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7 maio 2026
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Liminar da Justiça protege terras indígenas no sul de Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão liminar na Justiça Federal que obriga a Funai a incluir em seus sistemas os limites das terras indígenas em nove municípios do sul de Rondônia. A Funai também deverá emitir, se necessário, declaração de reconhecimento de limites dessas terras. Na mesma decisão, o Incra passou a ser obrigado a considerar as terras indígenas nas análises de sobreposição de terras que fizer.

Antes da liminar da Justiça Federal, apenas as terras indígenas homologadas constavam nos sistemas e eram consideradas na análise de sobreposição de terras. Com a liminar, as outras terras indígenas serão também consideradas, independentemente da etapa do processo de demarcação. Assim, terras reivindicadas formalmente por grupos indígenas, em fase de estudo e identificação, delimitadas, declaradas e com portarias de restrição de uso agora terão que voltar aos cadastros e ficam proibidos os cadastros sobrepostos de particulares.

A decisão contemplou as áreas indígenas que estejam nos municípios de Cabixi, Cerejeiras, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Corumbiara, Espigão d’Oeste, Pimenta Bueno, Pimenteiras do Oeste e Vilhena. O Incra, como gestor do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), deve providenciar as medidas necessárias para que seja cumprida a decisão.

Na prática, a liminar suspende a Instrução Normativa (IN) 09/2020 da Funai, que permitia o registro de propriedades privadas sobrepostas a terras indígenas ainda não homologadas pelo governo brasileiro. A liminar atende pedido do MPF, que demonstrou que, ao retirar dos sistemas de gestão fundiária (Sigef) e de cadastro ambiental rural (Sicar) das terras indígenas cujos processos de demarcação ainda não foram concluídos, na prática a portaria liberava a grilagem de áreas e poderia intensificar conflitos agrários.

Entenda o caso – Ao todo, procuradores da República ajuizaram 28 ações judiciais na primeira instância da Justiça Federal, pedindo a suspensão da IN 09/2020, com 19 decisões judiciais favoráveis. Atualmente, a norma da Funai está suspensa por ordens judiciais em oito estados da Federação: Pará, Mato Grosso, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Bahia e Rio Grande do Sul, o que garante a proteção de mais da metade das terras indígenas brasileiras.

Em recursos à segunda instância, o governo federal até agora conseguiu reverter três liminares em Mato Grosso do Sul e suspender duas, em Santa Catarina e no Ceará. Duas liminares foram negadas, nas subseções judiciárias de Dourados (MS) e Foz do Iguaçu (PR) e o MPF aguarda decisão sobre recursos nesses dois casos. Das 28 ações civis públicas ajuizadas sobre o tema em todo o país, cinco ainda estão pendentes de apreciação, em Belém (PA), São Luís (MA), Carazinho (RS), Ji-Paraná (RO) e São Paulo (SP). Cinco das liminares deferidas já foram confirmadas por sentenças, em Santarém (PA), Tucuruí (PA), Castanhal (PA), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR). Em uma das ações judiciais iniciadas pelo MPF, em Belo Horizonte (MG), houve declínio de competência.

O MPF sustenta nas ações judiciais que a IN 09/2020 contraria o caráter originário do direito dos indígenas às suas terras e a natureza declaratória do ato de demarcação; cria indevida precedência da propriedade privada sobre as terras indígenas, em flagrante ofensa à Constituição; representa indevido retrocesso na proteção socioambiental; incentiva a grilagem de terras e os conflitos fundiários; entre outros problemas. As decisões judiciais obtidas determinam a manutenção das áreas indígenas ainda não homologadas no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e no Sistema do Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Íntegra da decisão liminar

Assessoria de Comunicação

Em Rondônia, MPF investiga quatro prefeituras que não pagam piso nacional aos professores

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar o porquê de as prefeituras de Guajará-Mirim, Alto Paraíso, Machadinho do Oeste e Cacaulândia não cumprirem a lei do piso nacional da educação básica. O procurador da República Raphael Bevilaqua quer saber os motivos e as providências adotadas ou não pelos prefeitos a respeito do cumprimento da lei.

O pagamento dos profissionais de educação abaixo do piso nacional contraria a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelecem a valorização dos profissionais da educação escolar. Desde 2009, a União e os governos estaduais e municipais devem elaborar os planos de carreira e remuneração do magistério, considerando o piso salarial profissional nacional da educação básica. Em um levantamento feito pelo MPF, as prefeituras de Guajará-Mirim, Alto Paraíso, Machadinho do Oeste e Cacaulândia não estão pagando o piso salarial nacional e não apresentaram nenhum planejamento para se adequarem à legislação.

Assessoria de Comunicação

PF prende em Natal cidadão português procurado pela Interpol

Natal/RN – A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 28/9, em um supermercado de Nova Parnamirim, na Grande Natal, um cidadão português, de 63 anos, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva para fins de extradição. A ordem judicial foi expedida pelo Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Trata-se de um pedido de extradição formulado pelo Governo de Portugal, onde o estrangeiro foi condenado à pena de 8 anos de prisão acusado dos crimes de extorsão e tentativa de extorsão, cometidos entre os anos de 2007 e 2009.

O extraditando se encontra custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Lagoa Nova, onde aguardará os trâmites legais do seu processo.

Somente este ano a Polícia Federal já prendeu na capital potiguar quatro estrangeiros procurados pela Interpol para fins de extradição.

 

Comunicação Social da PF No Rio Grande Do Norte

PF e Marinha apreendem mais de meia tonelada de haxixe a 180 km de Fernando de Noronha

A Polícia Federal, em atuação conjunta com a Marinha do Brasil e, em cooperação com autoridades estrangeiras, interceptou, na madrugada do último domingo, 26/9, a cerca de 180 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha (PE), o veleiro Lamia, de bandeira panamenha, carregado com 632,65 kg de haxixe, substância extraída das folhas da Cannabis Sativa, cuja planta também é utilizada na produção da maconha.

Dois tripulantes, ambos de nacionalidade italiana, foram presos em flagrante e conduzidos, no início da madrugada desta quarta-feira (29/09), juntamente com a droga, para autuação na sede da Polícia Federal, minutos após a embarcação que os conduzia ter concluído a viagem e atracado na Base Naval de Natal.

A operação é resultante da troca de informações entre a Polícia Federal, agências estrangeiras, entre as quais o Centro de Análise e Operações Marítimas (MAOC) e o Centro Integrado de Segurança Marítima (CISMAR), da Marinha do Brasil, que identificaram o transporte de haxixe em uma embarcação que teria partido do continente europeu.

A ação contou com o emprego do Navio-Patrulha da Marinha que levou embarcados policiais federais do Rio Grande do Norte e do Núcleo de Polícia Marítima na Paraíba. A interceptação e apresamento do veleiro Lamia ocorreu após a PF obter autorização das autoridades panamenhas.

Essa atuação integrada tem sido intensificada no intuito de assegurar a proteção ao meio ambiente e a segurança nas fronteiras marítimas, em especial na repressão a crimes transnacionais, como o tráfico internacional de drogas.

AÇÕES CONJUNTAS

Somente este ano, a Polícia Federal no Rio Grande do Norte e a Marinha do Brasil, participaram de outras duas grandes apreensões de drogas em alto-mar: a primeira, em 14 de fevereiro, quando foram apreendidas 2,2 toneladas de cocaína na costa pernambucana e, a segunda, em 16 de junho, oportunidade em que 4,3 toneladas de haxixe foram encontradas, a bordo de um veleiro, a 426 km de Recife/PE. Tais eventos realçam a importância de implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, em águas jurisdicionais brasileiras, na nossa Plataforma Continental e no alto-mar, respeitados os tratados, convenções e atos internacionais ratificados pelo Brasil.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Norte

Lei que proíbe despejos até o fim de 2021 é restabelecida

O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (27) o veto total (VET 42/2021) apresentado pelo presidente da República ao Projeto de Lei (PL) 827/2020. Com a decisão dos parlamentares, fica proibido o despejo ou a desocupação de imóveis até o fim de 2021 em virtude da pandemia de coronavírus. Na Câmara, o veto foi derrubado por 435 votos contra 6 (mais 2 abstenções). No Senado, o veto caiu com 57 votos a 0. O PL 827/2020 agora segue para promulgação e vai virar lei.

O projeto suspende, até o fim de 2021, os despejos determinados por ações em virtude do não pagamento de aluguel de imóveis comerciais, de até R$ 1,2 mil, e residenciais, de até R$ 600. O texto ainda suspende os atos praticados desde 20 de março de 2020, com exceção dos já concluídos. Também dispensa o locatário do pagamento de multa em caso de encerramento de locação de imóvel decorrente de comprovada perda de capacidade econômica que inviabilize o cumprimento contratual. Além disso, autoriza a realização de aditivo em contrato de locação por meio de correspondências eletrônicas ou de aplicativos de mensagens.

A dispensa não vale no caso de o imóvel ser a única propriedade do locador e o dinheiro do aluguel consistir em sua única fonte de renda. A medida não valerá para imóveis rurais.

Quando vetou o projeto — agora restaurado pelos parlamentares —, o presidente da República alegou que o texto “daria um salvo conduto para os ocupantes irregulares de imóveis públicos”, que, segundo o presidente, “frequentemente agem em caráter de má fé”. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional naquele momento, Bolsonaro afirmou ainda que a medida poderia “consolidar ocupações existentes, assim como ensejar danos patrimoniais insuscetíveis de reparação”.

Bolsonaro também destacou que o projeto dispensava o pagamento de multa para interrupção do aluguel e permitia mudanças contratuais por meio de correspondências eletrônicas ou aplicativos de mensagens. Segundo o presidente, o PL 827/2020 estava “em descompasso com o direito à propriedade” e conduziria a “quebras de contrato promovidas pelo Estado”. Além disso, Bolsonaro também argumentou que o projeto “geraria um ciclo vicioso”.

“A proposta possibilitaria melhorias para o problema dos posseiros, mas, por outro lado, agravaria a situação dos proprietários e dos locadores. A paralisação de qualquer atividade judicial, extrajudicial ou administrativa tendente a devolver a posse do proprietário que sofreu esbulho ou a garantir o pagamento de aluguel impactaria diretamente na regularização desses imóveis e na renda dessas famílias de modo que geraria um ciclo vicioso, pois mais famílias ficariam sem fonte de renda e necessitariam ocupar terras ou atrasar pagamentos de aluguéis”, diz o presidente na justificativa do veto.

No caso de ocupações, a suspensão vale para aquelas ocorridas antes de 31 de março de 2021 e não alcança as ações de desocupação já concluídas na data da publicação da futura lei.

Nem mesmo medidas preparatórias ou negociações poderão ser realizadas. Somente após o fim desse prazo é que o Judiciário deverá realizar audiência de mediação entre as partes, com a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública, nos processos de despejo, remoção forçada e reintegração de posse.

O projeto considera desocupação ou remoção forçada coletiva a retirada definitiva ou temporária de indivíduos, de famílias ou de comunidades de casas ou terras que elas ocupam sem a garantia de outro local para habitação isento de nova ameaça de remoção. Estão entre as comunidades previstas no projeto povos indígenas, quilombolas, assentamentos ribeirinhos e outras comunidades tradicionais.

Para que haja a remoção, a habitação de destino deverá ter itens básicos como serviços de comunicação, energia elétrica, água potável, saneamento, coleta de lixo, estar em área que não seja de risco e permitir acesso a meios habituais de subsistência, como o trabalho na terra ou outras fontes de renda e trabalho.

Quanto aos imóveis urbanos alugados, o projeto também suspende a concessão de liminar de desocupação até 31 de dezembro de 2021. Isso valerá para as situações de inquilinos com atraso de aluguel, fim do prazo de desocupação pactuado, demissão do locatário em contrato vinculado ao emprego ou permanência de sublocatário no imóvel.

Entretanto, o benefício dependerá de o locatário demonstrar a mudança de sua situação econômico-financeira em razão de medidas de enfrentamento à pandemia a tal ponto que tenha resultado na incapacidade de pagamento do aluguel e demais encargos sem prejuízo da subsistência familiar.

Em relação à dispensa da cobrança de multa em virtude do encerramento do contrato de locação por parte do locatário, o projeto restringe sua aplicação aos contratos de locação residencial comprometidos em razão da incapacidade de pagamento do aluguel e dos demais encargos.

Antes disso, porém, proprietário e inquilino deverão tentar um acordo para reequilibrar o ajuste à nova situação financeira, atualizando valores ou parcelando-os de modo a não comprometer a subsistência familiar.

Para os contratos de locação não residencial, exige-se que a atividade desenvolvida no imóvel urbano tenha sofrido interrupção contínua em razão da imposição de medidas de isolamento ou de quarentena, por prazo igual ou superior a 30 dias. Também nesse caso, a dispensa do pagamento da multa está condicionada à frustração de tentativa de acordo entre as partes para desconto, suspensão ou adiamento, total ou parcial, do pagamento do aluguel.

Os senadores Paulo Paim (PT-RS), Zenaide Maia (Pros-RN) e Jean Paul Prates (PT-RN) apoiaram a derrubada do veto.

— Eu quero dizer que, em relação à derrubada do veto, para impedir o despejo das pessoas com rendas baixas, de autoria da deputada federal Natália Bonavides, nós estamos de parabéns — disse Zenaide.

Para Paim, a derrubada do veto “é uma questão humanitária: não deixar as pessoas expostas ao vírus na rua”.

Jean Paul Prates disse que, além de ser uma questão humanitária, a medida tem caráter provisório.

— É um precedente importante para outras situações de calamidade que iremos viver. E, portanto, é muito importante para essas famílias que vinham sendo despejadas em plena pandemia — disse o senador.

Fonte: Agência Senado

CPI ouve empresário Otávio Fakhoury, apontado como financiador de fake news

A CPI da Pandemia ouve na próxima quinta-feira (30) o empresário Otávio Oscar Fakhoury. O pedido de convocação foi apresentado pelo vice-presidente da Comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e aprovado pelos parlamentares nesta terça-feira (28).

Segundo Randolfe Rodrigues, Otávio Fakhoury “foi identificado como o maior financiador de disseminação de notícias falsas”. O parlamentar cita como exemplo os canais Instituto Força Brasil, Terça Livre e Brasil Paralelo. “Esses canais estimularam o uso de tratamento precoce sem eficácia comprovada, aglomeração e diversas outras fake news sobre a pandemia”, justifica o autor do requerimento.

Fakhoury entrou na mira da CPI em agosto, quando os senadores aprovaram a quebra dos sigilos bancário, telefônico, telemático, desde abril de 2020. A Comissão também teve acesso ao sigilo fiscal do empresário, desde 2018. O requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

A CPI já recebeu documentos da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco, Santander e Paypal também encaminharam informações sobre o empresário.

Otávio Oscar Fakhoury é investigado no inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho de 2020, o empresário entrou com um pedido de habeas corpus na Corte para tentar impedir a realização de busca e apreensão no âmbito da investigação. Mas o pedido foi negado pelo relator, ministro Edson Fachin.

Em outro pedido de habeas corpus, Otávio Fakhoury e outros investigados do inquérito das Fake News tentaram obter salvo-conduto e a declaração da ilicitude das provas produzidas pela investigação. Mas o pedido também foi recusado por Fachin.

Fonte: Agência Senado

Governo Federal promove debate sobre gestão de resíduos sólidos urbanos em Mato Grosso do Sul

Evento é o 11º encontro regional realizado pelo MDR para apoiar estados e municípios no cumprimento das medidas do novo Marco Legal do Saneamento

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), promoveu na terça-feira (28), mais um seminário on-line sobre os desafios para a regionalização e a sustentabilidade dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos. Desta vez, o evento ocorreu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Marco Legal do Saneamento, que completou um ano em julho passado, definiu novas diretrizes para universalização dos serviços de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos urbanos. Além disso, conforme as alterações no setor de resíduos sólidos urbanos, todos os municípios deveriam apresentar, até 15 de julho deste ano, a proposição de instrumentos de cobrança que garantam a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços.

Já a prestação de serviços regionalizada deve ser adotada até 31 de março de 2022 como condição para que estados, municípios, o Distrito Federal e prestadores de serviços possam acessar recursos do Orçamento Geral da União, bem como financiamentos com recursos federais ou geridos por órgãos federais para ações de saneamento.

“A sanção do Marco Legal do Saneamento trouxe segurança jurídica e previsibilidade, atraindo investimentos privados ao setor de saneamento. E desde o ano passado, quando os leilões foram iniciados, alcançamos R$ 63 bilhões em investimentos, em benefício de mais de 16 milhões de brasileiros”, destacou Pedro Maranhão.

Cenário local

O estado do Mato Grosso do Sul é composto por 79 cidades. Dessas, 66 (86%) fazem o descarte dos resíduos sólidos de forma adequada e a maioria tem estações de transbordo, facilitando o transporte para outros municípios.

“Em 2016, iniciamos um trabalho articulado e desde então, alcançamos 86% de disposição final adequada. Isso com um trabalho orientativo. Fomos até as prefeituras e levamos propostas, discutimos soluções, fomentamos a questão de taxas e tarifas de resíduos sólidos, entre outras ações”, contou o coordenador da Consultoria de Projetos Especiais e Meio Ambiente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, Fernando Bernardes.

Debates

O seminário foi articulado pelo MDR em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), e a Associação dos municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Também participaram do evento o secretário da Semagro, Jaime Verruk, o chefe da consultoria de projetos especiais e meio ambiente do Tribunal de Contas Estadual, Carlos Alberto Negreiros e o diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), André Borges.

Esta foi a 11ª edição do seminário com gestores de estados e municípios para discutir a regionalização e sustentabilidade dos serviços de resíduos sólidos urbanos. As reuniões já ocorreram em Minas GeraisRio de JaneiroBahiaRio Grande do NortePernambucoMato GrossoSanta CatarinaSão PauloRio Grande do Sul e Espírito Santo.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional

Mês de agosto registra criação de 372.265 empregos formais no país, de acordo com Caged

No mês de agosto foram criados 372.265 empregos com carteira assinada no país. É o segundo melhor resultado no ano, ficando atrás apenas do mês de fevereiro (397.537). No acumulado do ano foram abertas 2.203.987 novas vagas de emprego formal. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

“O Brasil atinge uma marca extremamente importante de geração de emprego formal em oito meses de 2.203.987 de empregos formais. Vamos verificar que essa recuperação econômica que o Brasil vem fazendo pós-pandemia, e durante ainda a pandemia que estamos vivendo, a retomada das atividades econômicas do Brasil é extremamente sustentável. Todas as sinalizações que temos é de continuar esse crescimento da geração de empregos formais no Brasil”, disse o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni.

Os postos de trabalho gerados em agosto são resultado da diferença entre 1.810.434 contratações e 1.438.169 demissões.

Em agosto de 2021 foram criados postos de trabalho em todos os cinco grupamentos de atividades econômicas pesquisadas e nas cinco regiões do país.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em agosto de 2021 contabilizou 41.566.955 vínculos.

Gerente de uma loja de sapatos femininos em Brasília, Maria Francineide da Silva conta que a recuperação é visível, mês após mês as vendas estão aumentando e já é grande a expectativa para as festas de fim de ano. Gerente na rede de lojas de sapatos há três anos, ela agora está à frente de uma unidade que foi aberta em agosto e vem abrindo vagas de trabalho.

“Estamos vendo a retomada da economia com todo mundo se vacinando. Estamos com contratações, já estamos preparando o pessoal para o fim de ano. Inauguramos a loja no mês de agosto, então somando esse mês já fizemos mais de 10 contratações. A expectativa é muito boa”, relatou Maria Francineide.

Destaque para serviços

Dentre as atividades econômicas, o setor de serviços foi o que mais gerou novos postos de trabalho formal em agosto com 180.660 vagas. Em seguida estão o comércio (77.769), indústria geral (72.694), construção (32.005) e agropecuária (9.232).

“O grande destaque do mês foi o setor de serviços. É importantíssimo lembrar o seguinte, alojamento e alimentação representaram 33.708 novas vagas, se destacando restaurantes e similares com 15.088 nova vagas. Isso é uma demonstração de quanto o setor de serviços e, particularmente turismo, é importante para o Brasil”, observou o ministro do Trabalho e Previdência.

Regiões e unidades da federação

As cinco regiões brasileiros tiveram saldo positivo na geração de empregos formais em agosto de 2021. O destaque foi o Sudeste que em agosto de 2021 criou 185.930 empregos com carteira assinada. No Nordeste foram 82.878 novos postos; no Sul, 54.079 postos; no Centro-Oeste 29.690 postos; e no Norte, 19.778 postos.

Os resultados também foram positivos nas 27 unidades da federação. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (113.836 postos) e Minas Gerais (43.310 postos). Os menores foram do Acre (346 postos) e Roraima (592 postos).

“Esse mês o crescimento da geração de empregos formais no Brasil foi mais uniforme e mais distribuído ao longo das 27 unidades da federação”, disse o ministro Onyx Lorenzoni.

Trabalho Intermitente

Em agosto de 2021, houve 26.554 admissões e 14.766 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 11.788 empregos, envolvendo 5.662 estabelecimentos contratantes. Foram 259 os empregados que celebraram mais de um contrato nessa modalidade.

Trabalho em Regime de Tempo Parcial

Com 24.742 admissões em regime de tempo parcial e 16.980 desligamentos, o saldo positivo foi de 7.762 empregos, envolvendo 9.153 estabelecimentos contratantes. Mais de um contrato em regime de tempo parcial foi celebrado por 109 empregados.

Desligamento mediante acordo

Houve 18.825 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado. Um total de 44 empregados realizaram mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Trabalho, Emprego e Previdência

Amazonas confirma 24º caso da variante delta da Covid-19

O Amazonas identificou mais um caso de Covid-19 pela variante delta (B.1.617), informou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta quarta-feira (29). Esse é o 24º caso confirmado da variante no estado.

O novo caso identificado é uma mulher, de 26 anos, assintomática, com esquema vacinal completo, que teve amostra nasofaríngea coletada, pelo método RT-PCR, no dia 18 de agosto.

A mulher teve contato com um caso positivo de Covid-19. Ambos não possuem histórico de deslocamento para outros estados brasileiros.

Nesta quarta, o Amazonas registrou 47 novos casos de Covid e mais uma morte pela doença, em Manaus. O total de vidas perdidas chegou a 13.723.

O novo caso identificado de variante delta foi notificado na terça-feira (28), pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Amazonas, coordenado pela FVS-RCP (CIEVS/FVS-RCP), ao CIEVS nacional do Ministério da Saúde. Os primeiros casos foram registrados em agosto deste ano.

O sequenciamento genético é realizado em parceria com o Instituto Leônidas & Maria Deane – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia).

Por G1-AM

Governo Federal repassa terras para o estado de Roraima

A transferência de mais de 3 milhões de hectares permite que o governo do estado regularize a situação de quem vive no local

Durante visita do Presidente Jair Bolsonaro a Roraima, nesta quarta-feira (29), o Governo Federal transferiu o domínio de terras públicas para o estado como parte da celebração dos Mil Dias de Governo. Também foi lançada a pedra fundamental para a construção da linha de transmissão que conectará Roraima ao sistema elétrico brasileiro.

Onze glebas foram transferidas pela União para o estado de Roraima por meio de títulos de doação e outras duas por meio da liberação de cláusulas resolutivas. O total das áreas públicas repassadas é de 3.693.000 hectares. As informações são do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O repasse das glebas da União para Roraima possibilita ao estado a gestão das terras, com definição de usos múltiplos e a regularização de ocupantes. Aos produtores rurais, garante segurança jurídica e possibilita o acesso de linhas de crédito para investimento em atividades produtivas. A transferência era uma reivindicação desde a criação do Estado, em 1988, e foi efetuada com base na Lei 14.004/2020.

De acordo com o Incra, nas áreas repassadas foram excluídas previamente terras indígenas, unidades de conservação, assentamentos de reforma agrária e terras já tituladas pelo Governo Federal para produtores rurais.

Localização das glebas

As glebas transferidas por meio de doação são a BR 210 I, Branquinho, Pedro Clementino, Campina, Pretinho, Novo Paraíso, Vista Alegre, Jauaperi, Santa Maria do Boiaçú, Mucucuau e Cachimbo, localizadas nos municípios de Caracaraí, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Caroebe.

Já as glebas transferidas por meio de liberação de cláusulas são Ereu, localizada no município de Amajari, e Equador, situada nos municípios de Rorainópolis e São João da Baliza.

Linhão de transmissão de energia

Com o lançamento da pedra fundamental, em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira (29), será dado início às obras de construção da linha de transmissão que conectará Roraima ao Sistema Interligado Nacional. O estado é o único ainda não conectado ao sistema. O Linhão tem extensão de aproximadamente 715 quilômetros, sendo 425 quilômetros no estado de Roraima e 290 quilômetros no Amazonas.

Pela tarde, ao discursar em Boa Vista, capital de Roraima, o Presidente Jair Bolsonaro reforçou a importância da obra. “Roraima, em menos de três anos, ficará ligada à rede elétrica de todo o nosso Brasil. Certamente, o progresso se fará acompanhar cada vez mais com essas medidas”, disse.

“Com a pedra fundamental de hoje, a certeza que brevemente vocês terão energia de qualidade e perene em nosso estado de Roraima”, acrescentou o Presidente.

Na cerimônia da manhã também foram doados pelo Ministério da Cidadania doze veículos furgão a municípios de Roraima para apoiar o Programa Alimenta Brasil e inaugurada a Usina Termelétrica Jaguatirica II que vai agregar ao sistema elétrico de Roraima carga equivalente a mais da metade do consumo do estado.

Ainda foi assinado o termo de compromisso do contrato de concessão dos aeroportos do Bloco Norte entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Vinci, empresa que venceu leilão de concessão de aeroportos realizado em abril deste ano.

Para conferir todas as entregas realizadas pelo Governo Federal, acesse gov.br/nossobrasil

Assistência Social