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7 maio 2026
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Indústria do aço volta a ter produção no nível pré-pandemia

Metalúrgica Durametal, durante fabricação de cubos de rodas. Fortaleza (CE) 17.07.2014 - Foto: José Paulo Lacerda

A indústria brasileira do aço conseguiu retomar a sua capacidade parada e a produção voltou ao patamar pré-pandemia. De acordo com o presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e Vice-Presidente da Gerdau Aços Brasil, Argentina e Uruguai, Marcos Faraco, no auge da pandemia a indústria operou com apenas 40% da sua capacidade, mas diante de medidas governamentais e dos cenários micro e macroeconômicos, o setor conseguiu se recuperar.

Faraco abordou a drástica redução das exportações do setor do aço brasileiro que ocorreu na pandemia, para atender o mercado interno, além da evolução do preço das commodities em todo o mundo, em um nível que não era registrado desde 2000.

Segundo ele, a expectativa para 2021 é de que o setor tenha um crescimento em torno de 14% na produção de aço bruto, em relação a 2020. Nas vendas internas, a projeção é de alta de 19% e de 24% no consumo aparente:

“Todas as nossas expectativas seguem muito positivas. Estamos iniciando um círculo virtuoso e longo. Consideramos como prioridade a recuperação da competitividade sistêmica do setor do aço brasileiro, e isso está diretamente ligado ao Custo Brasil. É imprescindível a aprovação da reforma tributária, sendo ampla, diminuindo a cumulatividade de impostos”.

Aço Brasil 2021

Junto com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil participou da abertura do Congresso Aço Brasil 2021, que reuniu nesta quarta-feira, autoridades, empresários e especialistas, de forma virtual, para debater as perspectivas e a importância do setor do aço para a economia brasileira.

O ministro destacou, em sua apresentação virtual, que o Brasil, assim como outros países, atravessou a pandemia da covid-19 que provocou a maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, mas a economia tem mostrado “uma fortaleza muito grande e grande resiliência”. Para isso, segundo Tarcísio de Freitas, o país tem contado com a indústria do aço, produto, que na visão dele, é um indicador antecedente da economia.

“Indústria que de janeiro a agosto, deste ano, produziu em termos de aço bruto mais de 24 milhões de toneladas, com crescimento de 20,9% em relação aos primeiros oito meses do ano passado. Temos visto crescimento nas vendas internas e no consumo aparente de produtos siderúrgicos. Aço é um indicador de antecedência. Significa que na esteira desse crescimento do consumo de aço, verificaremos também o crescimento do nosso produto interno bruto”, observou.

Infraestrutura

Tarcísio de Freitas afirmou que a indústria do aço tem produzido e atendido à demanda, que atualmente já está em patamares maiores do que os anteriores à pandemia. E é, a partir disso, que o governo busca expandir a infraestrutura com investimentos do setor privado. “A nossa missão no Ministério de Infraestrutura é fazer com que mais aço seja demandado e mais aço seja produzido. Nós vamos fazer isso mediante os investimentos em infraestrutura”, disse, acrescentando que o governo de Jair Bolsonaro é o que mais leiloou aeroportos para a iniciativa privada (34), mais realizou certames de arrendamentos portuários (29), mais assinou contratos de adesão para terminais privados (99), além dos leilões de ferrovias e de rodovias.

“Estamos buscando o investimento em infraestrutura pela via do capital privado. É a forma da gente fazer a provisão da infraestrutura em um cenário de extrema restrição fiscal. Já foram 74 leilões de ativos realizados com sucesso e mais de R$ 80 bilhões de investimentos contratados e a jornada não para por aí. Vamos iniciar agora uma nova jornada de leilões, incluindo o leilão da Rodovia Presidente Dutra, a ligação do Rio de Janeiro com São Paulo, incluindo mais 16 aeroportos com Congonhas e o Santos Dumont”, completou.

Tarcísio de Freitas afirmou que o Brasil caminha “a passos largos” para que no final de 2022 alcançar mais de R$ 300 bilhões contratados com a iniciativa privada, que vão tomar corpo nos próximos anos. “Lá para 2024, 2025 e 2026, quando os investimentos contratados com o setor privado estiverem se materializando, o Brasil vai se transformar realmente em um grande canteiro de obras e isso é geração de emprego na veia, isso é consumo de aço. Isso é desenvolvimento”, concluiu.

Pandemia

Ainda no encontro, o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, afirmou que a expectativa do setor indicava que 2020 seria o ano da recuperação. “Começamos o ano operando com 63% da nossa capacidade instalada, veio a pandemia, com a pandemia veio o isolamento social necessário e importante, mas junto com o isolamento social veio uma gravíssima crise de demanda que na nossa percepção não foi divulgada e nem analisada com profundidade”, disse.

“Veio a retomada, religamos os equipamentos e essa estupenda reação do setor, já em junho colocando mais no mercado interno do que se colocava no período que antecedeu a economia”, acrescentou.

De acordo com Marco Polo, o setor do aço tem um parque produtor com 31 usinas e capacidade instalada de 51 milhões de toneladas/ano de aço bruto. Os investimentos entre 2008 e 2020 foram equivalentes a US$ 28,2 bilhões. A previsão para o período 2021 a 2025 é de mais US$ 8 bilhões e uma produção de aço bruto de 31,4 milhões de toneladas.

O Brasil é o nono maior produtor de aço no mundo e está muito próximo da posição da Alemanha. A construção civil, o setor de bens de capital e o automotivo representam são os segmentos que mais consomem o produto no Brasil. No total atingem 82,1%.

ONU divulga recomendações para países minimizarem impactos da pandemia

Cerca de 1,4 bi de crianças e jovens ficaram sem atividades escolares

Johns Hopkins

Segundo a organização, dentre as graves consequências da pandemia – como a tendência de queda no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o grau de desenvolvimento de regiões, países, estados e cidades a partir de parâmetros como educação, saúde e renda -, uma afetou em particular às crianças e adolescentes: o fechamento de escolas em todo o mundo.

Em seu relatório Covid-19 e desenvolvimento sustentável: avaliando a crise de olho na recuperação, divulgado hoje (29), a ONU afirma que a impossibilidade de participar de atividades pedagógicas presenciais impactou a mais de 1,4 bilhão de crianças e jovens de diferentes nacionalidades.

Embora todos os países tenham sido afetados em alguma medida, a situação que a ONU classifica como uma “crise sem precedentes na educação” impactou a cada sociedade de uma formas diferente. “A taxa de estudantes da educação primária fora da escola varia de acordo com o nível de desenvolvimento do país: enquanto a taxa é maior nos países de baixo desenvolvimento humano, os países de alto desenvolvimento humano apresentam as menores taxas”, apontam os autores do relatório.

Em abril de 2020, cerca de dois meses após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, 154 milhões de crianças e adolescentes em idade escolar deixaram de frequentar aulas temporariamente em toda a América Latina e Caribe. Segundo a ONU, no Brasil, os temporariamente afetados chegam a 47,9 milhões, mas se considerada a situação ao longo de todo o ano passado, a organização estima que cerca de 5,5 milhões de estudantes brasileiros tiveram seu direito à educação negado em 2020.

A exemplo de outros especialistas, a ONU alerta que, entre os mais jovens, as consequências da pandemia podem perdurar por toda a vida, contribuindo para ampliar as desigualdades já existentes. Para evitar que isso ocorra, a organização recomenda às nações que, além de medidas para tentar conter a propagação do vírus, como a vacinação da população e campanhas de saúde pública para conscientizar as pessoas sobre a importância do uso de máscaras e do distanciamento social, implementem políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, sobretudo para mulheres e meninas, que enfrentam desafios particulares e são, em termos globais, as maiores vítimas da insegurança econômica.

“São necessários mecanismos sistêmicos e uma lente de equidade para reduzir as perdas no desenvolvimento humano e transformá-las em oportunidades no longo prazo”, aponta a ONU, destacando a importância do retorno às aulas presenciais em segurança. “Além de perdas de aprendizagem, o fechamento prolongado de escolas traz consequências à alimentação e à segurança, pois representa a interrupção de acesso a outros serviços básicos importantes, como merenda escolar, programas recreativos, atividades extracurriculares, apoio pedagógico e infraestrutura de saúde, água, saneamento e higiene”.

A organização lembra que, embora seja uma alternativa, o ensino remoto pode agravar as desigualdades, já que muitos não têm acesso às ferramentas tecnológicas necessárias para assistir aulas à distância. O que pode provocar um aumento nas taxas de abandono escolar, com todas os agravantes que costumam estar associados, como o trabalho infantil e a gravidez na adolescência. A organização calcula que, no Brasil, cerca de 28% das famílias não têm acesso à internet. Percentual que aumenta conforme a renda familiar diminui. “Diante desse cenário, além de priorizar a reabertura segura das escolas, investimentos em disrupção digital são fundamentais como resposta imediata e caminho para além da recuperação.”

Ainda sobre a situação específica do Brasil, a ONU afirma que a organização do sistema público de saúde nacional (SUS) propicia uma resposta rápida para ações emergenciais, embora, para isto, seja necessária uma “visão estratégica coordenada”. “Embora [o país] possua um sistema público de saúde capaz de responder a emergências sanitárias, a pandemia da covid-19 exige medidas em todos os âmbitos, considerando as desigualdades entre os estados”, sustenta a ONU, ainda confiante de que “um novo Brasil, mais justo e sustentável, pode emergir da atual crise” e destacando o efeito benéfico de medidas como o auxílio emergencial pago a pessoas financeiramente afetadas pela pandemia.

“Porém, para assegurar uma recuperação resiliente e inclusiva, o Brasil deve enfrentar os desafios do desenvolvimento sistêmico. Nesse sentido, os pilares governança, proteção social, reimaginar o futuro para cada criança e adolescente, disrupção digital e economia verde são fundamentais para superar a crise e aproximar o Brasil da agenda de desenvolvimento sustentável”, acrescenta a organização, destacando que o pós-pandemia exigirá “um novo contrato social” e mudanças estruturais.

“Governos, setor privado e sociedade civil precisarão trabalhar juntos para promover a coesão social e a igualdade de gênero, e defender os direitos humanos e o estado de direito, especialmente em contextos frágeis e afetados por conflitos.

 

Agência Brasil

Microempreendedores têm até quinta para regularizar débitos

Sebrae orienta e Simpi faz o parcelamento para MEIs que possuem débitos

Termina dia 30 de setembro o prazo para os Microempreendedores Individuais (MEIs) regularizarem o pagamento dos impostos devidos desde 2016 ou há mais tempo. Caso não quitem os tributos e as obrigações em atraso ou não parcelados, os MEIs serão incluídos na Dívida Ativa da União. A inscrição acarreta cobrança judicial dos débitos e perda de benefícios tributários. A data acabou sendo prorrogada para a próxima quinta, uma vez que o limite inicial era dia 30 de agosto passado, concedendo um tempo extra para quem precisa se regularizar.

A dívida deverá ser quitada ou o valor parcelado sob o risco de o débito ser enviado para a Dívida Ativa da União para execução fiscal. O Sebrae em Rondônia alerta que o envio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) referente aos anos devidos é determinante para a regularização e a entrega precisa ocorrer 48 horas antes da renegociação dos débitos. A instituição está com uma equipe de analistas técnicos para auxiliar os empreendedores a ficarem em dia com o Fisco Federal.

A negociação pode ser feita pela internet diretamente na página do Simples Nacional. Os débitos sob cobrança podem ser consultados no Programa Gerador do DAS para o MEI. Por meio de certificado digital ou do código de acesso, basta clicar na opção “Consulta Extrato/Pendências” e, em seguida, em “Consulta Pendências no Simei”. Esta opção também permite a geração do DAS para pagamento. Para parcelar, o MEI deve acessar o serviço Parcelamento – Microempreendedor Individual. O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para quitar as pendências pode ser gerado, tanto pelo site, quanto por meio do Aplicativo MEI, disponível para celulares Android ou iOS.

Em Rondônia, uma parceria entre o Sebrae e o Simpi/RO (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias de Rondônia) está apoiando os MEIs que precisam de orientações sobre o parcelamento, sendo que o Simpi realiza na hora o procedimento junto aos órgãos competentes. O objetivo das duas entidades de apoio aos Pequenos Negócios é evitar que os que estão em débito possam sofrer algum tipo de sanção mais séria como até mesmo o cancelamento do CNPJ. O Simpi está localizado na rua Padre Chiquinho, 1454 – Pedrinhas e telefone de contato (69) 3026-2108.

Marcos Rogério acusa oposição de “clara perseguição política” contra empresário Luciano Hang

O vice-líder do Governo no Congresso, Marcos Rogério (DEM/RO), acusou a oposição de cometer “clara perseguição política” contra o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan e depoente desta quarta-feira (29.9), na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, ao indagá-lo de assuntos em nada relacionados à pandemia.

O G7, grupo formado por senadores da oposição, insistiram em saber, por exemplo, se Hang recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que, de acordo com Marcos Rogério, além de não configurar ilegalidade, é um assunto completamente fora da linha de investigação da CPI.  “Só para refrescar a memória, nos governos Lula e Dilma foram mais de US$10 bilhões desviados do Brasil, via BNDES, para financiar obras e projetos de países governados pela esquerda. Ou seja, mais de R$50 bilhões desviados daqui para lá. Dinheiro que faltou para estruturar a rede de saúde Brasil afora, para aumentar o número de leitos de UTI´s, que, nos últimos dez anos, despencou no Brasil”, afirmou o parlamentar por Rondônia. Marcos Rogério lembrou ainda que só Cuba e Venezuela, países governados pela esquerda e apoiados pelos governos do PT, devem, hoje, ao BNDES, R$3,5 bilhões e simplesmente não pagam suas dívidas. “E agora a oposição vem aqui fazer uma devassa na vida do empresário Luciano Hang para saber se ele pegou empréstimos do BNDES. Trata-se de uma clara perseguição política, uma revanche, tentando criminalizar uma ação empresarial por causa de manifestações públicas feitas por ele”, pontuou.

O vice-líder do Governo disse ainda que o mais leal seria a oposição, ao invés de construir narrativas e constranger depoentes, apoiar a investigação de crimes praticados com recursos do Consórcio Nordeste e com recursos federais repassados a estados e municípios para o enfrentamento da pandemia. “Fazem uma devassa na empresa do senhor Luciano Hang enquanto se negam a investigar verdadeiros crimes contra o povo brasileiro. Esses fatos, que geraram bilhões de prejuízos aos estados e municípios e custaram a vida de pessoas, eles não querem investigar. Isso é uma barbaridade, um absurdo, uma desfaçatez. É ridículo”, reforçou.

Marcos Rogério voltou a criticar o “modus operandi” da presidência e relatoria da CPI que, de acordo com ele, desde o início da comissão parlamentar estão com o relatório pronto “debaixo do braço”. O senador ressaltou não entender quando restringem o acesso a documentos sigilosos por senadores da base, mas, ao mesmo tempo, publicam prontuários médicos cobertos de sigilo profissional para confrontar depoentes. “Eu respeito a divergência, quem pensa diferente de mim, mas gostaria de ser respeitado pelo que penso. Na sanha vingadora, perdem o senso de amor ao próximo, da humanidade, do compadecimento. Fazem palanque em cima dos caixões. É o que fazem aqui”, finalizou.

CER realiza mutirão de triagem de fisioterapia para reavaliar pacientes que precisam de tratamento

Começou nesta quarta e continua nesta quinta-feira mutirão de triagem para pacientes que precisam de tratamento de Fisioterapia no Centro Especializado em Reabilitação (CER). O objetivo é reclassificar os pacientes para dar início imediato ao tratamento de fisioterapia àqueles que têm maior necessidade neste momento. Todos os pacientes que já têm encaminhamento foram contatados individualmente. As avaliações estão sendo feitas das 8h às 12h e das 13h às 17h.

De acordo com a coordenadora das unidades de média complexidade, Weslaine Amorim, há cerca de 200 pessoas aguardando para realizar tratamento. “A ação acontece em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado no dia 21 de setembro. Reunimos os fisioterapeutas para agilizar os atendimentos. Os pacientes em espera foram todos convocados para comparecerem para triagem. Será visto em cada um a necessidade de iniciar o tratamento de fisioterapia das sessões recomendadas pelos médicos. Conforme essa reclassificação, será feita nova ordem de prioridade para já iniciar o tratamento, ou aguardar se for o caso. Sabemos que alguns pacientes não podem esperar com risco de perder movimento de algum membro e estamos dando foco nisso neste momento”, explica Weslaine.

A coordenadora explica também que já prepara nova ação para o dia 11 de outubro, quando é lembrado o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, que será divulgada em breve. “Darei foco inicial aqui no CER, porque vamos criar protocolo para essa lista de espera do Centro, garantindo a continuidade de atendimento de fisioterapia para aqueles que precisam de atendimento contínuo, sem limitar o número de sessões”, assegura.

Os técnicos do CER explicam que muitos pacientes faltam aos agendamentos, o que pode atrasar ainda mais o tratamento. Os profissionais de saúde da unidade pedem que os pacientes compareçam e garantam seu atendimento, pois as equipes estão mobilizadas para tanto. Com a meta de sempre aumentar a oferta de tratamentos e vagas para os pacientes que mais precisam, o CER tem como meta promover mais de 6 mil atendimentos mensais, sendo uma das maiores unidades do Estado no setor de reabilitação.

Para mais informações sobre a Saúde municipal, a secretaria disponibiliza o WhatsApp institucional 3322-1935.

 

Semcom

Governo suspende PIS/Cofins na importação de milho para desonerar custo do grão no mercado interno

Com isso, os custos dos criadores de animais devem ter redução. A medida vale até 31 de dezembro deste ano

O Governo Federal suspendeu a cobrança de PIS e Cofins na importação de milho até 31 de dezembro deste ano. O objetivo é desonerar o custo de aquisição externa com foco no aumento da oferta interna buscando reduzir a pressão de preços e os custos dos criadores de animais, já que o grão é importante insumo na alimentação de bovinos, suínos e aves.

A medida consta na Medida Provisória Nº 1.071, publicada na quinta-feira (23) e foi proposta pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em razão da quebra na produção de milho por causa da seca e do cenário de aperto no abastecimento, o que provocou alta no preço do milho para os criadores de animais.

Segundo a MP, ficam reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2021, as alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho. A Medida Provisória entra em vigor no quinto dia útil após a data de sua publicação.

A suspensão permitirá a compra de milho de outros mercados fora do Mercosul de maneira competitiva, melhorando o abastecimento interno e evitando reajuste nos preços das carnes para o consumidor. A expectativa é que a retirada da cobrança da tarifa represente redução de 9,25% no custo de importação ou R$ 9 por saca.

De acordo com o levantamento mais recente da Conab (setembro), a produção nacional de milho safra 2020/2021 deve chegar a 85,7 milhões de toneladas, uma redução de 16,4% em comparação ao ciclo anterior (102,5 milhões de toneladas), impactada por problemas climáticos.

Outra medida tomada, recentemente, pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), foi a retirada do imposto de importação (8%), a Tarifa Externa Comum (TEC), do milho até o fim deste ano e a facilitação para as compras de milho geneticamente modificado cultivado nos Estados Unidos. Ambas normativas foram propostas pelo Ministério da Agricultura.

Milho balcão

O Governo Federal também autorizou leilões públicos de compra ou de remoção de estoque de milho realizados pela Conab de forma a garantir a regularidade do abastecimento do cereal, beneficiando pequenos criadores de animais, inclusive aquicultores.

A previsão é adquirir até 110 mil toneladas para atender o Programa de Venda em Balcão (ProVB) até o final do ano. Os leilões deverão ter início este mês.

Com a publicação da Medida Provisória 1.064, em 17 de agosto deste ano, foi definida a compra, anual, de até 200 mil toneladas de milho, em condições de mercado, para atendimento ao Programa, por meio da Política de Formação de Estoques Públicos. O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra Tereza Cristina.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Valor da produção agrícola nacional tem recorde em 2020 com R$ 470,5 bilhões

O recorde histórico na produção de grãos foi um dos fatores que contribuiu para o resultado

O valor da produção agrícola nacional cresceu 30,4% em 2020, na comparação com o ano anterior, e chegou a R$ 470,5 bilhões, um recorde da série histórica. A área plantada no país totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019. Os dados divulgados na quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) são da Produção Agrícola Municipal (PAM).

A PAM investiga os principais produtos agrícolas em todos os municípios brasileiros desde 1974. Foram recordes da série histórica o valor da produção agrícola, a área plantada e também a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas que totalizou 255,4 milhões de toneladas, 5,0% maior que a de 2019.

O supervisor da Produção Agrícola Municipal, Winicius Wagner disse que, apesar dos efeitos econômicos da Covid-19, em 2020 o setor agropecuário se destacou pelo desempenho positivo na economia nacional atingindo o valor da produção agrícola nacional de R$ 470,5 bilhões.

“Esse resultado teve origem em dois principais fatores distintos. O primeiro foi o recorde histórico na produção de grãos, que abrange o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas. Tivemos como principais destaques em 2020 a cultura da soja, do milho, do café e do algodão, todas batendo recorde de produção na série histórica”, disse o supervisor.

“O segundo fator foi a elevação dos preços dos produtos agrícolas. Importantes culturas agrícolas como o arroz e o feijão foram beneficiadas pelo aumento dos preços no ano e também registraram elevado aumento no valor de produção”, completou Winicius Wagner.

Culturas com maior produção

A soja foi uma das culturas que mais contribuíram para o recorde da safra em 2020 com crescimento de 6,5% na comparação com o ano anterior. A produção de soja do país, líder mundial desde 2019, foi de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões. Esse valor é 35,0% superior ao da safra de soja 2019.

O milho também foi destaque, com o valor de produção superando o da cana de açúcar pela primeira vez desde 2008. Com crescimento de 2,8% em relação a 2019, o milho chegou a 104,0 milhões de toneladas que geraram R$ 73,949 bilhões, 55,4% a mais do que em 2019. Já o valor de produção da cana de açúcar foi de R$ 60,8 bilhões.

Em 2020, a produção de algodão herbáceo bateu novo recorde com 7,1 milhões de toneladas, alta de 2,6%. O Brasil segue como quarto maior produtor mundial da fibra e segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos. Motivado pela alta de preços, o valor da produção subiu 19,6% e atingiu R$19,1 bilhões.

Com alta de 54,4% no valor da produção, que chegou a R$ 27,3 bilhões, a safra de café teve forte recuperação frente a 2019. Líder do ranking mundial, a produção brasileira de café cresceu 22,9% e somou 3,7 milhões de toneladas em 2020.

Municípios em destaque

Um total de R$ 106,9 bilhões foi o valor gerado pelos 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola. Isso representa 22,7% do valor total da produção agrícola do país.

Mato Grosso concentra vinte dos 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola. Os outros estados com maior quantidade de municípios são a Bahia e o Mato Grosso do Sul, ambos com seis.

Tendo a soja como principal produto plantado, município de Sorriso (MT) manteve a liderança, com R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor nacional. Em seguida estão São Desidério (BA), também com destaque para a soja, com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões plantando principalmente o algodão herbáceo.

O Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Área cultivada

Em 2020, houve alta de 3,5% na área cultivada com soja, de 3,2% na do milho e de 14,9% na do trigo. Já a área cultivada da cana-de-açúcar recuou 0,9%.

 

Agricultura e Pecuária

FFER divulga a tabela detalhada do Rondoniense Sub-15 2021

Já está tudo pronto para o Campeonato Rondoniense Sub-15 começar! O Departamento de Competições da FFER (Federação de Futebol do Estado de Rondônia) divulgou nesta quinta-feira o regulamento e a tabela de jogos da competição de base. Com 17 clubes, o certame será disputado no período de 8 a 12 de outubro na cidade de Rolim de Moura.

Quatro jogos acontecem no primeiro dia da competição, 8 de outubro. Real Ariquemes x União Cacoalense e Guaporé x Vilhenense entram em campo às 15 horas (horário de Rofferndônia). Mais tarde, às 16h15, é a vez do Grêmio Vilhenense x LDCOL/Escolinha 16 e Avaí Rondônia x Sant German fazerem sua estreia no Campeonato Rondoniense Sub-15. A primeira fase está agendada para terminar no domingo (10/10), quando serão conhecidos os oito classificados para as quartas de final que será disputada na manhã de segunda-feira (11/10). Na tarde de segunda-feira (11/10) serão realizadas as semifinais. Já a decisão está marcada para terça-feira (12/10), às 9 horas (horário de Rondônia), no estádio Cassolão.

O Grupo 1 é integrado por Porto Velho, Real Ariquemes, Grêmio Vilhenense, LDCOL/Escolinha 16 e União Cacoalense. O Grupo 2 é formado por Ji-Paraná, LFV/Chupinguaia, Espigão e Rondoniense. O Grupo 3 conta com Guaporé, Vilhenense, Avaí Rondônia e Sant German. Já Colorado, Genus, LIRFAR/Catalão e Brazuca formam o Grupo 4.

Confira os detalhes do primeiro dia:

Sexta-feira, 8 de outubro

15h – Real Ariquemes x União Cacoalense – CT do Guaporé
15h – Guaporé x Vilhenense – estádio Cassolão
16h15 – Grêmio Vilhenense x LDCOL/Escolinha 16 – CT do Guaporé
16h15 – Avaí Rondônia x Sant German – estádio Cassolão

ANEXOS:
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Texto/Foto: Alexandre Almeida/FFER

PF prende em flagrante duas estrangeiras com moeda falsa

Mulheres foram presas quando tentavam negociar a venda e a troca das cédulas falsificadas com comerciante da região

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na quarta-feira (22/9), duas mulheres, de nacionalidade peruana, pela prática do crime de moeda falsa, após trabalho de inteligência e acompanhamento feito a partir de denúncia anônima registrada no plantão policial da Delegacia da PF de Imperatriz.

Segundo restou apurado, os policiais federais conseguiram identificar e prender as estrangeiras no momento em que estas negociavam a venda e a troca das cédulas de dólares falsificadas a comerciante da região. Na oportunidade, foram apreendidos US$ 2.500 em cédulas falsas em poder das investigadas.

Após cumpridas as formalidades de praxe, as duas mulheres foram detidas e se encontram à disposição da Justiça Federal.

 

Comunicação Social da Polícia Federal

FNDE já liberou R$ 369,66 milhões do Pnate para manutenção do transporte escolar no ano de 2021

Garantir a permanência dos alunos da educação básica pública, residentes em áreas rurais, nas instituições de ensino é um dos objetivos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). Gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o programa transferiu, desde o começo deste ano até setembro, R$ 369,66 milhões a entes federativos de todo o país, beneficiando cerca de 4,5 milhões de estudantes da educação básica.

Os valores, repassados diretamente a estados, Distrito Federal e municípios, podem ser destinados a custear despesas com manutenção da frota escolar, pagamento de seguros, licenciamento, impostos e taxas, aquisição de pneus e câmaras, entre outros serviços e gastos com o transporte escolar público.

Para continuar recebendo as parcelas do programa, é preciso estar com a prestação de contas do Pnate em dia e não possuir nenhuma pendência ou irregularidade. O montante repassado a cada ente federativo pode ser conferido na página do FNDE, em Liberação de Recursos.

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações do FNDE