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25 junho 2026
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YouTube supera Globo e TVs abertas pela 1ª vez e é plataforma mais assistida no Brasil

Em um marco histórico para o consumo de mídia no Brasil, o YouTube superou, pela primeira vez, a audiência das principais emissoras de TV aberta, incluindo a Globo. A pesquisa, realizada pela Kantar Ibope e apresentada pelo Google em um evento voltado ao mercado publicitário nesta quarta-feira (9), revela que a plataforma de vídeos é agora a mais assistida pelos brasileiros com 18 anos ou mais, de acordo com reportagem do jornalista Gabriel Lima no portal Metrópoles..

De acordo com o estudo, o YouTube atinge 75 milhões de espectadores através de diversas telas — como televisores conectados, desktops, celulares e outros dispositivos. Esse número ultrapassa o total combinado das cinco principais emissoras de TV aberta, que alcançam 73 milhões de pessoas. O aumento da audiência na plataforma está fortemente associado à transmissão de eventos esportivos, como a Eurocopa e as Olimpíadas de Paris pela CazéTV, além da reprodução de músicas e conteúdos exclusivos.

“Ao início, precisávamos ensinar as pessoas a acessarem o YouTube diretamente pela TV. Hoje, o brasileiro já sabe como se conectar e acessar nosso conteúdo esportivo. Nós promovemos essa mudança”, destacou Patrícia Muratori, diretora do YouTube na América Latina, ao comentar o papel da plataforma na transformação do consumo de conteúdo audiovisual.

MPF em Rondônia aciona governo e Prefeitura de Porto Velho a indenizar vítimas do maior fumaceiro da década

Os maiores incêndios da década começam a punir o governo do Estado de Rondônia e a Prefeitura Municipal de Porto Velho. O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU) querem a condenação do Poder Executivo e da própria União ao pagamento de indenização por dano moral individual às pessoas que comprovarem o agravamento de problemas de saúde devido à poluição do ar no período da atual crise climática. O valor será correspondente ao dano.

Atuando em diversas vertentes dos direitos difusos, eles protocolaram, esta semana, ação civil pública (nº 1015447-25.2024.4.01.4100) na Justiça Federal contra a União, o estado de Rondônia (Amazônia Ocidental Brasileira) e o município de Porto Velho.

MPF, MPT e DPU pedem a condenação dos três entes e urgente criação de um Protocolo Emergencial Multifásico Gradual relacionado à qualidade do ar.

Nota divulgada pelo MPF nesta terça-feira (8) informa que os três órgãos buscaram “amigavelmente” a elaboração de um protocolo pelo estado e o município a respeito da qualidade do ar. Houve recomendação, mas governo e prefeitura se limitaram apenas a esclarecimentos e nenhuma ação eficaz. “(…) Inúmeras pessoas são afetadas diariamente e não há ação informativa, preventiva ou de minimizar impactos na vida e saúde das pessoas”, consideraram os três órgãos.

“Está suspensa a autorização do uso de fogo em Rondônia, pelo prazo de 90 dias, contados a partir da data de publicação do Decreto 29.428, de 28 de agosto de 2024″, determinou o governo estadual, que também promoveu reuniões de órgãos públicos. Mas já era tarde, pois o fogo alastrou-se em diversos pontos do estado, inclusive no interior do Parque Estadual de Guajará-Mirim.

No dia 29 de agosto, a concentração de material particulado no ar em Porto Velho atingiu 621 microgramas por metro cúbico (µg/m3), segundo a plataforma de monitoramento da qualidade do ar IQAir. Esse índice superou o limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde, que é de 45 µg/m3.

A plataforma suíça Iq AIR, respeitada em seus levantamentos e análises a cada 24 horas a serviço da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) compõe-se de um indicador formado por 12 critérios e 24 subcritérios, baseados nos elementos obrigatórios da AIR, definidos em decretos.

Cartazes e outdoors em terrenos e na internet. A Sedam divulgou pelas publicitárias alertando: “Queimadas matam”. Mesmo assim, na crise climática vivida entre os meses de agosto e setembro, Porto Velho (mais de 430 mil habitantes) “disputou” com Rio Branco (AC) no quesito de “cidade com o ar mais poluído do Brasil e, por vezes, até a mais poluída do mundo”.

Ao MPF, o governo disse ter solicitado auxílio do governo federal em 3 de setembro. Àquela altura, Rondônia já ardia fortemente. A temperatura, a fumaça e a lotação de suas unidades de saúde chegavam ao estado crítico. “O pedido governamental não tinha relação com o protocolo técnico científico para lidar com a problemática” – lamenta o órgão.

De sua parte, a Prefeitura de Porto Velho, município com 34 mil km², nem sequer conseguiu responder objetivamente ao que foi recomendado. Em 25 de setembro, a União respondeu que já trabalhava em protocolos, entretanto, evidenciava que a melhoria efetiva da qualidade do ar em Rondônia e Porto Velho “estava diretamente condicionada à redução dos incêndios florestais e queimadas.

Em 27 de agosto, o superintendente estadual do Ibama, analista ambiental César Guimarães, advertia: “Porto Velho tem o ar mais poluído do mundo. A qualidade do ar na capital de Rondônia equivale a fumar cem cigarros por dia e é pior do que o ar da China, que tem sua poluição causada por grandes usinas de carvão.”

Para o MPF, houve “descaso estarrecedor das autoridades públicas para com a saúde pública da população”. Segundo o órgão, o Hospital 9 de Julho (particular) indicava naquele mês “disparada no número de atendimentos decorrentes de problemas respiratórios em aumento superior a 100% entre o começo de agosto e o dia 11 de setembro, tomando-se como referência os meses de agosto e setembro de 2022 e 2023.”

Mesmo dispondo de dados obtidos pela Secretaria Estadual, o governo rondoniense deu “tímida resposta”, não indo além de alguns informes técnicos. Já o Município de Porto Velho não emitiu nenhuma orientação até terça-feira (8), limitando-se apenas a um alerta em razão do aumento da temperatura.

Esse quadro assemelhou-se a um “salve quem puder”, avaliou um médico do serviço público, irritado com a situação e, por óbvias razões, comentando no anonimato.

Para o MPF, MPT e DPU, “entes do Executivo provocaram desinformação entre a população em meio a alta periculosidade do monóxido de carbono no ar atmosférico” Esse fator, frisam, “se liga à hemoglobina – proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue – com prejuízo à oxigenação dos tecidos do corpo, mesmo quando a pessoa respira uma quantidade suficiente de ar”.

Durante os dias de total fumaça sobre a capital de Rondônia, foi constante a intoxicação leve em pessoas se. Elas procuraram a rede pública e hospitais e clínicas particulares reclamando de enjoos, dores de cabeça, e sonolência. De acordo com as vítimas, isso assemelhava-se a sintomas de outras doenças, entre as quais, enxaqueca, intoxicação alimentar ou por bebidas alcoólicas.

Só alerta

O boletim da Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica (Vigiar) orientava a população a evitar exposição à fumaça e não praticar atividades físicas ao ar livre.

Conforme o MPF, essas mesmas orientações foram repetidas em todos os boletins informativos divulgados pelo governo estadual. “Na prática, não houve suspensão de nenhuma atividade aglomerativa ao ar livre, realizadas por particulares – feiras, exposição agropecuária (em Jaru e Pimenta Bueno, na BR-364, por exemplo); shows diversos; corridas de rua (em Buritis, Jaru e Ji-Paraná, por exemplo).”

Jogos na fumaça

Competições extenuantes ao ar livre (atletismo, por exemplo) aconteceram em Cacoal, a 500 quilômetros de Porto Velho. Entre elas, os Jogos Intermunicipais, onde o governo estadual investiu mais de R$ 1 milhão, entre 20 e 22 de setembro.

Naquele período, o próprio governo dava mão à palmatória, divulgando o Boletim Informativo Vigiar 8, segundo o qual a qualidade do ar estava irrespirável, variando de moderada a ruim e muito ruim naquele período, em todo o estado.

“Além de não determinar à iniciativa privada a restrição de atividades que possam colocar em risco a vida e saúde da população, o próprio estado, diretamente, fomentou a participação das pessoas em atividades físicas ao ar livre, com competições, inclusive, de caráter extenuante, sem falar no dispêndio de recursos públicos para tal finalidade, quando o consenso científico, que o próprio Estado publica, recomenda o contrário. […] Pessoas estão padecendo sem acesso à informação e orientações adequadas e a ações minimizantes do Poder Público em tempo hábil”, apontaram os órgãos fiscalizadores na ação.

Assinam a ação civil pública os procuradores da República Raphael Bevilaqua, Gabriel de Amorim e Thiago Fernandes de Figueiredo Carvalho, os procuradores do Trabalho Camilla Holanda Mendes da Rocha e Carlos Alberto Lopes de Oliveira e o defensor público federal Thiago Roberto Mioto.

Como funciona

O protocolo a ser criado pela União, Estado de Rondônia e Prefeitura de Porto Velho deve considerar a qualidade do ar para avaliar, recomendar ou determinar adoção de medidas:

● Uso de máscaras (NR95 e PFF2, as únicas recomendadas) em locais públicos e privados;
● Teletrabalho;
● Suspensão de atividades não essenciais;
● Fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI): máscaras, óculos de proteção etc., a servidores públicos e determinação para que empresas e entidades privadas forneçam o EPI a seus trabalhadores;
● Suspensão de qualquer atividade não essencial, mesmo que com uso de EPI, dependendo do grau de poluição;
● Suspensão de autorização para realização de atividades aglomerativas (shows, corridas de rua, festivais etc.);
● Informativos oficiais de orientações gerais à população para minimizar os impactos na vida e saúde das pessoas; regras gerais a outros municípios, considerando o nível de qualidade do ar atmosférico em cada um;
● Atualização constante do protocolo, com orientações adequadas à população e designação automática de servidores para teletrabalho a partir de determinado índice de poluição, não autorização de eventos aglomerativos, determinação de uso de máscaras em locais públicos e privados, suspensão de aulas etc.

Montezuma Cruz

Marido de promotora afastada é preso durante operação em Rondônia

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio da Subprocuradoria-Geral Jurídica, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), deflagrou, nesta quinta-feira (10/10), nas cidades de Porto Velho e Ouro Preto do Oeste, a Operação “Impedimentum”, visando cumprir 1 (um) mandado de prisão preventiva e 2 (dois) mandados de busca e apreensão, além das medidas cautelares alternativas à prisão de suspensão de porte de arma de fogo e proibição de contato com testemunhas e codenunciados.

A operação visa instruir investigação materializada em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) em curso na Subprocuradoria-Geral Jurídica para apuração da suposta prática do crime previsto no art. 2º, § 1°, da Lei nº 12.850/2013, tendo em vista que se identificou a atuação dos investigados para impedir e embaraçar investigação criminal envolvendo a organização criminosa descoberta no âmbito da Operação Alcance II, deflagrada no dia 12 de abril deste ano (MPRO e PF deflagram “Operação Alcance 2”).

As provas até então produzidas revelaram que os investigados passaram a procurar testemunhas e codenunciados na Operação Alcance II para descobrir o conteúdo dos depoimentos prestados, apresentar versões combinadas e intimidá-los, além de ocultar e dilapidar patrimônio cuja indisponibilidade já havia sido decretada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia naquela investigação.

Além das medidas cumpridas nesta data, no último dia 7 de outubro o Tribunal de Justiça de Rondônia prorrogou por mais um 1 (um) ano a medida cautelar de afastamento do cargo de Promotor de Justiça, ocupado por uma das denunciadas na Operação Alcance II.

O nome atribuído à operação deflagrada na data de hoje faz referência ao significado da palavra obstrução em latim (Impedimentum), conduta levada a efeito pelos investigados, que visavam obstruir a persecução penal em curso na Operação Alcance II.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

85 juízes e juízas auxiliares atuaram como voluntários nas eleições em Rondônia

Nas eleições municipais de 2024, 114  juízes de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia desempenharam suas funções junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), atuando em todas as fases do processo eleitoral. Esses magistrados foram responsáveis por coordenar e supervisionar as etapas do pleito, desde o registro de candidaturas até a proclamação dos resultados.

Ao todo, são 29 zonas eleitorais, todas com juízes e juízas de Direito do TJRO na titularidade. Além deles, foram convocados, como juízes auxiliares voluntários, 85 magistrados(as) que auxiliaram nos trabalhos junto aos titulares, especialmente em Porto Velho, onde há mais eleitores e cerca de metade desses juízes(as) trabalharam no final de semana das eleições, quando mais de 268 mil eleitores(as) foram às urnas, apenas na capital. Em todo o Estado mais de 938 mil pessoas compareceram às cerca de 4,2 mil seções eleitorais para votar.

Atribuição na Justiça Eleitoral

Além de suas responsabilidades na Justiça comum estadual, os juízes da Justiça Estadual de Rondônia acumularam funções na Justiça Eleitoral, buscando dar celeridade às decisões judiciais e garantir o cumprimento das normas eleitorais. Para a Justiça Eleitoral, o trabalho desses magistrados é essencial para o andamento do processo eleitoral, e que todas as etapas sejam realizadas conforme o previsto.

No Tribunal Regional Eleitoral, neste biênio, dois desembargadores do TJRO atuam como presidente da Corte, o desembargador Daniel Ribeiro Lagos; e corregedor e vice-presidente, o desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia.  Além disso, mais dois juízes compõem a Corte Eleitoral: Sérgio William Domingues Teixeira e Tânia Mara Guirro, a qual também é completa por um juiz federal e dois juízes com mandato de dois anos, indicados pela OAB, referendados pelo Tribunal e nomeados pela Presidência da República.

Na websérie “Conversas Sobre Integridade”, o juiz Sérgio William e a juíza Inês Moreira da Costa explicam essa composição e as atribuições dos juízes. O programa está disponível no Canal do TJRO no Youtube.

No município de Porto Velho, houve atuação de magistrados, ainda, na Comissão de Auditoria das Urnas, presidida pela juíza Inês Costa e composta pelo juiz Arlen José Silva de Souza (ambos suplentes do TRE-RO) e pelos juízes Audarzean Santana da Silva e José Augusto Alves Martins.

Inscrições para concurso dos Correios começam nesta quinta

 

Começam nesta quinta-feira (10) e vão até o dia 28 deste mês as inscrições para o concurso dos Correios que vai preencher 3.511 vagas em todo o país. As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), instituição responsável pelo concurso.

As taxas de inscrição estão em R$ 39,80 para nível médio e R$ 42 para superior. Doadores de medula óssea em entidades cadastradas no Ministério da Saúde e os inscritos no CadÚnico têm direto à isenção da taxa de inscrição.

Julgamento do governador de Rondônia é suspenso no TSE

Um pedido de vista apresentado pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Isabel Gallotti suspendeu, nesta quinta-feira (10), o julgamento de recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) que rejeitou Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves da Silva, governador e vice-governador do estado. Eles foram acusados de supostos abusos de poder político e econômico nas Eleições de 2022.

Na sessão desta quinta, ao apresentar voto-vista, o ministro Ramos Tavares acompanhou integralmente o entendimento do então relator, ministro Raul Araújo, e negou o recurso proposto por adversário dos dois políticos por ausência de provas robustas e suficientes. O ministro Raul Araújo não integra mais o TSE.

Ao votar, o ministro Ramos Tavares disse que não constatou a veracidade de medidas apontadas como ilícitas na Aije, como assédio político a servidores comissionados, disparo em massa de propaganda de veiculação em telemarketing e supostas irregularidades na execução dos programas Prato Fácil e Tchau Poeira. O ministro disse que os programas foram criados em anos anteriores às Eleições de 2022.

A exemplo do relator, o ministro Ramos Tavares considerou que as provas apresentadas “não demonstram nenhum traço de abusos dos poderes político e econômico que ampare minimamente a grave pretensão de cassação de mandatos”. Para ele, o exame conjunto destes fatos não revela a existência de gravidade nas circunstâncias “para macular a legitimidade do pleito eleitoral”.

Proposta pelo então candidato a governador, Daniel Pereira, a Aije pede as cassações dos mandatos e as inelegibilidades do governador e do vice por práticas de indevida utilização de servidores públicos ocupantes de cargos em comissão na campanha eleitoral, compra de votos e veiculação irregular de propaganda eleitoral, entre outros delitos.

O julgamento será retomado com a apresentação do voto-vista da ministra Isabel Gallotti.

TSE

Uma em cada oito meninas é estuprada ou agredida sexualmente antes dos 18

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – Mais de 370 milhões de meninas e mulheres vivas hoje, ou uma em cada oito em todo o mundo, sofreram estupro ou agressão sexual antes dos 18 anos de idade, disse a agência infantil da Organização das Nações Unidas (ONU) na quarta-feira.

O número sobe para 650 milhões, ou uma em cada cinco, quando se leva em conta formas de violência sexual “sem contato”, como abuso verbal ou online, segundo a Unicef, no que chamou de primeira pesquisa global sobre o problema.

O relatório afirma que, embora meninas e mulheres sejam as mais afetadas, de 240 a 310 milhões de meninos e homens, ou cerca de 1 em cada 11, sofreram estupro ou agressão sexual durante a infância.

“A escala dessa violação dos direitos humanos é esmagadora e tem sido difícil de ser totalmente compreendida devido ao estigma, aos desafios de medição e ao investimento limitado na coleta de dados”, afirmou a Unicef ao divulgar o relatório.

O relatório é apresentado antes da primeira Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra Crianças, que será realizada na Colômbia no próximo mês.

A Unicef disse que suas descobertas destacam a necessidade urgente de intensificar ações globais, inclusive fortalecendo as leis e ajudando as crianças a reconhecer e denunciar a violência sexual.

De acordo com a Unicef, a violência sexual ultrapassa fronteiras geográficas, culturais e econômicas, mas a África Subsaariana tem o maior número de vítimas, com 79 milhões de meninas e mulheres, ou 22%. O leste e o sudeste da Ásia vêm em seguida, com 75 milhões, ou 8%.

Em seus dados sobre mulheres e meninas, A Unicef estimou que 73 milhões, ou 9%, foram afetadas na Ásia Central e Meridional; 68 milhões, ou 14%, na Europa e na América do Norte; 45 milhões, ou 18%, na América Latina e no Caribe, e 29 milhões, ou 15%, no norte da África e na Ásia Ocidental.

A Oceania, com 6 milhões, teve o maior número de afetadas por porcentagem, com 34%.

Os riscos foram maiores, chegando a 1 em cada 4, em “ambientes frágeis”, incluindo aqueles com instituições fracas, forças de paz da ONU ou um grande número de refugiados, segundo o relatório.

A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, chamou a violência sexual contra crianças de “uma mancha em nossa consciência moral”.

“Ela inflige traumas profundos e duradouros, muitas vezes por alguém que a criança conhece e em quem confia, em lugares onde deveria se sentir segura.”

A Unicef disse que a maior parte da violência sexual infantil ocorre durante a adolescência, especialmente entre os 14 e 17 anos, e aqueles que a sofrem enfrentam riscos maiores de doenças sexualmente transmissíveis, abuso de substâncias e problemas de saúde mental.

“O impacto é ainda mais agravado quando as crianças demoram a revelar suas experiências… ou mantêm o abuso em segredo”, disse a Unicef.

Segundo a Unicef, é necessário um maior investimento em coleta de dados para capturar a escala total do problema, dadas as persistentes lacunas de dados, especialmente sobre as experiências dos meninos.

2° turno em Rondônia: propaganda eleitoral começa nesta sexta

A candidata da frente comandada pelo União Brasil, Mariana Carvalho, abre a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão nesta sexta-feira (11) em Porto Velho. Por ter saído na frente com mais votos no primeiro turno, a Justiça entendeu que ela deve começar a campanha nos veículos de massa.

Uma audiência pública com representantes dos dois candidatos, foi realizada na tarde de quarta-feira (9) e comandada pela juíza da 2ª zona eleitoral, Kerley Regina Ferreira de Arruda Alcântara, para definir a distribuição do horário eleitoral gratuito em rede e inserções.

Mariana Carvalho terão tempos iguais na propaganda gratuita em rede: 5 minutos para cada no início da tarde (12 horas) e a partir das 19h30 na televisão. No rádio o horário gratuito é a partir de 6 horas e ainda 11 horas.

A propaganda eleitoral gratuita começa nesta sexta-feira e segue até o dia 25, de segunda a sábado. Além do tempo em rede, cada um dos dois terá 35 minutos cada em inserções ao longo da programação diária das emissoras.

Rondoniagora

Ex-delegada da Polícia Civil de Rondônia morre em São Paulo

É com profundo pesar que a Polícia Civil de Rondônia comunica o falecimento da delegada aposentada Elza Aparecida Gabriel, ocorrido hoje, 10 de outubro de 2024, na cidade de Presidente Prudente, São Paulo.

Ao longo de sua carreira, Dra. Elza prestou relevantes serviços à Polícia Civil, dedicando-se, em especial, à atuação na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). Ela também exerceu a presidência do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Rondônia (SINDEPRO) no período de 1996 a 1997, sempre com compromisso e dedicação.

O velório será realizado nesta data, na Funerária Regente, e o sepultamento ocorrerá às 17 horas no Cemitério Municipal de Regente Feijó.

A Polícia Civil manifesta suas mais sinceras condolências aos familiares e amigos, rogando a Deus que acolha Dra. Elza em Sua morada eterna e conforte os corações daqueles que sofrem com esta irreparável perda.

Rondoniagora

PF deflagra operação em Rondônia nesta quinta-feira

 

A Polícia Federal cumpriu 9 ordens judiciais, na manhã desta quinta-feira (10), durante a Operação Zarcão, deflagrada para combater o tráfico de drogas em Ji-Paraná.

A investigação teve início em setembro de 2022, após uma apreensão realizada pela Polícia Militar de 13 caixas com tabletes de maconha, que totalizaram 296 kg, em uma residência no município de Ji-Paraná.

Após essa apreensão, a Polícia Federal deu início a um trabalho investigativo que permitiu a identificação de outras pessoas envolvidas, de forma direta ou indireta, no ato criminoso, além de revelar a presença de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de entorpecentes.

Com determinação da justiça, foram cumpridos 9 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.