Agência Brasil

Azul anuncia voo direto entre Porto Velho e Ji-Paraná, RO

A Azul Linhas Aéreas anunciou que a partir de 4 de abril, através da empresa subsidiária Azul Conecta, vai operar voos diretos entre Porto Velho e Ji-Paraná (RO), na região central do estado.

Segundo a empresa, os voos entre as duas cidades serão diários, com duração média de 1h30 cada.

 

A aeronave destinada para o trecho será a Cessna Grand Caravan, com capacidade de até nove passageiros, além de dois tripulantes.

As passagens já estão sendo vendidas no site da Azul e custam a partir de R$ 270.

Em setembro do ano passado, a Azul anunciou ter feito uma encomenda de 10 aviões turboélice Cessna Gran Caravan e o objetivo da empresa é aumentar o número de voos diretos entre cidades do interior, principalmente na região Norte.

Volta de voos

 

Os voos da Azul no aeroporto José Coleto, em Ji-Paraná, foram retomados em julho do ano passado após ficarem suspensos por um ano e três meses.

A segunda maior cidade de Rondônia ficou sem voos por causa da pandemia de coronavírus e também de obras na pista.

Por g1 RO

Unir tem mais de 200 vagas abertas para mestrados em 11 cursos

A Universidade Federal de Rondônia (Unir) possui 207 vagas abertas para mestrados em 11 cursos diferentes com ingresso ainda no primeiro semestre de 2022. As pós-graduações são ofertadas nos campi de Porto Velho, Rolim de Moura, Presidente Médici e Ji-Paraná.

As vagas são para áreas de Administração, Educação, Filosofia, História da Amazônia, Ciências Ambientais, Conservação e Uso de Recursos Naturais, Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça, Gestão e Regulação de Recursos Hídricos e Saúde. Cada mestrado possui seu próprio edital e regimento.

Conforme a Unir, para participar de algum dos processos seletivos, o candidato deve possuir diploma de graduação de nível superior e atender aos requisitos presentes no edital de seleção do programa escolhido.

DIÁRIO DA AMAZÔNIA

Brasil tem corrida por dose de reforço após explosão de casos de Covid

A procura pela dose de reforço contra a Covid-19 disparou nos últimos dias no Brasil, durante a explosão de casos da doença impulsionada pela variante ômicron. Mesmo com um apagão de dados desde dezembro, o número diário de vacinas aplicadas no país é o maior desde o início dessa fase da campanha.

A curva começou a crescer mais vertiginosamente em 4 de janeiro, dias depois de começarem a pipocar relatos de grupos inteiros infectados após as festas de fim de ano, chegando a 458 mil doses nesta segunda (10), se considerada a média móvel dos sete dias anteriores.

A corrida aos postos de imunização tem dois motivos principais, segundo especialistas: primeiro, mais gente alcançando a sua data de reforço. Em 18 de dezembro, o Ministério da Saúde reduziu o intervalo entre as aplicações de cinco para quatro meses, o que ampliou esse grupo.

Segundo, o medo. “A gente brinca que brasileiro gosta de vacina que está faltando. No surto de febre amarela em 2017 foi a mesma coisa. Muita gente que já deveria estar vacinada foi para a fila e faltou dose”, lembra Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

As buscas pelo termo “terceira dose” no Google, por exemplo, dobraram entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro. O interesse por todas as palavras relacionadas ao assunto, como “terceira dose Pfizer” e “dose de reforço Covid”, teve um aumento repentino.

“O que mais move as pessoas em busca da proteção é a percepção de risco, é um fenômeno conhecido. Quando há parentes ou amigos próximos se contaminando, a pessoa vai atrás. O grande desafio é fazer a população se vacinar antes dos surtos, e não durante”, ressalta Renato Kfouri, diretor de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Os dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, com origem nas secretarias estaduais de Saúde, mostram que o estado de São Paulo é o que mais puxa a alta, representando metade dos reforços aplicado no país nos últimos dias. Minas Gerais vem em seguida, correspondendo a 17%.

Apesar de a prefeitura da capital paulista afirmar que não notou um aumento significativo nos postos de imunização, com uma média de 90 mil aplicações por dia desde dezembro, profissionais da ponta já dizem sentir a pressão.

O diretor do centro de saúde-escola da Faculdade de Medicina da USP, que fica no Butantã (zona oeste), diz que o crescimento da demanda vacinal aliado à explosão dos casos de síndrome gripal tem causado uma sobrecarga e um déficit nos profissionais de saúde.

“O gestor municipal tem tido dificuldade de compreender que o profissional que atua nessas duas linhas de frente é o mesmo, da enfermagem. Na hora que os pacientes aumentam, tenho que deslocar o funcionário da vacinação, sendo que tenho de 15% a 20% afastados. Eles estão entrando em burnout”, afirma Ademir Lopes Júnior.

No país, a disparada da procura pelo reforço deve ser ainda maior do que os dados indicam, porque eles não incluem imunizantes aplicados em 14 das 27 unidades da federação recentemente. O Brasil vive um apagão de informações que já dura um mês, iniciado por ataques hackers aos sistemas do Ministério da Saúde.

O Rio de Janeiro, terceiro estado mais populoso, é um dos que não estão contemplados no levantamento. A capital fluminense diz, porém, que a média diária de doses de reforço subiu de 26 mil para 41 mil entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro (elevação de 58%).

É importante ponderar que no período de recesso sempre há uma queda na busca pelos postos, e agora não foi diferente. “É comum, as pessoas estão com a cabeça nas festas. Juntou ainda o fato de que todo mundo estava se sentindo livre da Covid, além do medo de ter efeito adverso da vacina e não conseguir curtir o Réveillon”, pontua Ballalai.

Apesar da corrida pelo reforço, os especialistas afirmam que o ritmo da aplicação ainda segue abaixo do esperado. O Brasil tem hoje apenas 14% da população com a vacina extra —78% receberam ao menos uma dose, e 68% completaram o primeiro ciclo.

“Está lento. Tem muita gente que já deveria ter sido imunizada e não foi. Quanto mais doses uma vacina exige, mais alta é a taxa de abandono”, afirma Kfouri. “A comunicação e a busca ativa precisam ser intensificadas. Pela primeira vez no país sabemos o nome de cada um que foi vacinado”, acrescenta.

Ballalai cita o exemplo do município de Milagres (MG), que saiu de van pelas ruas atrás dos faltosos. “A questão do acesso é importante. Sair numa van em cidades grandes não é viável, claro, mas se você for nas escolas, nas empresas, certamente vai encontrar pessoas que ainda não se vacinaram”, propõe.

A Prefeitura de São Paulo diz que 383 mil pessoas aptas a receber a segunda dose ainda não o fizeram e que realiza a busca ativa desse grupo diariamente. Não menciona, contudo, a procura de quem não tomou a terceira, afirmando que nesse caso não é considerado um atraso porque trata-se apenas de reforço.

O infectologista Renato Grinbaum relembra que a dose adicional é essencial para a proteção contra a variante ômicron, que consegue driblar mais facilmente as primeiras duas doses. “É a melhor forma de abrandar e amenizar os problemas que teremos. Espero que esse movimento continue”, diz.

(Folha de São Paulo)

A deputada estadual Rosangela Donadon (PDT) destinou uma emenda parlamentar no valor de R$200 mil para obras de melhorias de infraestrutura no município de Urupá.

De acordo com a parlamentar, o recurso já foi empenhado e será utilizado para a construção de calçadas em ruas e avenidas do município.
A parlamentar ressaltou que destinou o recurso, que será de grande valia para o município, a pedido do professor Luciano Viana Dorazio.

Com o recurso será feito a calçadas nas avenidas Augusto Hajdazs, Getúlio Vargas, Jorge Teixeira e na Rua Otávio Pedro de Oliveira, em frente à Escola Municipal Adeildo Martins e da Escola Municipal de Ensino Infantil Sonho Infantil, no bairro Alto Alegre Urupá, melhorando assim o acesso dos pedestres na localidade.
Rosangela Donadon destacou que tem trabalhado empenhada pelo desenvolvimento de Rondônia.

“Meu compromisso é trabalhar em prol da população de Rondônia, por isso destinei a pedido do professor Luciano Viana Dorazio R$200 mil para obras de melhorias de infraestrutura no município de Urupá com construção de calçadas em ruas e avenidas no bairro Alto Alegre melhorando assim o acesso dos pedestres na localidade”, reforçou o parlamentar, que ressaltou que está à disposição para auxiliar no que for necessário.

Pecuarista de Ji-Paraná é cotado para ser o “homem forte” de Bolsonaro em Rondônia

Bruno Scheid é um dos grandes empresários do agronegócio da região Norte, com a sua matriarca Aparecida Scheid. Juntos, administram uma empresa familiar de sucesso.

O pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná, 38 anos, é um dos nomes de maior destaque no segmento agropecuário e nos bastidores das articulações de causas sociais em nosso estado. Longe dos holofotes da mídia local, mas realizando um trabalho social de relevância, o pecuarista hoje é apontado como o provável nome para a coordenação política da campanha do presidente Jair Messias Bolsonaro em Rondônia.
Scheid participou na manhã desta terça-feira, 30.11, da cerimônia de filiação do presidente Jair Bolsonaro, ao Partido Liberal (PL), realizado no auditório do complexo Brasil 21, em Brasília. Após a cerimônia, Bruno Scheid almoçou com os deputados Hélio Lopes e André Fernandes, para se inteirar sobre as coordenadas partidárias que devem ser adotadas para a reeleição do presidente no Estado.
Bruno Scheid foi ex-Secretário Adjunto, no Governo de Rondônia no início da atual gestão. Há dez anos, o pecuarista divide seu tempo como empresário, administrando os negócios de sua família, e também no engajamento de causas sociais, onde atua ao lado da mãe Aparecida Scheid. É muito conhecido também na região central do Estado, sobretudo nos municípios da BR-429, por seu engajamento em questões de interesse coletivo e por sua atuação na fiscalização do trabalho de gestores públicos.
É um nome que possui trabalho, credibilidade, empatia e perfil compatíveis aos interesses do presidente Bolsonaro para representá-lo no Estado. O pecuarista tem dito a amigos mais próximos que, caso ele seja o escolhido para a campanha, ele irá trabalhar “para ser um representante fiel, leal e legítimo do presidente Bolsonaro em Rondônia”. Não é à toa que Bruno Scheid sempre é visto nas reuniões políticas do grupo do presidente em várias oportunidades.

Feirão Lima Nome acontece nos dias 10 e 11 de dezembro em Cacoal, informa o Procon

Nos dias 10 e 11 de dezembro os cacoalenses e moradores da região que estiveram com o seu nome negativado perante o comércio de Cacoal terão a oportunidade de regularizar sua situação, com descontos bastante vantajosos, através do Feirão Limpa Nome. As negociações são para pessoas negativadas pelo Serasa.

De acordo com coordenadora do Procon de Cacoal, Taizy Santos de Lima Araújo, esta é uma grande oportunidade para que esses consumidores com restrição no comércio consigam recuperar o seu crédito e poder, além de respirar aliviadas por quitarem suas dívidas, ter o direito de voltar a ter crédito e poder reequilibrar sua vida financeira.

O Feirão ocorrerá nesses dois dias, sexta e sábado (11-12), das 09 às 18 horas. O Procon orienta para que aqueles que tenham suas dívidas muito elevadas e não concordam com os valores cobrados, seja porque o juro é muito alto, seja por outra razão, negociem com os seus credores para quitar o débito em condições mais favoráveis, seja à vista ou a prazo.

Taizy Santos diz que muitas pessoas deixam suas dívidas atrasarem porque acabam comprando mais do que a sua capacidade de pagar e a dívida vira uma bola de neve, muitas vezes impagável. O Feirão é a chance que faltava para quem quer rediscutir suas dívidas e pagá-las, mas sem os juros elevados que alguns credores costumam cobrar. O Procon e o Serasa propiciam às partes chegarem a um entendimento, que seja bom para ambas as partes, e o cidadão, antes com restrições no comércio, volte a ser um cliente em potencial, agora mais consciente para não se endividar além de suas condições financeiras.