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14 junho 2026
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Condenado por esconder cocaína em massa corrida em RO

A justiça condenou um homem, na quarta-feira (10), por tráfico interestadual de drogas, por tentar transportar 62,4 kg de cocaína escondidas em baldes de massa corrida em Ariquemes (RO).

A apreensão do cloridrato de cocaína foi feita pela Polícia Federal no dia 29 de agosto de 2024, e uma empresa de transporte de cargas que fica localizada na rodovia RO-257, os entorpecentes estavam escondidos em 30 baldes de massa corrida.

Segundo a sentença, a ação criminosa usava a estrutura de empresas de logística para o transporte do entorpecente. Os envolvidos adquiriram e despacharam 30 baldes de massa corrida em Ariquemes (RO) com destino final à cidade de Fortaleza (CE). A dinâmica era feita por divisão de tarefas, uso de transportadoras, notas fiscais e dados de terceiros para dissimular o envio.

Conforme a justiça, o réu já respondia ao processo privado de liberdade, e após a condenação, o juízo manteve a prisão preventiva para a garantia da ordem pública, e negou o direito de recorrer em liberdade.

Um segundo envolvido no caso não foi encontrado para ser notificado pessoalmente. Por isso, a Justiça fez a citação por edital, que é um aviso público convocando a pessoa para responder ao processo. Como ela não compareceu nem contratou um advogado, o andamento do processo e a contagem do prazo para prescrição ficaram suspensos. Além disso, a ordem de prisão preventiva contra ela continua válida e poderá ser cumprida caso seja localizada.

A defesa pediu a absolvição do acusado alegando que ele não sabia da existência da droga. Segundo a versão apresentada, ele apenas teria emprestado seus dados pessoais para a compra de material de construção a pedido de outra pessoa.

No entanto, o argumento foi rejeitado pela Justiça. Ao analisar as provas, o juiz concluiu que a negociação não fazia sentido do ponto de vista comercial, já que o custo do transporte de massa corrida de Rondônia para o Nordeste tornaria a venda inviável. Para a Justiça, isso indicava que o produto era usado para esconder a droga.

Além disso, as investigações mostraram que o acusado já havia retirado cargas semelhantes anteriormente em Fortaleza e que recipientes iguais aos utilizados no crime foram encontrados na casa dele.

A pena definitiva foi fixada em 5 anos, 7 meses e 6 dias prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 560 dias-multa.

G1

Sintero leva à Assembleia pedido por perícia em Cacoal

Mídia Rondônia – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), em ação conjunta com as diretorias regionais Café, Apidiá e Zona da Mata, formalizou um pedido de intercessão à Assembleia Legislativa de Rondônia para a implantação de um Centro de Perícia Médica Oficial no município de Cacoal.

A reivindicação busca atender uma demanda histórica dos servidores públicos que residem em municípios da região central e do Cone Sul do estado. Atualmente, os atendimentos periciais estão concentrados em Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, situação que obriga trabalhadores de pelo menos 14 municípios a percorrerem longas distâncias para realizar avaliações médicas exigidas pelo serviço público.

No ofício encaminhado aos parlamentares, o sindicato destaca que muitos servidores precisam viajar mais de 400 quilômetros para cumprir os procedimentos periciais, enfrentando desgaste físico, emocional e financeiro em momentos que, muitas vezes, já são delicados devido a problemas de saúde.

Segundo o documento, a centralização dos serviços representa um obstáculo ao acesso dos trabalhadores aos seus direitos e contraria princípios fundamentais como a dignidade da pessoa humana e a razoabilidade administrativa.

Para o Sintero, a instalação de um Centro de Perícia Médica Oficial em Cacoal representaria uma medida de justiça social, além de trazer maior eficiência para a administração pública. A entidade argumenta que a descentralização do atendimento reduziria custos tanto para os servidores quanto para o próprio Estado, além de agilizar os processos relacionados a licenças médicas e demais procedimentos periciais.

Por sua localização estratégica, Cacoal é considerada um polo regional capaz de atender servidores de diversas cidades do entorno, beneficiando trabalhadores da educação e de outras categorias do serviço público estadual.

Agora, o sindicato aguarda que a Assembleia Legislativa se sensibilize com a demanda e atue junto ao Poder Executivo.

Mega-Sena sorteia R$ 8 milhões nesta quinta-feira

As seis dezenas do concurso 3.017 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 8 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Copa do Mundo da exclusão começa nesta quinta-feira

Imagine um governo que desmonta a democracia, invade países soberanos, ameaça aliados e inimigos, rompe acordos internacionais, mata lideranças estrangeiras, estrangula minorias, corta verbais sociais, sequestra presidentes, faz pessoas em seu país desaparecerem, aplaude e financia uma limpeza étnica, humilha os mais vulneráveis.

É ali que, hoje, o maior evento do planeta ocorrerá, a Copa do Mundo de 2026. Supostamente para celebrar a humanidade, o Mundial se transformou num espelho de um governo que tem na exclusão seu princípio norteador.

A Copa que terá 80% de seus jogos nos EUA revela a hipocrisia da Fifa, da comunidade internacional e dos arautos dos direitos humanos. Há poucos anos, quando a Indonésia ensaiou concorrer para sediar a Copa, sua recusa em garantir que atletas de Israel entrariam no país fez com que a Fifa imediatamente desclassificasse a candidatura.

Agora, a recusa do governo norte-americano em dar vistos para um árbitro, suspender ingressos para iranianos ou promover uma vistoria vexatória de seleções de países africanos sequer recebeu um comunicado de condenação por parte da Fifa.

Na África do Sul em 2010 ou no Brasil em 2014, a entidade máxima do futebol praticamente suspendeu as leis domésticas para impor sua lei. Hoje, a Copa será sediada por um governo que ditou as regras do evento.

O Mundial ainda ocorre num país em guerra. Horas antes da bola rolar, uma chuva de mísseis foi disparado contra o Irã.

Os escândalos na Copa de 2026 não começaram neste ano. Há quase uma década, quando a Fifa votou por realizar o evento nos EUA, México e Canadá, os cartolas foram confrontados com um decisão importante: expandir ou não o Mundial para 48 seleções?

Naquela conferência, os dirigentes encontraram em seus quartos de hotel um dossiê. Nele, dois elementos foram apresentados pelo corpo técnico da Fifa.

O primeiro deles afirmava com todas as letras: a expansão da Copa iria reduzir a qualidade do torneio.

Mas havia um segundo elemento a ser considerado: a ampliação inédita permitiria a Fifa ampliar seus lucros em US$ 1 bilhão.

Entre o dinheiro e o bem do futebol, os dirigentes optaram pelo óbvio: grana.

Ao longo dos anos, com a venda inédita de direitos de transmissão e contratos de publicidade, a Fifa fez do Mundial de 2026 em uma máquina sem precedentes de fazer dinheiro: US$ 13 bilhões.

A cobiça transformou o evento que, de fato, vinha se transformando em uma festa cada vez mais exclusiva nas últimas edições. Mas nada que se comparasse ao que 2026 mostraria ao mundo.

Com ingressos a preços sem precedentes, a Copa passou a ser um evento para a elite global. A maior festa do esporte mais popular do planeta simplesmente passou a ser inacessível para bilhões de pessoas.

Em uma queixa oficial enviada à Comissão Europeia no mês passado, o grupo de torcedores europeus, o Football Supporters Europe, alegou que o custo mínimo para um torcedor que queira assistir ao seu time desde a primeira partida até a final seria de US$ 6.900, apenas para os ingressos, cinco vezes mais caro do que no Catar.

Para a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey em 19 de julho, o ingresso mais caro custará US$ 10.990, quase sete vezes o preço do ingresso mais caro para a final de 2022 no Catar. Tentando se defender, a FIFA afirma que mais de mil ingressos para a final foram vendidos por US$ 60.

Economicamente e politicamente, o evento é marcado pela exclusão. A “anti-copa”, transformada numa arma política para um regime autoritário, será um espetáculo apenas no imaginário de torcedores pelo mundo, forçados a acompanhar a festa pelas televisões.

Gianni Infantino, o presidente da Fifa, entrará ainda para a história como aquele que optou pelo “pragmatismo” para salvar seu evento. Selou um acordo pelo qual Donald Trump seria bajulado. Em nome de bilhões de dólares, ele abriu mão das próprias regras da Fifa e de qualquer ética. Vendeu o futebol e sua alma.

Na quarta-feira, na coletiva de imprensa que tradicionalmente precede um Mundial, uma de suas frases ecoará nos livros de história quando as gerações futuras discutirem como tal evento optou por fechar os olhos diante da cavalgada de supremacistas brancos.

“Talvez às vezes seja melhor simplesmente relaxar”, disse Infantino.

Mas o torcedor não renunciará ao futebol, apenas de expulso da arquibancada. O futebol sempre reserva uma surpresa aos anfitriões. Subversivo, o esporte em geral não perdoa. Pergunte a Jessy Owens e o enfado de Hitler.

Já a história olhará para 2026 e perguntará: como aquela geração optou por ignorar os crimes e simplesmente festejar o gol?

Nos EUA de Trump, a Fifa optou por escrever mais um capítulo vergonhoso de sua história. Numa trajetória repleta de absurdos.  ( Jamil Chade)

Friagem derruba temperaturas em RO nesta quinta-feira 

Mídia Rondônia – A quinta-feira (11) será marcada pelo período de maior influência da massa de ar frio que avança sobre Rondônia. De acordo com as previsões meteorológicas, a friagem deverá estar mais consolidada em todas as regiões do estado, provocando queda nas temperaturas e mudanças significativas nas condições do tempo.

O avanço da massa de ar polar favorece um clima mais ameno em comparação aos últimos dias, especialmente durante a manhã e à noite. Em algumas localidades, os termômetros devem registrar temperaturas abaixo da média observada nas últimas semanas, proporcionando sensação térmica mais agradável para a população.

Apesar da mudança no cenário meteorológico, os especialistas destacam que o episódio deve apresentar intensidade moderada. Até o momento, não há indicativos de uma friagem extrema ou de recordes de frio em Rondônia, embora a redução das temperaturas seja perceptível em todas as regiões do estado.

Além do clima mais frio, o céu deverá permanecer com variação de nebulosidade, podendo ocorrer chuvas isoladas em algumas áreas. A umidade relativa do ar segue elevada, característica comum durante a atuação desse tipo de sistema atmosférico na região Norte.

A recomendação é que a população, principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, fique atenta às mudanças bruscas de temperatura e adote cuidados para evitar problemas de saúde relacionados ao frio.

Autoridades de saúde investigam caso de ebola no Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga mais um caso suspeito de ebola na capital paulista. A paciente é uma brasileira de 31 anos, transferida de um hospital particular para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Outro caso que estava em monitoramento foi descartado. As informações são da Folha de S.Paulo.

Segundo o relato da paciente, ela viajou a trabalho para Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, uma das regiões afetadas pelo surto da doença. A mulher chegou ao Brasil em 6 de junho e passou a apresentar febre e diarreia três dias depois.

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo tem maior concentração em Ituri, província no nordeste do país, mas também registra casos em Kivu do Norte. Autoridades de saúde acompanham a paciente em isolamento, enquanto exames são realizados para confirmar ou descartar a infecção.

Trump manda atacar o Irã novamente

As forças dos Estados Unidos lançaram nesta quarta-feira (10) uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã, segundo anúncio do Comando Central dos Estados Unidos, o Centcom. A ofensiva começou às 17h15 no horário de Washington, 18h15 em Brasília, sob ordens do presidente Donald Trump.

O Centcom classificou os ataques como ações adicionais de “autodefesa” e afirmou que a operação foi uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. A nova ofensiva ocorre um dia depois de Washington atacar posições iranianas em reação à queda de um helicóptero Apache dos Estados Unidos no Estreito de Hormuz.

Explosões foram relatadas em áreas do sul e do nordeste do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars News, foram ouvidos estrondos em Sirik, Minab, Bandar Abbas, Qeshm e Gorgan, mas ainda não havia confirmação sobre os locais exatos atingidos, a origem das explosões ou possíveis vítimas.

 

Na terça-feira (9), o Centcom informou que havia atingido defesas aéreas, estações de controle em solo e radares de vigilância iranianos perto do Estreito de Hormuz. O comando militar dos Estados Unidos disse que a ação anterior havia sido uma resposta proporcional a ataques contra forças estadunidenses e navios comerciais que transitavam pela região.

O Irã também reagiu militarmente. De acordo com a mídia estatal local, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou drones contra a Quinta Frota dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e afirmou que “respostas mais severas” estavam a caminho. Bases estadunidenses na Jordânia também teriam sido alvo de ataques iranianos.

A escalada ocorre enquanto Trump insiste publicamente que um entendimento com Teerã estaria próximo. O presidente dos Estados Unidos vinha repetindo previsões de acordo desde o cessar-fogo anunciado em abril, mas não houve até agora conclusão formal das negociações.

A tensão envolve ainda Israel e Líbano. Israel afirma que suas operações miram estruturas militares do Hezbollah, enquanto bombardeios no sul libanês provocaram mortes, deslocamentos de civis e críticas internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal aliado de Israel e dizem tentar evitar uma guerra regional mais ampla.

Seduc avalia redução da nota de corte em concurso

A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) comunicou, nesta semana, que avalia a viabilidade jurídica de alterar o percentual mínimo de aprovação do atual concurso público, reduzindo a nota de corte de 60% para 50%.

A medida atende a uma solicitação do deputado estadual Delegado Lucas Torres (PL), que levou ao órgão o clamor de centenas de candidatos. O pleito refere-se aos editais 1/2026/SEGEP-GCP e 2/2026/SEGEP-GCP, destinados ao provimento de cargos de Professor Classe C e Técnico Educacional.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa busca responder às preocupações manifestadas por concurseiros quanto ao nível de dificuldade das provas e ao desempenho geral registrado na primeira etapa.

O deputado Delegado Lucas Torres reforçou ainda que a possível alteração não prejudicaria a meritocracia, uma vez que a mudança no critério de corte não alteraria a ordem de classificação dos candidatos, apenas expandiria o universo de participantes nas fases subsequentes.

Próximos Passos

Em resposta a questionamentos sobre o andamento do processo, a Seduc informou que o pedido já foi encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O órgão aguarda agora um parecer jurídico definitivo que ateste a legalidade de uma alteração nos critérios após a divulgação dos resultados preliminares.

Com a consulta enviada à PGE, o concurso entra em uma fase decisiva. A expectativa dos candidatos agora se volta para a decisão da Procuradoria, que deverá definir se a mudança é juridicamente viável ou se as regras estabelecidas inicialmente no edital deverão ser mantidas integralmente.

Jovem é preso com munições e maconha em Vilhena

Um jovem de 18 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (10), em Vilhena, por posse irregular de munições e entorpecente. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento tático realizado na Avenida Paraná, no bairro Aripuanã.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe realizava policiamento preventivo na região quando percebeu a atitude suspeita de um rapaz que caminhava pela via pública. Ao notar a aproximação da viatura, o jovem demonstrou nervosismo, abaixou a cabeça e acelerou os passos, comportamento que motivou a abordagem policial.

Durante a revista pessoal, os militares encontraram um cigarro artesanal de maconha parcialmente consumido no bolso do suspeito, identificado pelas iniciais J.C.S.J., de 18 anos.

Como o abordado não portava documentos de identificação, os policiais seguiram até sua residência, localizada na Rua 1810, no bairro Bela Vista, para confirmar seus dados pessoais.

No imóvel, durante as averiguações, a guarnição localizou sob um travesseiro cinco munições intactas de calibre .357, além de uma mini balança digital, um rolo de papel filme utilizado para embalar substâncias e outro cigarro de maconha.

Questionado pelos policiais, o jovem assumiu a propriedade dos materiais encontrados e relatou que teria obtido as munições por meio de uma troca realizada com um homem desconhecido.

Diante dos fatos, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena, juntamente com os materiais apreendidos, para as providências cabíveis.

O caso será investigado pelas autoridades para apurar a origem das munições e a possível ligação dos objetos apreendidos com a prática de outros delitos.

PEC que reduz maioridade penal a 16 anos é aprovada

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (10) a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora seguirá para uma comissão especial antes de ser analisada pelo plenário da Casa.

O texto altera o artigo 228 da Constituição para estabelecer que cidadãos a partir dos 16 anos passam a ser penalmente imputáveis. O relator, o deputado Coronel Assis, retirou do projeto original dispositivos que tratavam de direitos políticos e manteve apenas o trecho relacionado à responsabilização penal.

Ao defender a proposta, Assis afirmou que “não há violação em discutir-se a redução da idade penal”. Segundo ele, “a imputabilidade penal aos 16 anos não configura, por si, afronta a tratado internacional de direitos humanos ratificado pelo Brasil, desde que preservados os direitos fundamentais do menor no processo penal”.

Parlamentares governistas tentaram adiar a votação com requerimentos de obstrução, mas foram derrotados. A deputada Erika Kokay (PT-DF) detonou a proposta e afirmou: “Estão querendo colocar os adolescentes em um sistema prisional superlotado, em que não há nem segurança alimentar”. Ela também argumentou que a medida atinge direitos e garantias considerados fundamentais pela Constituição.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) disse que a mudança não resolverá os problemas da segurança pública. “Não é possível pensar no futuro do Brasil sem pensar nas crianças e nos adolescentes. Não é uma agenda que interessa o futuro do Brasil. Não vai resolver o problema da segurança pública. É um uso eleitoreiro”, apontou.

Jovens na prisão. Foto: Reprodução

O relator da PEC, o deputado federal bolsonarista Coronel Assis (PL-MT), defendeu que a PEC não viola a Constituição Federal e tratados internacionais. “A imputabilidade penal aos 16 anos não configura, por si, afronta a tratado internacional de direitos humanos ratificado pelo Brasil, desde que preservados os direitos fundamentais do menor no processo penal, notadamente o tratamento distinto dos adultos”, alegou.

O deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), favorável à PEC, alegou que adolescentes cometem crimes pela sensação de impunidade. “Muitas vezes são os ponta de lança dos crimes de facções criminosas e de forma independente, justamente por não terem a questão da punibilidade da maneira que deveriam ter, cometem esses crimes”, disse.

O relator enxugou o texto e retirou alguns trechos, já que a medida original também tornava obrigatório o voto para maiores de 16 anos e reduzia a idade mínima para cargos eletivos para 16 anos. No caso de candidaturas para a Presidência e o Senado, passaria de 35 para 30 anos, enquanto para deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores iria de 21 para 18.