As forças dos Estados Unidos lançaram nesta quarta-feira (10) uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã, segundo anúncio do Comando Central dos Estados Unidos, o Centcom. A ofensiva começou às 17h15 no horário de Washington, 18h15 em Brasília, sob ordens do presidente Donald Trump.
O Centcom classificou os ataques como ações adicionais de “autodefesa” e afirmou que a operação foi uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. A nova ofensiva ocorre um dia depois de Washington atacar posições iranianas em reação à queda de um helicóptero Apache dos Estados Unidos no Estreito de Hormuz.
Explosões foram relatadas em áreas do sul e do nordeste do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars News, foram ouvidos estrondos em Sirik, Minab, Bandar Abbas, Qeshm e Gorgan, mas ainda não havia confirmação sobre os locais exatos atingidos, a origem das explosões ou possíveis vítimas.
Na terça-feira (9), o Centcom informou que havia atingido defesas aéreas, estações de controle em solo e radares de vigilância iranianos perto do Estreito de Hormuz. O comando militar dos Estados Unidos disse que a ação anterior havia sido uma resposta proporcional a ataques contra forças estadunidenses e navios comerciais que transitavam pela região.
O Irã também reagiu militarmente. De acordo com a mídia estatal local, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou drones contra a Quinta Frota dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e afirmou que “respostas mais severas” estavam a caminho. Bases estadunidenses na Jordânia também teriam sido alvo de ataques iranianos.
A escalada ocorre enquanto Trump insiste publicamente que um entendimento com Teerã estaria próximo. O presidente dos Estados Unidos vinha repetindo previsões de acordo desde o cessar-fogo anunciado em abril, mas não houve até agora conclusão formal das negociações.
A tensão envolve ainda Israel e Líbano. Israel afirma que suas operações miram estruturas militares do Hezbollah, enquanto bombardeios no sul libanês provocaram mortes, deslocamentos de civis e críticas internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal aliado de Israel e dizem tentar evitar uma guerra regional mais ampla.





