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30 abril 2026
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Tudo pronto: agroindústrias de Vilhena marcarão presença na 5ª Rondônia Rural Show

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As agroindústrias que representarão Vilhena na feira já estão todas prontas para expor os melhores produtos da cidade

O município de Vilhena faz seus últimos preparativos para participar da 5ª edição do Rondônia Rural Show, que irá acontecer no município de Ji Paraná, durante os dias 25 a 28 deste mês de maio.

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A Secretaria Municipal de Agricultura – SEMAGRI recebeu nesta quarta-feira, 18 de maio, a visita de Mary Teresinha Braganhol, secretária adjunta da Secretaria Estadual de Agricultura – SEAGRI, para cumprir no município a última agenda antes do evento.

Mary, acompanhada de sua assessora de gabinete Vera Dutka foram recebidas pela secretária adjunta municipal de agricultura do município, Maria Aparecida de Albuquerque, também pelo responsável técnico das Agroindústrias de Vilhena, Fabiano Cremonini e pelo servidor Alan Teófilo, colaborador nas atividades voltadas às agroindústrias do município.

Foram acertados os últimos preparativos, visando estar tudo em ordem para que as agroindústrias que irão participar do evento, possam expor com sucesso seus produtos.

Atualmente, Vilhena conta com mais de 60 unidades de agroindústrias cadastradas com o selo Sim/Prove, destas, treze unidades estarão representando o município no evento.

As representantes da SEAGRI, também estiveram visitando alguns meios de comunicação da cidade, entre eles, a Rede TV e a Rádio Onda Sul, levando para a comunidade, algumas atividades que serão realizadas durante a maior feira de agronegócios da região norte, entre elas os programas de Café, Pecuária de corte e leite, agroindústrias, entre outros.

Ao todo, o estado de Rondônia tem cerca de 700 agroindústrias, sendo elas divididas entre as esferas de Inspeção, SIM Municipal, SIE Estadual e SIF Federal.

Para Fabiano, o município de Vilhena será bem representado por estes produtores, visando o desenvolvimento econômico e social do estado, valorizando cada vez mais a agricultura familiar.

Para este ano de 2016, representantes de 12 países já confirmaram presença no evento.

Fonte: Redação

AVIAGRO realiza lançamento da Cartela da Expovil 2016

 

 

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O passaporte para as cinco noites será vendido no valor de R$ 95,00. A festa também contará com cinco noites de shows, além de quatro prêmios que serão sorteados no Bingo

O lançamento oficial do Passaporte da Expovil 2016 aconteceu na noite desta terça-feira, 17 de maio, no salão da AVIAGRO – Associação Vilhenense dos Agropecuaristas, onde contou com a apresentação das candidatas ao posto de Rainha e princesas da maior festa agropecuária do Cone Sul do Estado.

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Com os preparativos já em andamento, a festa acontecerá entre os dias 06 a 10 de julho. Para o presidente da Aviagro, Darci Cerutti, este grande evento é uma maneira de fomentar a economia do município e trazer momentos de entretenimento para os moradores de Vilhena e região.

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O presidente ressaltou alguns detalhes e enfatizou que o Baile da Rainha que será totalmente beneficente, onde os lucros deverão ser destinados a entidades carentes do município. Este será o primeiro evento que dará início a 31ª Festa Agropecuária da cidade, o baile será no dia 11 de junho, e conta com a parceria da maçonaria.

Darci ainda destacou que o evento contará com diversas atividades voltadas aos agropecuaristas, entre elas, leilões, palestras pró-genéticas, julgamento de gados, etc.

A cavalgada está marcada para o dia 02 de julho, onde toda a comunidade está convidada a participar.

A cartela será comercializada por R$ 95,00 que dá direito a entrada em todas as noites além, podendo prestigiar os shows e concorrer aos quatro veículos que serão sorteados através do bingo.

A festa contará com apresentações de grandes artistas, entre eles, João Bosco e Vinícius que fará a abertura do evento, neste dia também haverá a grande queima de fogos e a competição de rodeio.

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Presidente da AVIAGRO com as 11 candidatas ao posto de Rainha da 31ª Expovil

No dia 07, a festa fica por conta da Dupla Marcos e Belutti e no dia 08 a galera poderá curtir a dupla Marcos Paulo & Marcelo, em tributo a Milionário e José Rico, nesta noite também iniciará o rodeio profissional com a presença de diversos peões de Rondônia e outros estados, além dos locutores Rodrigo Mota e Dudu Ramires e o comentarista Eugênio José, as boiadas serão de Rondônia e Mato Grosso. Para o sábado, 09 de julho, Bruno e Barreto animarão a noite da galera de Vilhena e demais cidades vizinhas, já na última noite, haverá o tradicional encerramento que contará com a apresentação da dupla universitária Wesley & Maurício.

Texto e Fotos: Redação

 

Governo de Rondônia lança concurso de qualidade do café

O concurso vai premiar agricultores, produtores de café, que apresentarem as melhores amostras de grãos, produzidos de acordo com as boas práticas de produção, e que adotem em suas lavouras processos produtivos compatíveis com a sustentabilidade. Os ganhadores receberão certificado de qualidade da produção e premiação em dinheiro para os 3 primeiros colocados. Neste dia 12 de maio, a Secretária de Estado da Agricultura, a Emater-RO, Embrapa, Idaron e com a parceria da câmara setorial do café, Sebrae e do Programa Café Sustentável do Brasil, fazem o lançamento oficial do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café Canephora (Conillon e Robusta) principal espécie de café cultivada no Estado. A solenidade de lançamento será no Juninho Soft Café, na avenida Farquar, número 1623, bairro Panair, na ocasião os técnicos irão apresentar o regulamento e os objetivos do concurso que pretende incentivar a melhoria da qualidade e dar visibilidade ao Café de Rondônia que poderá vir a ser uma marca de garantia de qualidade com certificação de origem geográfica. A retomada da lavoura cafeeira no estado vem carregada de novas tecnologias como a técnica da clonagem, irrigação localizada e a recuperação de solos através da calagem e adubação, com o consequente aumento da produtividade e qualidade do café. Para se alcançar a qualidade ideal dos grãos de café e também da bebida é fundamental que o produtor execute corretamente os tratos culturais e observe o ponto ideal de colheita e praticas pós colheita como secagem e armazenamento adequado. O resultado desses cuidados é um café com todas as características desejáveis entre elas aroma, dureza, acidez e doçura. As inscrições para o concurso já estão abertas e poderão ser feitas em todos os escritórios da Emater-RO, o agricultor terá apenas que apresentar copias dos documentos pessoais, identidade e CPF, e o CAR (cadastro Ambiental Rural). Acesse aqui o regulamento do Concurso de Café de Rondônia

 

O concurso vai premiar agricultores, produtores de café, que apresentarem as melhores amostras de grãos, produzidos de acordo com as boas práticas de produção, e que adotem em suas lavouras  processos produtivos compatíveis com a sustentabilidade. Os ganhadores receberão certificado de qualidade da produção e premiação em dinheiro para os 3 primeiros colocados.

Neste dia 12 de maio, a Secretária de Estado da Agricultura, a Emater-RO,  Embrapa, Idaron e com a parceria da câmara setorial do café, Sebrae e do Programa Café Sustentável do Brasil, fazem o lançamento oficial do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café Canephora (Conillon e Robusta) principal espécie de café cultivada no Estado.

A solenidade de lançamento será no Juninho Soft Café, na avenida Farquar, número 1623, bairro Panair, na ocasião os técnicos irão apresentar o regulamento e os objetivos do concurso que pretende  incentivar  a melhoria da qualidade e dar visibilidade ao  Café de Rondônia que poderá vir a ser uma marca de garantia de qualidade com certificação de origem geográfica.

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A retomada da lavoura cafeeira no estado vem carregada de novas tecnologias como a técnica da clonagem, irrigação localizada e a recuperação de solos através da calagem e adubação, com o consequente aumento da produtividade e qualidade do café.

Para se alcançar a qualidade ideal dos grãos de café e também da bebida é fundamental que o produtor execute corretamente os tratos culturais e observe o ponto ideal de colheita e praticas pós colheita como secagem e armazenamento adequado. O resultado desses cuidados é um café com todas as características desejáveis entre elas aroma, dureza, acidez e doçura.

As inscrições para o concurso já estão abertas e poderão ser feitas em todos os escritórios da Emater-RO, o agricultor terá apenas que apresentar copias dos documentos pessoais, identidade e CPF, e o CAR  (cadastro Ambiental Rural).

Acesse aqui o regulamento do Concurso de Café de Rondônia.
Fonte: Emater RO

Incra inclui todos os assentamentos de Rondônia no CAR

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A superintendência do Incra em Rondônia incluiu todos os projetos de assentamento (PA’s) não emancipados do estado no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Foram inscritos 145 PA’s dentro do prazo previsto inicialmente pelo governo federal.

Por meio do sistema eletrônico do CAR os assentamentos do Incra/RO têm identificadas as áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal e Áreas de Uso Restrito. O cadastro permite o conhecimento efetivo do passivo ambiental (o que deve ser recuperado) e o ativo florestal, possibilitando definir ações de monitoramento e regularização ambiental dessas áreas.

“A regularidade ambiental dos lotes proporciona não só a legalidade, mas o acesso a várias políticas públicas como créditos para o incremento da produção”, explicou o coordenador da ação no Incra/RO, Neilton Pereira. Além disso, a possibilidade de realizar planos de manejo florestal abrirá novas perspectivas produtivas nos assentamentos.

As ações do Incra/RO contaram com a parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam-RO) através de um Termo de Cooperação Técnica para intensificar a inscrição dos lotes dos PA’s do estado no CAR, que incluiu a cessão de veículos para o acesso aos lotes.

Uma equipe de servidores do Incra realizou a entrega neste mês de cerca de 1.700 CAR emitidos aos assentados da região de Theobroma. Aqueles que necessitarem do CAR de seu projeto de assentamento deverão procurar a unidade avançada do Incra a que esteja vinculado.

Ascom – Incra/RO

Pecuaristas de RO relatam prejuízo de R$ 725 mi com preço da arroba do boi

Evento reuniu cerca de 100 pessoas, em Ji-Paraná (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)
Evento reuniu cerca de 100 pessoas, em Ji-Paraná (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)
Evento reuniu cerca de 100 pessoas, em Ji-Paraná (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)

Segundo categoria, valor pago pela arroba é um dos mais baixos do país. Grito da Pecuária em Ji-Paraná discutiu situação dos criadores do estado

Cerca de 100 pecuaristas de todo o estado de Rondônia participaram, na noite de terça-feira (10), do Grito da Pecuária. O evento foi realizado no Parque de Exposição Hermínio Victorelli em Ji-Paraná (RO), cidade localizada a proximadamente 370 quilômetros de Porto Velho. A pauta debatida foi o preço da arroba bovina no estado. Segundo a categoria, o valor praticado em Rondônia, de R$ 128, é inferior aos de outros estados do país e isto causou um prejuízo de mais de R$ 700 mihões nos últimos dez meses.

Atualmente, o estado conta com 120 mil propriedades rurais, sendo o sétimo maior rebanho de bovinos e bubalinos do Brasil, com cerca de 13 milhões de cabeças. O preço médio da arroba no estado é de R$ 128, contra R$ 135 no estado do Mato grosso e de R$ 153 em São Paulo.

O encontro teve a participação de mais de 100 pecuaristas no Parque de Exposição. Segundo dados levantados pelos organizadores, o baixo valor da arroba em Rondônia fez com que os criadores do estado deixassem de lucrar cerca de R$ 725 milhões nos últimos dez meses.

“Conseguimos ao menos ter a manutenção do preço da arroba do boi, já que quando iniciamos o movimento o preço estava em queda livre. Saímos de uma arroba de R$ 138 e caímos para R$ 120. Hoje conseguimos brecar essa queda e manter a R$ 128, se não fosse o movimento estaríamos trabalhando com uma média de R$ 115 a arroba no estado”, comentou Sergio Souza ferreira, diretor executivo da Associação Rural de Rondônia (ARR).

Questões ambientais, regulamentação fundiária e conflito agrário também foram discutidos durante a reunião, os pecuaristas cobram mais clareza nas normas ambientais. “O governo deve deixar as regras muito claras para o produtor, para que ele fique regular ambientalmente e não fique nessa insegurança jurídica que pode levar as invasões de terra”, afirma o produtor rural Edson Afonso Rodrigues.

Hélio Dias presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), comentou sobre a necessidade dos criadores se organizarem. Ele também disse procurar um meio junto aos frigoríficos para que o preço da arroba volte a ser equiparado com outros centros, para isso uma das medidas seria a implantação da balança do criador junto aos frigoríficos. Essa balança seria gerida pelos criadores, que também.

Fonte: G1/RO

Preço da arroba em debate no Grito da Pecuária

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Rondônia conta atualmente 120 mil propriedades rurais, é o sétimo maior rebanho do país com 13,1 milhões de bovinos e bubalinos

As razões que levaram à redução do preço da arroba do boi, em Rondônia que afetou o setor produtivo e, consequentemente, os impactos nas receitas estaduais de mais R$ 1 bilhão serão debatidas entre pecuaristas, representantes do poder executivo e legislativo e proprietários de frigoríficos do Estado, nesta terça-feira no Grito da Pecuária no Parque de Exposições Hermínio Victorelli. Na ocasião haverá uma prestação de contas das ações realizadas e resultados alcançados, a agenda positiva do movimento e assuntos de interesse da categoria.

O evento que já cumpriu agenda nas principais cidades do eixo da BR, levando como pauta o retorno da política de preços adotada até o ano passado, quando a diferença da arroba vendida em Rondônia e em São Paulo era de até 10%. Pecuaristas alertam que a manutenção do preço de carne em Rondônia no atual patamar causara um prejuízo de aproximadamente R$ 1 bilhão neste ano, gerando sérios danos ao setor do agronegócio, que segundo eles representa 50% do Produto Intero Bruto do Estado.

Para o diretor da Associação Rural de Rondônia (ARR), Sergio Ferreira é preciso consenso e entendimento entre as classes sobre os valores praticados no Estado. “É o momento é de união, de somarmos forças para enfrentarmos o desafio de valorizar a nossa carne, que tem alta qualidade, é livre da aftosa, mas tem um preço abaixo de outros mercados, gerando um prejuízo astronômico a nossa economia”, comentou.

Sergio destacou ainda, que o movimento não é temporário, e serão elencados outros obstáculos que o setor do agronegócio vem sofrendo; “como por exemplo regularização fundiária,ambiental e invasões de propriedades, de certa forma avançamos e conseguimos evitar baixa do valor da arroba mais acentuada”, detalhou.

O Estado que muito investiu em campanhas de vacinação, melhoria da genética, pastagem e nutrição animal, sofreu um retrocesso o valor do preço a arroba, o que não é reconhecido por proprietários de frigoríficos e alguns segmentos e órgãos federais. A proposta é que haja uma valorização, para que os prejuízos não sejam ainda maiores, pois até pouco tempo havia em torno de 19 plantas frigoríficas fazendo abate e atualmente restam apenas 11. Só nesse inicio de ano o prejuízo estimado foi de mais de R$ 600 milhões na economia do Estado

Diante da crise, que se adivinha o governador Confúcio Moura chegou a citar durante algumas reuniões do Grito da Pecuária há existência de Cartel, tanto que a Assembléia Legislativa instaurou a CPI do Boi. Segundo ele, causou estranheza o fato de que, em junho de 2015, todos os frigoríficos passaram a pagar preços alinhados, bem abaixo do praticado até então. Ele ainda defendeu o restabelecimento dos valores, ainda que com diferença de até 10% em relação ao pago pela carne bovina de São Paulo, como sempre ocorreu.

Fonte: Nilson Neves

Novas tecnologias e manejo de doenças e pragas da banana incentivam produtores a retomar plantio na região Amazônica

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A banana é a fruta mais produzida em Rondônia e a segunda mais consumida no estado, e exerce grande importância na economia local. “A banana é fácil da gente trabalhar, se adubar e cuidar direitinho ela dá um boi por mês. Tem seis anos que eu planto a banana e melhorou muito a renda, a gente tira 26 mil por ano”, conta o produtor familiar Francisco Ferreira, do assentamento Joana D’Arc, em Porto Velho (RO). No entanto, problemas com doenças e pragas fizeram com que muitos produtores abandonassem este cultivo. “A sigatoka negra pegou todo o bananal e eu perdi tudo. Eu desisti. Mas se tiver como combater a doença vai ser muito bom pra nós, porque a banana dá uma boa renda pra gente”, comenta o produtor Pedro de Paula.

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O senhor Pedro e outros tantos produtores que tiveram problemas com sigatoka negra, mal-do-Panamá e pragas, como a broca gigante, podem repensar o cultivo de banana em Rondônia e região. Novas tecnologias e manejo destas pragas e doenças dão novo ânimo aos produtores. Após três anos de pesquisa, a Embrapa Rondônia conseguiu excelentes resultados, que já estão disponíveis aos produtores.

pesquisador Jose Nilton apresenta as novidades aos produtores_foto_Renata_Silva_

Dos 27 genótipos de banana testados em comparação com variedades tradicionais, três já podem ser recomendados aos produtores. Eles se destacam pela alta produtividade e pela resistência à sigatoka negra e ao mal-do-Panamá, duas das principais doenças que acometem a cultura, inviabilizando a produção em muitas áreas. São elas: a FHIA 18 (do grupo prata); a Thap Maeo (do grupo maçã); e a FHIA 17 (grupo próximo à nanica, ou nanicão).

Produtores tomam nota das tecnologias apresentadas_Foto_Renata_Silva

Resultados satisfatórios também já foram conquistados no manejo de doenças para variedades mais tradicionais, de maior aceitação por parte dos consumidores, como é o caso da maçã e da banana de fritar (banana-da-terra). Trata-se da utilização de fungicidas com aplicação mínima se comparada ao método tradicional. O pesquisador da Embrapa Rondônia, José Nilton da Costa, explica que para a sigatoka negra, por exemplo, se utiliza mais de 50 aplicações por ano, nesse novo método se faz seis por ano e não precisa utilizar equipamentos sofisticados, pois a aplicação é de forma localizada e em quantidades pequenas.

Essa prática já vem sendo utilizada por produtores que tiveram acesso ao método, que foi lançado pela Embrapa Amazônia Ocidental, mas tem mais novidades positivas “Nós, em cima desta metodologia, fizemos algumas adaptações, inclusive com outro equipamento de aplicação, de menor custo e mais prático, com excelentes resultados”, comemora José Nilton. O pesquisador da Embrapa Rondônia, Cléberson Fernandes, complementa: “O controle da sigatoka neste novo método reduz custos, aumenta a segurança para o produtor na pequena aplicação do produto, agride menos o meio ambiente e traz bons resultados para a produção de banana”.  É importante destacar que esse controle deve ser feito em bananais em implantação, não adianta pegar plantas já com sintomas, é preciso começar o manejo indicado no momento de instalação do bananal.

Ainda no manejo de doenças, a recomendação do pesquisador, especialmente para plantios das variedades de banana maçã – susceptível à sigatoka e ao mal do panamá –, o princípio do manejo é que o produtor utilize a muda micropropagada, ou seja, feita em laboratório, porque ela vem isenta da doença. Ela deve ser plantada em uma área onde não se cultivou banana, porque se cultivou banana e teve o mal do panamá, mesmo que coloque muda sadia, a doença vai atacar. Segundo José Nilton, o produtor tem fácil acesso às mudas micropropagadas em biofábricas.

Já no controle de pragas, especificamente a Broca gigante, praga importante na região, um método de controle inédito foi desenvolvido pela Embrapa Rondônia, com a aplicação de inseticidas biológicos e naturais (a base de Nim, inseticida natural que contribui no controle de insetos-praga e doenças em plantas) e químicos. “Fizemos testes e com excelentes resultados, tanto dos inseticidas, como do método de aplicação que foi desenvolvido por nós”, conta José Nilton.

Embrapa repassa tecnologias aos produtores em Dia de Campo de Banana

Todas estas novidades, tecnologias e novos manejos, foram repassados aos cerca de 150 produtores, técnicos e estudantes durante o Dia de Campo de Banana, realizado em 6 de maio, na área do Projeto Piloto do Reassentamento Rural Vida Nova da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, localizado a 5 km de Nova Mutum Paraná – distrito de Porto Velho. Os participantes saíram do evento com novo ânimo para o plantio da fruta.  “O dia de campo é uma das melhores alternativas pra gente ter conhecimento, a gente conversa direto com quem faz a tecnologia. E a gente vai levar o que aprendeu para as mais de 140 famílias que moram lá nas agrovilas do assentamento que a gente mora”, comenta o produtor Juarez Silva, do assentamento Joana D’Arc.

Dos produtores que comparecem ao evento, alguns estavam satisfeitos com o plantio e queriam melhorar, mas a maioria tiveram os bananais muito prejudicados por pragas e doenças e desistiram do plantio, ou tinham interesse em conhecer melhor o cultivo para iniciar na atividade. Com as informações repassadas e a adoção das tecnologias e novos métodos recomendados, todos viram nova oportunidade de melhorar, iniciar ou recomeçar o plantio de banana para atender a grande demanda do mercado e melhorar a renda familiar. “Eu trabalho com hortaliças, mas quero plantar banana, porque a comercialização melhor e menor mão de obra que as hortaliças. A expectativa é melhorar a renda da família. O dia de campo foi muito esclarecedor e o experimento da Embrapa está muito bonito, estimula a gente a querer plantar”, afirma o produtor Admilson Menezes.

Mas, para melhorar ainda mais a renda dos produtores e promover mais giro de dinheiro advindo da banana na economia local, é preciso que os produtores estejam atentos às demandas dos consumidores. Para se ter ideia, em Rondônia são cultivados cerca de 7,6 mil hectares (ha) de banana, com uma produção de quase 79 mil toneladas da fruta e produtividade média de 10,2 kg/ha. São dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – IBGE, na safra 2014/2015, que também aponta que os principais municípios produtores desta fruta no estado são Porto Velho, Buritis, Cacoal e Jaru que, juntos, responderam por 53,3% da quantidade produzida e por 51% da área colhida na precitada safra. As principais variedades plantadas em Rondônia são: banana-da-terra (banana de fritar), maçã, prata e nanica. Mesmo com a grande produção, ainda são compradas bananas do Acre, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás, somando 4,8 mil toneladas adquiridas em 2015.

Apesar da grande produção de banana, Rondônia ainda compra a fruta de outros estados para abastecer, principalmente, os grandes supermercados e atacadistas. “Eu tenho 2 mil pés de banana plantados e nosso problema é o comércio, porque hoje a gente não consegue vender a produção para o mercado, só nas feiras livres. O mercado exige uma estrutura e qualidade que a gente ainda não consegue atender, mas que a gente tem que se juntar para conseguir isso. A venda da banana hoje significa muito na renda lá de casa, uns 2 mil reais por mês, essa média para mim e meus vizinhos, se conseguíssemos atender o mercado seria muito mais”, diz o produtor Juarez Silva.

Um dos grandes desafios para a comercialização da fruta, segundo o analista em socioeconômica da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, é exatamente o que disse o senhor Juarez: que a produção de banana do estado atenda também estes mercados. Segundo o analista, os donos de grandes supermercados e atacadistas justificam a não aquisição local de banana devido à questão de qualidade e regularidade de fornecimento. Segundo eles, os produtores locais não atendem esses critérios, sendo necessário comprar de outros estados produtos que agradem seus consumidores. “É uma oportunidade que os produtores de Rondônia estão perdendo. É preciso investir em mais qualidade, tanto na produção, como no processo de armazenagem e distribuição deste produto”, afirma Calixto.

O Dia de Campo de Banana, realizado pela Embrapa Rondônia e Energia Sustentável do Brasil (ESBR – concessionária da UHE Jirau) e com a parceria da Associação local, Emater-RO, Semagric e Seagri, faz parte do Projeto Piloto de Áreas de Terra Firme da UHE Jirau e de seu Entorno. A importância deste projeto vai além do atendimento da comunidade local, pois a região de Porto Velho tem potencial para a produção de frutas como a banana e outras que tem mercado aberto em Rondônia e Acre, podendo beneficiar produtores, comerciantes e o consumidor, que terá acesso a um produto com qualidade e produzido localmente.

De acordo com Veríssimo Neto, gerente de meio ambiente e socioeconomia da ESBR, a parceria com a Embrapa foi feita há cinco anos e há dois já estão sendo repassando os resultados para a sociedade. “Já estamos colhendo os resultados do investimento feito em desenvolvimento de tecnologias e repassando isso aos reassentados e remanescentes da área do reservatório. O acesso a essas tecnologias e a novos métodos para o cultivo da banana vai fazer com que produzam mais, melhor e tenham um aumento na renda familiar e na qualidade de vida. Além disso, não atende só o público-alvo do projeto, pois são tecnologias que servem para todo o estado de Rondônia e toda a Amazônia”, conclui o gerente.

Durante o Dia de Campo de Banana, os participantes tiveram contato direto com os pesquisadores que estão desenvolvendo atividades com a cultura e tiveram acesso às novidades para a produção de banana, incluindo todo o sistema de produção, com destaque para as cultivares, práticas de manejo da cultura e o controle de pragas e doenças. As pesquisas que vêm sendo realizadas pela Embrapa Rondônia nesta área buscam desenvolver produtos com boa aceitação e potencial de desenvolvimento na região, oferecendo aos produtores cultivares e informações estratégicas para que possam melhorar a produção e, consequentemente, a renda.

 Fonte: Embrapa RO

Rondônia Rural Show contribui com a geração de emprego e renda para o estado

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Em 5ª Edição, a Rondônia Rural Show já se consolidou como uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, a maior da região Norte e a nona do País. Durante o pré-lançamento realizado em Porto Velho, agricultores, pecuaristas , empresários, políticos e pessoas ligadas à área rural falaram sobre a importância da feira para o estado.

O prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, destacou a geração de emprego e renda que a feira traz para o estado. “O movimento é forte, principalmente nos hotéis e restaurantes da cidade. Conseguir uma vaga hoje é praticamente impossível, já que o movimento triplicou nos últimos dias. A Rondônia Rural Show é a época em que os empresários da cidade mais faturam. Quem vem para visitar a feira vai consumir no município, para o comércio é um Natal antecipado”, comemorou Jesualdo.Para o vice-governador, Daniel Pereira, a feira se consolida também internacionalmente com a participação de mais 10 países. “A confirmação desses países fortalece o evento e torna Rondônia como a capital brasileira do agronegócio, já que os olhos da maioria do setor produtivo estarão voltados para o nosso estado. Aqui deverão ser firmados diversos acordos entre os países participantes. Além disso, a feira serve para mostrar a potencialidade de Rondônia para o mundo”, disse o vice-governador.

Para o superintendente do Banco da Amazônia em Rondônia, Edmar Bernaldino, a 5ª Rondônia Rural Show é a oportunidade que os agricultores têm de conhecer e adquirirem as novas tecnologias disponíveis no mercado. “O evento é a oportunidade que o homem do campo tem de conhecer de perto as novas tecnologias. O Banco da Amazônia dará atenção especial à agricultura familiar. Vamos estar com linhas especiais de crédito nas áreas da agricultura, como para a produção de grãos, pecuária, na produção de carne, leite entre outros”, destacou Bernaldino.

A 5ª Rondônia Rural Show acontece de 25 a 28 de maio em Ji-Paraná, a entrada é gratuita.

Confira todas as notícias sobre a Rondônia Rural Show

Fonte: SECOM

Prazo do CAR é prorrogado para imóveis rurais de até 4 MF‏

Pequenos poderão fazer CAR até maio de 2017

CAR

Medida Provisória editada pela presidência prorroga inscrição no CAR, com direito aos benefícios, por mais um ano para imóveis com até quatro módulos fiscais

Uma medida provisória assinada pela presidente da República, Dilma Rousseff, prorrogou para o dia 05 de maio de 2017 o prazo para que os imóveis com até quatro módulos fiscais façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com direito aos benefícios trazidos pelo Código Florestal, Lei N° 12.651/2012. A MP N° 724 foi publicada do Diário Oficial de hoje, 05/05.

A prorrogação dos benefícios associados ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) vale apenas para as propriedades ou posses rurais com menos de quatro módulos fiscais, unidade de medida que varia de acordo com o município do país, indo de 5 a 110 hectares.

Segundo o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela gestão do CAR, Raimundo Deusdará, a medida foi uma maneira de ampliar a inclusão dos agricultores familiares, tendo em vista que estes, conforme o Código Florestal, tem direito a apoio do Poder Público. “Uma característica do novo Código é tratar os diferentes de maneira diferente. Com a prorrogação do prazo, teremos mais um ano para prestar apoio aos pequenos, conforme previsto na Lei”, afirmou.

Deusdará explica que o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) continuará disponível para todos os proprietários ou possuidores, contudo, os cadastros de imóveis com mais de quatro módulos fiscais que forem feitos após o dia 05/05/2016 não terão acesso aos benefícios vinculados ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Sobre os números do CAR, o diretor conta que a expectativa é que mais de três milhões de imóveis rurais façam o cadastro e que a área cadastrada alcance 330 milhões de hectares até o final do dia de hoje (05/05). Área que corresponde a quase dez vezes o tamanho da Alemanha.

“É importante ressaltar que, mesmo encerrado o prazo para ter direito aos benefícios associados ao PRA, os proprietários de imóveis com mais de 4 módulos fiscais devem fazer o cadastro. A inscrição no CAR será exigida pelas instituições financeiras para concessão de crédito agrícola e também dá ao produtor acesso aos mercados que já vem exigindo o cadastro com comprovação da regularidade ambiental”, explica.

Deusdará informa também que a partir das 0h do dia 06/05 o SiCAR passará por manutenção e o cadastramento estará temporariamente indisponível.

Confira aqui a tabela​ com o módulo fiscal por município.

Assessoria

Governo anuncia R$ 202,88 bilhões para Plano Safra 2016/2017

Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Apesar do recorde no valor destinado ao financiamento empresarial, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Volume destinado para financiamentos é 8% maior que o da safra anterior; juros foram reajustados para o período

Com um montante recorde para financiamentos da safra 2016/2017, o governo federal anuncia R$ 202,88 bilhões noPlano Agrícola e Pecuário do período. Esse valor é 8% maior que o destinado à safra atual (2015/2016), quando somou R$ 187,7 bilhões. O plano foi anunciado nesta quarta-feira (4/5), no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff e pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Esse é o maior valor destinado ao custeio de práticas agrícolas empresariais no Brasil. Mas, apesar do recorde, houve o já esperado reajuste das taxas de juros de financiamento, que passaram de 7,5% a 9,5% para 8,5% a 12,75% ao ano, que variam de acordo com a renda do agricultor.

“O plano safra, com R$ 202,88 bilhões, é um valor recorde. Quando assumi o Ministério da Agricultura, disse que o Mapa [ministério] teria os olhos voltados para os produtores rurais. Se eles tiverem sucesso na sua atividade, ganha a sociedade brasileira e o nosso Brasil. Sei que as turbulências pelas quais passamos hoje tornam ainda maior o desafio de quebrar recordes”, disse a ministra.

Entre os destaques do anúncio está o crescimento de 20% dos recursos para custeio e comercialização a juros controlados. A modalidade contará com R$ 115,8 bilhões. Houve também incremento nos recursos para agricultores de médio porte. Para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) houve crescimento de 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%.

Novidades

Segundo o Ministério da Agricultura, o plano traz mudanças em áreas específicas. Na pecuária de corte, a aquisição de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa para a modalidade de custeio. A mudança proporciona mais recursos e agilidade na contratação do crédito ao pecuarista.

Para a irrigação, o Programa de Modernização à Irrigação (Moderinfra) incentiva a compra de painéis solares e caldeiras para geração de energia autônoma em cultivos irrigados.

Já para o setor cafeeiro, o Plano Safra aumentou o limite para financiamento de estruturas de secagem e beneficiamento no Moderfrota. No Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o governo federal quer estimular o plantio de açaí, dendê e cacau na Amazônia.

Outra novidade é que o Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados. Nos planos anteriores, não havia essa opção. Os juros eram livres e, consequentemente, menos atrativos ao setor produtivo. Além disso, os certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por empresas que desejam atrair investidores, poderão ser corrigidos em moeda estrangeira desde que lastreados na mesma condição.

O Plano Safra 2016/2017 entra em vigor no dia primeiro de julho deste ano e se estende até 30 de junho de 2017.

Fonte: Revista Globo Rural