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Porto Velho
6 maio 2026
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Explosão de botija mata ex-vereadora em RO

A ex-vereadora de Nova União Valdeci Andrade Pinto, de 66 anos, morreu neste domingo (1) após três dias internada em estado gravíssimo, em decorrência de uma explosão provocada por gás acumulado na cozinha de sua residência, localizada no km 47 da RO-470, na saída da cidade.

Valdeci sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. Ela foi intubada e permaneceu internada na UTI de um hospital em Ji-Paraná, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Técnica em enfermagem de carreira, Valdeci Andrade exerceu quatro mandatos como vereadora em Nova União e chegou a presidir a Câmara Municipal durante sua trajetória política.

Em um áudio divulgado após o acidente, o ex-prefeito Adinaldo de Andrade explicou como ocorreu a explosão. Segundo ele, houve vazamento de gás pela mangueira do botijão, que não chegou a explodir e estava do lado de fora da residência. Ao acender o fogão, a cozinha foi atingida pela explosão, que também alcançou uma sala e um quarto, causando danos estruturais, como a destruição de telhas, queda de caibros e forro. (Rondoniagora)

Ex-vereadora morre após explosão provocada por gás no interior de Rondônia

Homem é morto a tiros ao abrir porteira em RO

m homem de 54 anos identificado como Gilmar Roberto Chioto, foi assassinado a tiros na tarde do último domingo (1), no distrito de Tancredópolis, zona rural do município de Alvorada do Oeste (RO).

Gilmar estava na linha TN-13 quando foi surpreendido por um homem encapuzado, que disparou várias vezes contra ele. A vítima não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local. O autor dos disparou fugiu e até o momento não foi localizado.

A Polícia Militar isolou a área para preservar a cena do crime e a perícia técnica realizou os procedimentos necessários. Após os trabalhos de praxe, o corpo foi liberado para uma funerária.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, para fins de esclarecer o homicídio. (SGC)

Imagem de Capa

Polícia de RO recupera caminhonetes da Sedam e apreende fuzil

Duas caminhonetes oficiais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), furtadas no município de Cacoal, foram recuperadas neste domingo (1º) durante uma ação realizada pela Draco 2, com apoio do 11º BPM, na zona rural de Costa Marques.

Os veículos foram localizados após trabalho de inteligência e monitoramento voltado à identificação de rotas utilizadas para a retirada de bens furtados da região. A atuação contou ainda com informações repassadas por núcleos de inteligência do 4º BPM e do 11º BPM.

Com o cerco montado em pontos estratégicos, as equipes conseguiram encontrar as caminhonetes antes que fossem levadas para áreas de fronteira ou passassem por processos de descaracterização.

Durante a mesma ação, foi apreendido um fuzil, além de munições e uma motocicleta apontada como possível meio de apoio logístico ao furto dos veículos, ampliando a dimensão da ocorrência.

Após a recuperação, as caminhonetes passaram pelos procedimentos técnicos necessários e foram encaminhadas para os trâmites de restituição à Sedam. (Rondoniagora)

Assessores viram alvo de denúncia por mídias direcionadas

Denúncias que tramitam envolvendo a gestão da publicidade institucional da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e do Governo do Estado voltaram a colocar em evidência suspeitas de irregularidades na distribuição de verbas públicas de mídia. Nos relatos apresentados por terceiros, são citados os assessores Alessandro Lubiana, jornalista apontado como responsável pela comunicação da Assembleia Legislativa, e Renan Fernandes, secretário estadual de Comunicação.

As menções aos dois ocorrem no contexto das denúncias que questionam critérios adotados para a destinação de recursos de publicidade oficial, levantando suspeitas de favorecimento e falta de transparência. As informações constam como relatos de terceiros, que pedem apuração por parte dos órgãos de controle.

O tema ganha ainda mais repercussão por estar ligado a um escândalo revelado em 2025, quando veio à tona um esquema envolvendo sites considerados “fantasmas”, utilizados para captar recursos públicos de mídia institucional. De acordo com as denúncias à época, esses portais inflavam artificialmente seus acessos por meio de robôs, com o objetivo de aparentar relevância e, assim, garantir contratos e repasses tanto da Assembleia Legislativa quanto do Governo de Rondônia.

A investigação daquele caso resultou na queda da então secretária de Estado da Comunicação, Rosângela Aparecida da Silva, que deixou o comando da Secom em agosto de 2025, após quase cinco anos à frente da pasta. A saída ocorreu em meio à pressão política e institucional gerada pelas denúncias e questionamentos sobre a gestão das verbas publicitárias.

Conforme os relatos, diversos sites teriam recebido somas significativas de recursos públicos, mesmo sem possuir sede física, estrutura mínima de funcionamento ou jornalista responsável, o que contraria princípios básicos da comunicação institucional e da legislação que rege o uso do dinheiro público.

Para críticos do modelo adotado, o caso expõe fragilidades no controle da publicidade oficial e abala a credibilidade da comunicação pública em Rondônia, além de levantar questionamentos sobre o papel dos gestores responsáveis pela autorização e fiscalização desses contratos.

Até o momento, não há condenações ou responsabilizações formais, e os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa. As denúncias seguem sob análise e podem resultar na abertura de novos procedimentos investigatórios por parte dos órgãos competentes.

 

Jornal denuncia esquema (veja matéria)

Denúncias de suposto direcionamento e favorecimento na distribuição de verbas de publicidade institucional do Governo de Rondônia e da Assembleia Legislativa do Estado foram formalizadas no Ministério Público de Rondônia. As alegações apontam possível atendimento a critérios políticos ou de preferência pessoal de gestores da comunicação oficial, com concentração de recursos em poucos veículos de comunicação, em detrimento de outros.

De acordo com o Registro de Manifestação nº 20260121015, protocolado em 21 de janeiro de 2026, as discussões tiveram início em ambiente virtual composto por profissionais da imprensa, no grupo de WhatsApp “SNIPER MÍDIA – RO”. As conversas evoluíram ao longo de 2025 e se intensificaram em dezembro, com compartilhamento de mensagens, áudios, documentos e imagens que questionariam a ausência de critérios técnicos transparentes na alocação das verbas.

As denúncias fazem referência à gestão de publicidade institucional no âmbito da Assembleia Legislativa de Rondônia e do Governo do Estado. Nos relatos de terceiros, são citados Alessandro Lubiana, jornalista apontado como responsável pela comunicação da Assembleia, e Renan Fernandes, secretário estadual de Comunicação.

O documento ressalta que não há afirmação conclusiva de responsabilidade, tratando-se de menções feitas por participantes das discussões.

Alessandro Lubiana está de férias nos Estados Unidos e costuma registrar suas viagens internacionais nas redes sociais, exibindo-se tomando vinhos caros e fumando charutos cubanos (Cohibas)  em locais paradisíacos mundo afora.

Renan Fernandes é cinegrafista do governador  Marcos Rocha e foi nomeado secretário de Comunicação.

As menções à conduta dos dois ocorrem no contexto da gestão e distribuição das verbas de publicidade do Legislativo e do Executivo estaduais. As informações constam como descrições de terceiros anexadas à manifestação.

Segundo o registro encaminhado ao Ministério Público, os debates apontam possível afronta aos princípios constitucionais da administração pública — legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade — e eventual descumprimento da Lei nº 12.232/2010, que regula a contratação de serviços de publicidade pela administração pública. Também foram relatados ataques virtuais e tentativas de descredibilização de veículos de comunicação, com preocupação quanto a danos reputacionais.

Como possíveis testemunhas, o documento cita integrantes do grupo “SNIPER MÍDIA – RO”, entre jornalistas, comunicadores e representantes de veículos de imprensa do estado, além de profissionais identificados nos relatos. A comunicação tem caráter informativo e preventivo, com pedido de preservação do anonimato do denunciante, e foi instruída com registros do grupo como elementos iniciais. Até o momento, não há informação sobre desdobramentos ou providências adotadas.

Tudorondonia

Pix ganha novas regras contra golpes nesta segunda-feira

Os bancos passaram a ser obrigados, a partir desta segunda-feira (2), a seguir novas regras de segurança do Pix. Entrou em vigor de forma obrigatória a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução, criado para facilitar a restituição de valores em casos de fraude, golpe ou falha operacional.

A principal mudança está na ampliação do rastreamento do dinheiro transferido. Antes, a devolução só podia ocorrer a partir da conta utilizada diretamente no golpe. Como os fraudadores costumam sacar ou pulverizar os valores rapidamente, o rastreio era interrompido em pouco tempo.

Com as novas regras, o sistema passa a acompanhar o caminho do dinheiro com mais precisão, permitindo a recuperação de recursos mesmo depois de eles terem saído da conta original do golpista. A expectativa é ampliar a identificação de contas usadas em fraudes e aumentar a taxa de devolução às vítimas.

Segundo o Banco Central, as informações obtidas nesse processo serão compartilhadas entre as instituições envolvidas na transação. “Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”, informou o órgão ao anunciar as mudanças.

Desde outubro, bancos e instituições financeiras já oferecem, nos aplicativos, a opção de contestação direta de transações Pix, sem necessidade de atendimento humano. Esse canal é o meio oficial para solicitar a devolução de valores em casos de fraude.

“O autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”, informou o Banco Central em 2025.

Outra novidade é o bloqueio imediato de contas denunciadas por fraude. Antes, havia uma etapa prévia de análise. Agora, a conta suspeita é bloqueada automaticamente, e a apuração ocorre na sequência, o que dificulta a dispersão dos valores.

O Banco Central avalia que o novo modelo fortalece a comunicação entre instituições financeiras e contribui para reduzir o uso recorrente de contas em esquemas criminosos, tornando o Pix mais seguro para os usuários.

Sem Rocha e com Seduc investigada, Sintero cobra pautas de 2026

Sem o governador Marcos Rocha como principal protagonista nas negociações políticas de 2026 e em meio a investigações envolvendo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero) intensificou sua atuação e apresentou, na última sexta-feira (30), a pauta de reivindicações da categoria em reunião com representantes da Seduc. A presidente do Sintero, professora Dioneida Castoldi, disse que o sindicato seguirá acompanhando os desdobramentos e cobrando respostas concretas do governo.

O encontro reuniu demandas de professores e técnicos da rede estadual de ensino, que cobram avanços em direitos trabalhistas, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. De acordo com o sindicato, parte das reivindicações já teve encaminhamentos definidos, enquanto outros pontos permanecem em análise e negociação por parte do governo estadual.

O contexto político atual é visto pelo Sintero como decisivo. A ausência de Marcos Rocha como figura central nas articulações futuras e o fato de a Seduc estar sob apuração da Polícia Civil e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) alteram o cenário de forças e ampliam a pressão sobre a gestão educacional.

Entre as pautas discutidas estão temas que afetam diretamente o cotidiano das escolas, tanto no campo pedagógico quanto administrativo, envolvendo carreira, direitos funcionais, estrutura das unidades e valorização salarial.

SINTERO discute pautas da educação em reunião com a Seduc

Confira as pautas da reunião:

Piso nacional: Segundo a Seduc, a implantação do piso nacional está prevista até a data limite de 4 de abril, estando garantido o percentual de 5,4%, em conformidade com a MP nº 1.334/2026, para professores/as, técnicos/as e analistas educacionais ativos e aposentados. No dia 20 de março, será realizada nova reunião para tratar das informações finais e detalhadas. Para os professores/as, a aplicação será feita por decreto, enquanto para os técnicos/as depende da aprovação de lei, que também deve ocorrer até 4 de abril

Concurso público: O concurso está aberto e tem como objetivo garantir profissionais para o início do ano letivo de 2026. A secretária da Seduc, Albaniza Batista, destacou que, diante do quantitativo de vagas, a adesão de professores ainda está abaixo do esperado, sendo necessário estimular a participação.

Licença-prêmio em pecúnia: O SINTERO possui um acordo intersindical que garante, no mínimo, R$ 600 mil mensais para o pagamento das licenças dos profissionais em educação. Por solicitação do SINTERO, este ano o valor será ampliado para R$ 800 mil mensais, destinados a esses pagamentos. A Seduc também informou que todos os processos represados já foram quitados.

Progressões geométricas: A Seduc informou que estão sendo realizados estudos de impacto financeiro, com elaboração de tabelas para professores e técnicos, considerando os cálculos atuariais do IPERON, pois impactam na carreira e alteram o vencimento de ativos e aposentados. A apresentação está prevista para até 20 de março e, posteriormente, o tema será levado à Mesa de Negociação Permanente (MENP).

Auxílio-deslocamento: No momento, não há margem financeira para aumento do valor. No entanto, a Seduc informou que fará um estudo para negociar com a MENP a ampliação do teto, buscando garantir que professores também tenham acesso ao benefício.

Vantagem pessoal: O IPERON vem notificando aposentados sobre a possível suspensão de vantagens que não constam expressamente em lei. A Seduc informou que irá tratar do tema para buscar solução e garantir a continuidade desses pagamentos.

Recesso dos técnicos/as: O projeto de lei que garante 10 dias de recesso aos técnicos já está pronto e será encaminhado nos próximos dias para aprovação.

Alteração na Lei n° 1.247: A Seduc informou que irá apresentar, até o dia 10 de fevereiro, a regulamentação dos cargos técnicos previstos na Lei n° 1.247, incluindo o cargo de diretor financeiro escolar, os cargos técnicos das superintendências e a gratificação de complexidade relativa à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Convênio entre Estado e Município: O convênio foi encerrado em dezembro de 2025,por solicitação do Município de Porto Velho. Como alternativa, será realizada a permuta de professores, envolvendo cerca de 1.325 horas, com exigência de equivalência de carga horária entre os profissionais para viabilizar a troca. Os técnicos serão devolvidos à Seduc, e os professores que retornarem à Seduc serão lotados de forma que não tenham prejuízo, inclusive na gratificação de docência.

Plano de valorização para 2026: A Seduc ficou responsável por realizar estudos sobre os pontos apresentados e dará retorno ao SINTERO por meio de nova reunião.

Correção do N1 e N2: O SINTERO defendeu que a correção entre N1 e N2 ocorra por meio da gratificação de ensino médio. A proposta é ampliar o percentual atual, hoje em 5%, para 20%, como forma legal de promover justiça salarial.

Descongelamento de direitos: O SINTERO tratou da aplicação da Lei Complementar nº 226/2026, que reconhece o tempo de serviço prestado durante a pandemia (28/05/2020 a 31/12/2021) para anuênios, triênios, quinquênios, licença-prêmio e gratificações equivalentes. A Seduc reafirmou que já orientou as superintendências a reabrirem processos já existentes, sem necessidade de abrir novos. Destacou também, que os pagamentos dependem de disponibilidade orçamentária, e a Seduc aguarda parecer da PGE para definir a forma de implementação.

Declaração efetiva de docência: Professores que atuaram em várias escolas enfrentam dificuldades para reunir documentação funcional. Para resolver isso, será possível abrir um único processo no SEI, que circulará entre as unidades escolares para anexação das declarações.

Aposentadoria: A Seduc orientou que os pedidos de aposentadoria sejam protocolados apenas com documentação completa, pois processos incompletos estão sendo devolvidos, gerando atrasos significativos na concessão do benefício.

Marçal é condenado por acusar Boulos de uso de cocaína

Pablo Marçal foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Guilherme Boulos (PSOL) por ter divulgado mentiras durante a campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura da capital, associando falsamente o adversário ao uso de cocaína. A decisão aponta que o influenciador espalhou fake news com o objetivo de atingir a honra do então candidato, conforme informações do colunista Rogério Gentile, do UOL.

A condenação tem como base a divulgação, por Marçal, de um laudo médico falso nas redes sociais, às vésperas do primeiro turno. O documento, com assinatura forjada de um médico já falecido, afirmava que Boulos teria sofrido um suposto “surto psicótico grave, em delírio persecutório e ideias homicidas, apresentando período de confusão mental e episódios de agitação”.

O papel também atribuía ao então candidato do PSOL o uso de cocaína e recomendava sua internação psiquiátrica. A informação era falsa e foi desmentida posteriormente por laudos periciais da Polícia Civil e da Polícia Federal.

À esquerda, documento com a assinatura original de José Roberto de Souza. À direita, documento falsificado usado por Marçal. Foto: reprodução

Antes mesmo da divulgação do laudo falso, Marçal já vinha associando Boulos ao uso de drogas em outras ocasiões. Em 8 de agosto de 2024, durante um debate na TV Bandeirantes, ao indicar que o adversário era o destinatário de uma pergunta, ele imitou o gesto de cheirar cocaína e citou um ministro do governo Lula.

Seis dias depois, em outro debate, voltou a atacar o então candidato, afirmando que ele era um “aspirador de pó”. “Vou mostrar que você [Boulos] é o maior aspirador de pó da cidade de São Paulo”, declarou.

Juiz fala em fraude e ação planejada

Ao proferir a sentença, o juiz Danilo Fadel de Castro afirmou que a conduta de Marçal caracterizou fraude e ultrapassou os limites do debate democrático.

“Não se trata aqui de opinião, de sátira ou de hipérbole retórica. Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário”, escreveu. Segundo ele, “a alegação de desconhecimento da falsidade beira a má-fé”, já que o réu vinha anunciando a divulgação da suposta “bomba” dias antes.

O magistrado ressaltou ainda que, embora o debate político admita críticas duras, isso não autoriza crimes contra a honra nem a disseminação deliberada de informações falsas. “A imunidade da crítica não autoriza a prática de crimes contra a honra, tampouco a fabricação e disseminação dolosa de fatos sabidamente inverídicos (fake news)”, afirmou.

Defesa nega intenção e fala em liberdade de expressão

Na defesa apresentada à Justiça, Marçal afirmou que não participou de conluio para forjar documentos e que “jamais teve ciência ou anuência prévia acerca da falsidade do referido laudo”. Segundo ele, apenas compartilhou um conteúdo recebido, sem condições imediatas de verificar sua autenticidade.

O influenciador também sustentou que suas “manifestações políticas e satíricas” foram falas inseridas no contexto eleitoral, protegidas pela liberdade de expressão, e que não configuraram acusação criminosa nem prática deliberada de desinformação. “O réu [Marçal], enquanto candidato, exerceu o direito de se posicionar em relação a seu adversário político, não extrapolando os limites constitucionais da crítica política”, alegou a defesa.

Marçal ainda pode recorrer da decisão. (DCM)

Criança desaparecida é achada morta em RO

O corpo do menino David Gabriel Correia Oliveira, de dois anos, que estava desaparecido desde a tarde deste domingo (1), foi encontrado por volta das 9 horas desta segunda-feira (2).

A criança foi localizada na manhã desta segunda-feira por policiais do BOPE, já sem vida e a morte ocorreu por afogamento.

Segundo os Bombeiros, o corpo foi localizado a cerca de 200 metros do ponto onde a criança havia sido vista pela última vez, sob entulhos submersos no igarapé.

O caso havia mobilizado uma grande operação de buscas desde o fim da tarde de domingo, nas proximidades de um córrego no bairro Esperança da Comunidade, zona leste de Porto Velho.

O desaparecimento foi notado pela mãe da criança por volta das 16 horas, em uma área próxima à residência da família, localizada na rua Dona Airan. Moradores da região iniciaram as buscas ainda durante a tarde e, diante da ausência de resultados, acionaram as forças de segurança.

O 9º BPM foi chamado para prestar apoio às diligências, que já contavam com a atuação do Corpo de Bombeiros e de populares, concentrados no leito do córrego e em áreas de mata ao redor. As buscas seguiram ao longo da noite, inclusive com apoio aéreo por drone equipado com sensor térmico e infravermelho, além do uso de cão farejador.

À Polícia Militar, a mãe de David relatou que estava em casa acompanhada de familiares quando percebeu a ausência do filho.

Com o avanço da noite, o terreno de difícil acesso e a baixa visibilidade, as buscas foram interrompidas e retomadas na manhã desta segunda-feira (2). (Rondoniagora)

Deputados aprovam perdão bilionário à Energisa em RO

A Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) aprovou um projeto de lei que concede anistia e remissão de grande parte da dívida de ICMS da Energisa, medida que pode resultar em uma renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 2 bilhões. A decisão provocou forte reação de parlamentares, lideranças políticas e setores da sociedade, que veem no perdão um grave prejuízo aos cofres públicos do Estado.

O tema voltou ao centro do debate político justamente por contrastar com o que ocorreu em legislaturas anteriores, quando propostas semelhantes enfrentaram resistência intensa dentro da Casa, especialmente no período em que o então deputado estadual Adelino Follador presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Follador barrou avanço da proposta no passado

Enquanto esteve à frente da CCJ, Adelino Follador impediu que projetos desse tipo fossem sequer pautados. Utilizando as prerrogativas do cargo, ele travou o andamento da matéria ao considerar que a proposta era juridicamente questionável e politicamente injustificável.

Na avaliação do ex-parlamentar, não havia razoabilidade em o Estado abrir mão de uma receita bilionária em favor de uma empresa privada de grande porte, especialmente uma concessionária que registra alta capacidade de arrecadação e cobra tarifas elevadas da população.

Follador também citava, à época, o grande volume de reclamações contra a Energisa e os questionamentos levantados durante a CPI que investigou a atuação da empresa em Rondônia. Para ele, conceder benefícios fiscais à concessionária representaria um desalinhamento com o interesse público.

Em diversas manifestações, o então presidente da CCJ afirmava que o Estado não poderia atuar como “avalista de prejuízos privados”, alertando que cada real perdoado significaria menos recursos para áreas essenciais, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Por isso, defendia que a empresa fosse obrigada a quitar integralmente seus débitos tributários.

Novo cenário político favorece aprovação

Com a mudança na composição da Assembleia Legislativa e a ausência de Adelino Follador, o projeto voltou a tramitar e acabou sendo aprovado pela maioria dos deputados, mesmo diante do histórico de críticas e dos alertas sobre o impacto financeiro da renúncia fiscal.

Para os críticos, a decisão representa um retrocesso na política fiscal de Rondônia e reforça a percepção de tratamento desigual entre grandes empresas e o cidadão comum, que não dispõe de mecanismos semelhantes para renegociar ou obter perdão de dívidas tributárias.

A lembrança da atuação de Adelino Follador ganha destaque neste momento justamente por evidenciar que houve, no passado recente, um esforço institucional para barrar esse tipo de benefício, esforço que acabou sendo superado no atual cenário político da Assembleia Legislativa.

Identificadas vítimas de grave acidente na BR-364 em RO

Foram identificadas as quatro vítimas fatais do grave acidente registrado na manhã deste domingo (01) na BR-364, nas proximidades da Usina de Samuel, entre os municípios de Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste, em Rondônia.

As vítimas são José de Castro Louza, Arnelia Pacheco Louza, Luciano Melgaço Batista e Rayadry dos Santos Batista. Até o momento, as idades não foram divulgadas, assim como o grau de parentesco entre eles. Segundo informações de testemunhas, os quatro residiam no município de São Francisco do Guaporé, no interior do estado.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 7h, no km 659 da rodovia, e envolveu um carro de passeio e um caminhão boiadeiro. As quatro vítimas estavam no veículo menor e morreram no local em decorrência da violência da colisão.

Com a gravidade da ocorrência, o carro de passeio pegou fogo, deixando as vítimas carbonizadas, conforme já havia sido divulgado em registros anteriores do acidente. As causas da colisão ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.