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5 maio 2026
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RONDÔNIA: A POLÍCIA, A POLÍTICA E O CORONEL…

A Polícia Militar de Rondônia certamente não será a mesma, depois do mandato do atual governador do estado. Esta situação se fundamenta no fato de que o coronel Marcos Rocha tem tratado de forma muito negligente uma das principais policias militares do Brasil. É muito estranho que o governador tenha adotado essa conduta, porque ele teve total apoio dos policiais militares no segundo turno da eleição em 2018 e até este momento. Basta observar que, durante o mandato do coronel, pelo menos até este momento, não houve nenhuma mobilização da categoria, no sentido de fazer protestos ou greve dos familiares de policiais. Entretanto, a conduta adotada pelo governador em relação aos colegas de farda é totalmente hostil, principalmente com relação às promessas, não cumpridas, que fez à corporação, após ser empossado…

Inicialmente, é preciso registrar que a Polícia Militar de Rondônia possui em suas fileiras uma quantidade incontável e inegável de profissionais tecnicamente qualificados. Primeiro, porque a PM de Rondônia tem um número muito significativo de policiais com formação universitária, em todos os segmentos da corporação. O número de praças com formação superior, com certeza, é de fazer inveja para qualquer outro estado. Isto não significa, porém, que os policiais sem formação universitária não possuem qualidade. Claro que possuem!! Tanto que o atendimento à população é de excelência. Além deste fator, são raríssimas as vezes, na História de Rondônia, em que algum membro da Polícia Militar foi envolvido em alguma coisa errada. Quando aconteceu, nada tinha a ver com a instituição. Em muitos outros estados, infelizmente, o envolvimento de policiais com o crime acontece com certa frequência. Em Rondônia, podemos dizer, com orgulho, que temos uma PM honrada!!

Por estas e outras razões, a Polícia Militar de Rondônia precisa ser tratada com respeito pelo governador. O coronel Marcos Rocha precisa acordar e perceber que respeitar seus colegas de farda é o mínimo que ele deve fazer, para retribuir o excelente trabalho prestado pela PM de Rondônia. Para citar especificamente um dos problemas que o coronel-governador tem com a PM, desde sua posse, prometeu melhorar a situação salarial dos policiais e até hoje não cumpriu. Pelas informações que temos, diversas matérias tramitaram na Assembleia Legislativa do estado com a finalidade de oferecer aos policiais militares o reconhecimento salarial que eles merecem. Segundo assessores da presidência da ALE, todas as informações técnicas sobre dados estatísticos foram encaminhados pela PM aos deputados, com a finalidade de atender a justa reivindicação. Inclusive foram feitos estudos sobre os limites legais, em função da pandemia, e ficou claro que não há nenhum impedimento para que os ajustes salariais prometidos pelo coronel fossem feitos. Até mesmo planilhas técnicas com todos os cálculos foram feitas pela PM e pelos deputados. Depois de tudo isso, Marcos Rocha simplesmente fechou as portas para a PM e está, há meses, sem conversar com seus irmãos de farda. Quando foi candidato a governador, o coronel não conhecia muito bem o endereço do Mercado do Km 01, em Porto-Velho; quando deixar o cargo, ele terá dificuldade para lembrar os endereços dos quartéis da PM, porque raramente aparece nesses lugares.

A hostilidade com que Marcos Rocha trata a PM é tão grande que recentemente ele tentou mudar a legislação estadual, para colocar um militar da reserva como Comandante Geral da PM. Essa conduta do governador revela total desrespeito aos militares da ativa. É como se ele estivesse dizendo que não existem, nos quadros da ativa, coronéis qualificados para assumirem o cargo. Claro que existem!! E são muitos!! É necessário registrar que os policiais da reserva deram importante contribuição ao estado; mas tentar buscar um oficial da reserva para comandar a PM de Rondônia é uma ideia que não se espera dos maiores inimigos da polícia. Esse fato mostra que o governador é ingrato! A PM possui tantos militares qualificados na ativa que não existe nenhuma secretaria do governo que não tenha militares nomeados. Para se ter uma ideia, a atual chefe da Casa Civil, nomeada pelo coronel ingrato, após o afastamento de Júnior Gonçalves, é esposa de um oficial da PM. Então vejamos, a esposa de um oficial da Casa Militar é chefe da casa Civil. Como Marcos Rocha não conhece a História do estado que governa, certamente ele não sabe que todos os governadores civis que passaram pelo cargo de governador sempre trataram a PM com o respeito que merece. Caso o governador não cumpra as promessas salarias que fez aos policiais, ele pode criar uma situação tão ruim a ponto de instituir na PM a ideia de que eleger coronéis para o governo é péssimo para a corporação.

Aliás, o coronel Chrisóstomo, deputado federal, já gravou vídeo, dizendo que Marcos Rocha nunca comandou nenhum batalhão, quando era da ativa. Já que nunca deu grande contribuição à Polícia Militar de Rondônia, o governador bem que poderia tentar se redimir e cumprir os ajustes salarias que prometeu aos policiais. Alguém poderia se perguntar a razão pela qual eu publico este texto, já que não sou policial militar. A razão é simples: eu tenho respeito pela polícia do estado onde nasci e reconheço que é uma policia honesta e briosa. Como militares possuem restrições regimentais, tenho o dever de mostrar para os rondonienses a realidade e cobrar do coronel-governador respeito pela polícia que ele jamais comandaria como militar, pela falta de qualificação; mas que governa como político. Como conheço e tenho amizade com inúmeros policiais militares, sei da capacidade deles. Com relação aos coronéis da ativa, não tenho nenhuma dúvida de que eles possuem qualificação para comandar a PM de Rondônia; fato que se opõe à realidade do político Marcos Rocha. A forma como o governador trata a PM mostra claramente por que ele nunca foi escolhido para comandar nenhum batalhão… Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual e Jornalista

Procuradoria Geral do Estado abre inscrições para Programa de Estágio em Contabilidade e Tecnologia da Informação

As inscrições ocorrem de 17 a 26 de maio de 2021
As inscrições ocorrem de 17 a 26 de maio de 2021

A Procuradoria Geral do Estado de Rondônia (PGE-RO) publicou a abertura das inscrições para processo seletivo de estagiários voltado aos cursos de Contabilidade e Tecnologia da Informação, em Porto Velho, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena e Brasília/DF. O estagiário admitido deverá desempenhar atividades em carga horária de 20 horas semanais e receberá bolsa-auxílio, além de auxílio transporte. As inscrições ocorrem de 17 a 26 de maio de 2021.

A seleção visa preencher vagas existentes, bem como formar cadastro reserva. Poderão se inscrever estudantes que estejam regularmente matriculados a partir do 5º período do curso, em instituições oficialmente reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do link https://forms.gle/8P7D5yynMsCw5Dr6A.

No ato da inscrição, além de preencher o formulário padrão on-line, o candidato deverá adicionar os documentos nos campos próprios, bem como comprovar estar cursando o período mínimo requisitado, por meio de apresentação de Atestado ou Certidão de Matrícula e juntar as notas nas matérias relacionadas.

O critério de classificação será o índice acadêmico obtido por meio do cálculo da média aritmética simples das notas obtidas pelo candidato em todas as disciplinas cursadas nos 2 semestres anteriores. No caso de empate, prevalece o candidato mais velho. A convocação dos aprovados se dará com a ocorrência de vagas. O processo seletivo terá validade de seis meses, podendo ser prorrogado uma vez por igual período.

Criadores têm até 31 de maio para declarar rebanhos em Rondônia

A primeira etapa da campanha de declaração obrigatória de rebanhos de 2021 segue até 31 de maio. Aproximadamente 70% dos produtores de Rondônia já emitiram suas declarações.

Segundo a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), a declaração deve ser feita por criadores de bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, além de equídeos e aves. Ela é importante para a economia do estado, principalmente, por causa do desejado reconhecimento internacional de área livre de aftosa sem vacinação.

Entre os municípios que mais declararam até o momento estão Seringueiras com mais de 66% e Colorado do Oeste com pouco mais de 70% de declarações feitas.

Onde declarar?

O produtor pode fazer a declaração preferencialmente pela internet, no site da Idaron. A senha usada na emissão da Guia de Trânsito Animal é a mesma para fazer a declaração dos rebanhos. Quem ainda não efetivou login e senha para acesso ao sistema pode se cadastrar rapidamente no site.

A Idaron também disponibiliza formulários para declaração em formato online e impresso. Em papel o documento pode ser obtido nas unidades da agência e casas agropecuárias.

Após o preenchimento, o formulário deve ser enviado por e-mail ou WhatsApp da Idaron onde a propriedade tem cadastro.

Rosangela Donadon destina R$ 40 mil para aquisição de materiais de informática para Pimenteiras do Oeste

A deputada Rosangela Donadon (PDT) destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 40 mil para aquisição de materiais de informática para atender o Centro de Referência de Assistência Social  (CRAS), de Pimenteiras do Oeste. O recurso já está na conta da prefeitura e foi destinado a pedido vereador Luiz Carlos.

Os equipamentos de informática  serão adquiridos para  à modernização da sala de informática do CRAS e irão beneficiar as famílias atendidas pelo órgão com acesso à internet, além de oficinas de orientações para manuseio dos equipamentos de forma correta, para trazer agilidade nos serviços oferecidos.

A parlamentar informou que destinou e já foi liberado para Pimenteiras do Oeste R$40.000,00 para aquisição de materiais esportivos, R$40.000,00 para máquinas de costura e agora R$ 40.000,00 para aquisição de material de informática.

Rosangela Donadon ressaltou que tem prazer em trabalhar pelo desenvolvimento de Pimenteiras, para melhorar a qualidade de vida da população.

“Fiquei muito feliz em destinar esse recurso para compra de material de informática para Pimenteiras do Oeste a pedido do vereador Luiz Carlos que sempre apresenta projetos para beneficiar a população. Os equipamentos serão adquiridos para  à modernização da sala de informática do CRAS e irão beneficiar as famílias atendidas pelo órgão. Estamos trabalhando empenhados pelo desenvolvimento do município”, ressaltou a parlamentar.

Rosangela Donadon destina R$ 40 mil para aquisição de materiais de informática para Pimenteiras do Oeste

A primeira etapa da campanha de declaração obrigatória de rebanhos de 2021 segue até 31 de maio. Aproximadamente 70% dos produtores de Rondônia já emitiram suas declarações.

Segundo a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), a declaração deve ser feita por criadores de bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, além de equídeos e aves. Ela é importante para a economia do estado, principalmente, por causa do desejado reconhecimento internacional de área livre de aftosa sem vacinação.

Entre os municípios que mais declararam até o momento estão Seringueiras com mais de 66% e Colorado do Oeste com pouco mais de 70% de declarações feitas.

Onde declarar?

O produtor pode fazer a declaração preferencialmente pela internet, no site da Idaron. A senha usada na emissão da Guia de Trânsito Animal é a mesma para fazer a declaração dos rebanhos. Quem ainda não efetivou login e senha para acesso ao sistema pode se cadastrar rapidamente no site.

A Idaron também disponibiliza formulários para declaração em formato online e impresso. Em papel o documento pode ser obtido nas unidades da agência e casas agropecuárias.

Após o preenchimento, o formulário deve ser enviado por e-mail ou WhatsApp da Idaron onde a propriedade tem cadastro.

Governo aprova lei que reduz 167 mil hectares de reservas florestais em Rondônia

O governador Marcos Rocha (sem partido) aprovou a lei que reduz cerca de 167 mil hectares de áreas de reservas extrativistas em Rondônia. A lei complementar n° 1.089 foi publicada em edição extra do Diário Oficial (Diof) às 23h da noite de quinta-feira (20), última hora de prazo que o governador tinha para sancionar ou vetar o projeto.

Com a aprovação da nova lei, sem vetos, os limites das reservas Jaci-Paraná e do Parque Estadual de Guajará-Mirim serão alterados.

Na reserva extrativista Jaci-Paraná (que abrange os municípios de Porto Velho, Buritis e Nova Mamoré), haverá a redução de uma área de cerca de 150 mil hectares, que agora saem do domínio público e passam a ser privado.

A área restante da Resex Jaci-Paraná será de 45 mil hectares, que ficará no corredor ecológico às margens do Rio Jaci e Rio Branco.

Já o Parque Guajará-Mirim (que abrange as cidades de Guajará e Nova Mamoré) terá uma nova área de 200.094,72 hectares; antes eram 216.568,00 hectares.

Além de alterar os limites das reservas floreais, a nova lei determina a criação de novos parques, são eles:

  • Parque Estadual Ilha das Flores ( em Alta Floresta D’Oeste, com área total de 89.789 hectares)
  • Parque Estadual Abaitará (em Pimenta Bueno, com cerca de 152,0003 hectares de área);
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Bom Jardim (em Porto Velho, com área de 1.678,4981 hectares);
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Limoeiro (em São Francisco do Guaporé, com área de 18.020,31 hectares);
  • Reserva de Fauna Pau D’Óleo (também em São Francisco, com área de 10.463,8200 hectares).

Áreas afetadas

A alteração de limites é vista com preocupação por entidades ambientais. Isso porque a Reserva Extrativista Jaci-Paraná é a 2ª mais desmatada da Amazônia Legal, e o Parque Estadual de Guajará-Mirim, próximo da Terra Indígena Karipuna, a 9ª reserva mais desmatada do país.

 

De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), o parque está localizado nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, sendo abrigo de espécies que constam na lista brasileira ou nas listas estaduais de espécies ameaçadas de extinção, quase ameaçadas e vulneráveis.

Tramitação

O projeto, para se chegar a esta nova lei, é de autoria do governador Marcos Rocha. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa no fim de 2020.

 

Porém, em setembro do ano passado o poder executivo já sinalizava retirar as duas áreas de reserva do poder público e incorporar ao domínio privado.

 

À época, o estado alegou que dentro da Resex Jaci-Paraná existem ao menos 120 mil bovinos já sendo criados por pessoas que ocuparam a área e, por conta do rebanho, não seria mais possível regeneração natural da flora.

 

Em contra partida, o governador propôs criar seis Unidades de Conservação, “em áreas atualmente sem ocupação e aptidão natural para atividades agropecuárias”.

 

No dia 21 de abril, os deputados da ALE aprovaram o Projeto de Lei 080, permitindo assim a redução da resex Jaci-Paraná e do Parque Estadual Guajará.

 

O que estaria em jogo, segundo entidades

Na última quarta-feira (19), o advogado da Kanindé, Ramires Andrade, apontou ilegalidades no projeto, como o fato da área a ser desafetada ser utilizadas por povos indígenas, o que pode “constituir grave crime contra esses povos”, e a ausência de estudos que demonstrem a necessidade de alteração nos limites das áreas de proteção.

 

No final do mês de abril, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) enviou à Procuradoria-Geral de Justiça um pedido de análise de inconstitucionalidade, onde afirmou que o legislador não pode estabelecer normas que reduzam a proteção ambiental estabelecida por normas anteriores, pelo Princípio da Proibição do Retrocesso, sob pena de infringir a Constituição Federal.

 

“A PL 080 nada mais é do que a concretização de abrir a porteira para a boiada. É uma região que tem a presença de mais de 120 mil cabeças de gado. Não é gente pequena que está lá dentro, é gente com poder aquisitivo elevado que está lá dentro. [A redução] do Parque de Guajará-Mirim representa impacto em terras indígenas na região”, afirmou o tecnólogo em gestão ambiental e membro do Conselho Gestor da Kanindé, Edjales Benício.

Setur assina Carta do Turismo na Amazônia durante Simpósio de Pesca Esportiva

Da Carta de Turismo na Amazônia surge as Rotas Amazônicas Integradas (RAIs) com o objetivo de promover, a princípio, o turismo de pesca esportiva na Amazônia
Da Carta de Turismo na Amazônia surge as Rotas Amazônicas Integradas (RAIs) com o objetivo de promover, a princípio, o turismo de pesca esportiva na Amazônia

O Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual de Turismo (Setur), assinou a Carta do Turismo na Amazônia durante o primeiro Simpósio de Pesca Esportiva realizado em Boa Vista, Roraima, na quarta-feira (19). Com isso, Rondônia passa a integrar as Rotas Amazônicas Integradas (RAIs), que visa desenvolver o turismo de forma integrada em todos os sete estados que integram a Amazônia.

De acordo com o superintendente da Setur, Gilvan Pereira Júnior, “a assinatura dessa carta é uma união de esforços em prol da construção de uma rota integrada de pesca esportiva. Isso é importante, porque o turismo foi uma das atividades mais afetadas durante a pandemia. A RAI surgiu como produto pensado por todos os secretários de Turismo dos estados da região Norte e agora vamos implementar ações nesse sentido”, ressaltou o superintendente.

“No primeiro ano de assinatura desta carta será trabalhado o segmento da pesca esportiva, cabendo aos gestores da área de turismo a escolha dos próximos produtos turísticos a serem trabalhados, de acordo com a motivação proposta pelo grupo de trabalho. O ramo movimentou cerca de R$ 1 bilhão e tem crescido cerca de 30% nos últimos anos, conforme o levantamento do Ministério do Turismo”, salienta o superintendente destacando ainda o potencial da Amazônia para o turismo.

O coordenador de ações Turísticas da Setur, Willian Souza do Carmo também participou do encontro em Roraima e explica que “a iniciativa consiste em potencializar, de forma conjunta, grandes rotas turísticas amazônicas em feiras nacionais e internacionais voltadas a segmentos diversos, permitindo uma promoção de forma cooperada, na medida em que todos os estados promovem a Amazônia, com seus produtos e serviços comuns a cada Estado, estimulando a visitação turística em toda região Norte”.

TURISMO INTEGRADO

O primeiro passo, de acordo com a carta que foi assinada, é reconhecer e promover os produtos turísticos segmentados, de forma integrada, entre os estados da região Norte, fortalecendo o turismo em toda a Amazônia, com prioridade para os segmentos do ecoturismo, turismo de aventura, turismo de pesca esportiva, etnoturismo, turismo rural e turismo de experiência, através das rotas amazônicas integradas, conhecidas pela sigla “RAI”.

*contém áudio para rádios nas palavras destacadas

RO: Governo aprova lei que reduz 167 mil hectares de reservas florestais

(Foto: Marcio Isensee e Sá/Oeco)
(Foto: Marcio Isensee e Sá/Oeco)

O governador Marcos Rocha (sem partido) aprovou a lei que reduz cerca de 167 mil hectares de áreas de reservas extrativistas em Rondônia. A lei complementar n° 1.089 foi publicada em edição extra do Diário Oficial (Diof) às 23h da noite de quinta-feira (20), última hora de prazo que o governador tinha para sancionar ou vetar o projeto.

Com a aprovação da nova lei, sem vetos, os limites das reservas Jaci-Paraná e do Parque Estadual de Guajará-Mirim serão alterados.

Na reserva extrativista Jaci-Paraná (que abrange os municípios de Porto Velho, Buritis e Nova Mamoré), haverá a redução de uma área de cerca de 150 mil hectares, que agora saem do domínio público e passam a ser privado.

A área restante da Resex Jaci-Paraná será de 45 mil hectares, que ficará no corredor ecológico às margens do Rio Jaci e Rio Branco.

Já o Parque Guajará-Mirim (que abrange as cidades de Guajará e Nova Mamoré) terá uma nova área de 200.094,72 hectares; antes eram 216.568,00 hectares.

Além de alterar os limites das reservas floreais, a nova lei determina a criação de novos parques, são eles:

  • Parque Estadual Ilha das Flores ( em Alta Floresta D’Oeste, com área total de 89.789 hectares)
  • Parque Estadual Abaitará (em Pimenta Bueno, com cerca de 152,0003 hectares de área);
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Bom Jardim (em Porto Velho, com área de 1.678,4981 hectares);
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Limoeiro (em São Francisco do Guaporé, com área de 18.020,31 hectares);
  • Reserva de Fauna Pau D’Óleo (também em São Francisco, com área de 10.463,8200 hectares).

Áreas afetadas

A alteração de limites é vista com preocupação por entidades ambientais. Isso porque a Reserva Extrativista Jaci-Paraná é a 2ª mais desmatada da Amazônia Legal, e o Parque Estadual de Guajará-Mirim, próximo da Terra Indígena Karipuna, a 9ª reserva mais desmatada do país.

De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), o parque está localizado nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, sendo abrigo de espécies que constam na lista brasileira ou nas listas estaduais de espécies ameaçadas de extinção, quase ameaçadas e vulneráveis.

Tramitação

O projeto, para se chegar a esta nova lei, é de autoria do governador Marcos Rocha. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa no fim de 2020.

Porém, em setembro do ano passado o poder executivo já sinalizava retirar as duas áreas de reserva do poder público e incorporar ao domínio privado.

À época, o estado alegou que dentro da Resex Jaci-Paraná existem ao menos 120 mil bovinos já sendo criados por pessoas que ocuparam a área e, por conta do rebanho, não seria mais possível regeneração natural da flora.

Em contra partida, o governador propôs criar seis Unidades de Conservação, “em áreas atualmente sem ocupação e aptidão natural para atividades agropecuárias”.

No dia 21 de abril, os deputados da ALE aprovaram o Projeto de Lei 080, permitindo assim a redução da resex Jaci-Paraná e do Parque Estadual Guajará.

O que estaria em jogo, segundo entidades

Na última quarta-feira (19), o advogado da Kanindé, Ramires Andrade, apontou ilegalidades no projeto, como o fato da área a ser desafetada ser utilizadas por povos indígenas, o que pode “constituir grave crime contra esses povos”, e a ausência de estudos que demonstrem a necessidade de alteração nos limites das áreas de proteção.

No final do mês de abril, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) enviou à Procuradoria-Geral de Justiça um pedido de análise de inconstitucionalidade, onde afirmou que o legislador não pode estabelecer normas que reduzam a proteção ambiental estabelecida por normas anteriores, pelo Princípio da Proibição do Retrocesso, sob pena de infringir a Constituição Federal.

“A PL 080 nada mais é do que a concretização de abrir a porteira para a boiada. É uma região que tem a presença de mais de 120 mil cabeças de gado. Não é gente pequena que está lá dentro, é gente com poder aquisitivo elevado que está lá dentro. [A redução] do Parque de Guajará-Mirim representa impacto em terras indígenas na região”, afirmou o tecnólogo em gestão ambiental e membro do Conselho Gestor da Kanindé, Edjales Benício.

Foragido no RS é preso em Rolim de Moura pela PF

(Foto: Assessoria)

A Polícia Federal realizou a prisão de um indivíduo na manhã desta sexta-feira, 21/05, em Rolim de Moura/RO, em cumprimento ao mandado de prisão nº 710012982976, expedido pela 5ª Vara Federal de Caxias do Sul da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul.

A referida prisão cautelar já havia sido decretada e cumprida no bojo da Operação Teiniaguá, deflagrada em dezembro em 2020, quando o homem se encontrava recolhido no Presídio Estadual de Bento Gonçalves, em razão de ordem de prisão preventiva anterior. Entretanto, após a revogação da primeira, ele foi equivocadamente colocado em liberdade em março deste ano.

A ação contou com a colaboração do núcleo de inteligência da Polícia Militar de Rondônia.

Homem que estuprou a própria filha é denunciado por mais um abuso contra menino de 11 anos

Foto: Ilustrativa

Com o avanço das investigações que apura abusos sexuais praticados por um homem de 48 anos, contra a própria filha de 17 anos, os policiais da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) Porto Velho, coordenados pela delegada Márcia Gazoni e Adrian Viero, conseguiram identificar mais uma vítima do criminoso.

Dessa vez, o homem foi denunciado por um menino de 11 anos, que o acusou de ter forçado a criança ter relações sexuais com ele. O crime aconteceu em 2019, na residência da vítima, que morava ao lado da casa dele.

No dia do fato, o irmão da vítima, que presenciou o crime, acionou a Polícia Militar. Ele relatou que tinha saído de casa para ir ao banco, e ao retornar flagrou o vizinho dentro de sua casa com as partes íntimas para fora da roupa. Ele havia acabado de abusar do menino.

O irmão disse que ouviu o criminoso dizer para a vítima que iria matá-la, caso fosse denunciado. Rapidamente a PM foi chamada, fez diligências, mas não encontrou o acusado.

De acordo com a Polícia, o homem atuava sempre do mesmo “modus operandi”, abusava das vítimas e depois fazia ameaças de morte, já que todos sabiam que ele possuía uma arma de fogo.

Nesse caso, ele conheceu o menino após ir na casa falar com a mãe dele.

No dia 5 deste mês, a filha do acusado procurou a Polícia para relatar que estava sendo ameaçada de morte pelo próprio pai, por ela recusar a manter relações sexuais com ele.

Na delegacia, a vítima contou que sofria abusos sexuais desde quando tinha 15 anos. A adolescente disse ainda, que ele usava uma arma de fogo para ameaçá-la de morte, todas as vezes que ela recusava a ter relações sexuais com o pai.

Os policiais descobriram ainda, que o homem foi acusado de molestar de pelo menos três crianças dentro de uma van escolar que ele era motorista. Ele chegou a ser condenado a oito meses de detenção em regime aberto no ano de 2017.

Na tarde de quinta-feira (20), que está preso preventivamente, foi levado para a delegacia para prestar novos esclarecimentos à Polícia.

Após ser indiciado por mais um crime de abuso sexual, o criminoso foi levado para o presídio estadual, onde segue à disposição da justiça.