21.8 C
Porto Velho
24 junho 2026
Início Site Página 974

Aparece o homem da mala do governador do Acre

Por Estadão – Em meio à extensa lista de investigados da Operação Ptolomeu, a Polícia Federal aponta um nome central do esquema de desvios e fraudes envolvendo a cúpula do governo do Acre: Eduardo Braga da Rocha, o ‘Dudu’. Os federais o apontam como o ‘principal operador financeiro do governador Gladson Cameli’. Ao governador, eles atribuem o papel de suposto ‘chefe do grupo’.

Tão próximo do governador, ‘Dudu’ ocupava até o início do mês cargo comissionado de chefe de Departamento da Casa Civil do Acre. No dia 9, quando foi deflagrada a terceira etapa da Ptolomeu, a ministra Nancy Andrigui, do Superior Tribunal de Justiça, ordenou seu afastamento cautelar.

Gladson Cameli tem negado enfaticamente envolvimento com a organização criminosa que, segundo a PF, se apossou de contratos milionários de sua gestão nas áreas de saúde e infraestrutura.

Relatório da PF encartado aos autos que formam a Ptolomeu sustenta que ‘Dudu’ possui ‘inequívoca proximidade’ com o governador. Ele já havia sido alvo de pedido de prisão preventiva formulado pelos investigadores da operação que põe sob suspeita a gestão Gladson Cameli e abala o Acre. A PF também pediu o afastamento do governador, o que foi negado.

A PF narra que ‘sobram indícios’ de que Eduardo Braga tem ‘posição de proeminência’ na organização criminosa investigada. Segundo os investigadores, ele atua em três frentes:

1‘) ‘Gerir e organizar as finanças do governador;

2) ‘Negociar e receber vantagens indevidas (propina) em virtude de contratos públicos celebrados’;

3) ‘Delegar serviços menos importantes àqueles que estão abaixo dele na cadeia de comando da organização criminosa’;

Ao pedir ao Superior Tribunal de Justiça a abertura da nova fase ostensiva da Ptolomeu, a PF transcreveu diálogos entre outros investigados que indicam o ‘poder e a ascendência’ de Eduardo Braga no grupo investigado, ‘localizando-se muito próximo ao governador do Acre’.

Uma conversa foi recuperada no celular de um dos alvos da Operação Atlântida, aberta pela PF em Cruzeiro do Sul – interior do Estado -, em junho de 2022. O investigado que teve o aparelho apreendido possui, segundo a PF, empresa que detém ‘contratos públicos fraudados’.

Essa empresa, diz a investigação, teria pago propina de quase R$ 500 mil a Eduardo Braga no bojo de um contrato fechado com o governo acreano.

Na terceira etapa ostensiva da Ptolomeu, deflagrada na quinta-feira, 9, por ordem de Nancy Andrigui, do STJ, Eduardo Braga foi alvo de afastamento cautelar do cargo comissionado como chefe de Departamento da Casa Civil do Acre, com salário mensal de R$ 11.069,10.

No entanto, segundo a PF, ‘Dudu’ não parece prestar serviços no órgão público, sendo remunerado, na prática, ‘para prestar serviços privados ao governador, numa flagrante situação de desvio de finalidade’.

De acordo com os investigadores da Ptomoleu, Eduardo Braga ‘gerencia a obra de uma mansão do governador do Acre’.

Em julho de 2022, os investigadores deram início a um monitoramento de ‘Dudu’ e constataram sua proximidade com Gladson Cameli.

Segundo a PF, Eduardo Braga ‘gerencia a vida financeira’ do chefe do Executivo acreano. A PF indica que o comissionado da Casa Civil do Acre é responsável inclusive por realizar transporte e operações com dinheiro do governador.

Ao Superior Tribunal de Justiça, onde tramitam as investigações da Ptolomeu, a corporação entregou Relatório de Inteligência Financeira (RIF). O documento aponta que Eduardo Braga fez ‘depósitos de altos valores’ em espécie em favor de Cameli. Ele também paga suposto empréstimo em favor do governador ‘com impressionantes R$ 100 mil em espécie’.

A PF ainda estabelece ligações entre Eduardo Braga, seu irmão Daniel, e o pai do governador do Acre, Eladio Cameli. Segundo a corporação, os irmãos são oriundos de Manaus, onde mora o patriarca da família Cameli, e passaram a viver em Rio Branco durante o mandato de Gladson, ocupando cargos em comissão em diversas secretarias.

Os investigadores narram que Daniel ocupou, na gestão de Cameli, cargo de diretor de Infraestrutura e Logística na Secretaria de Educação e Esportes do Estado. Posteriormente, deixou a cadeira para ocupar o cargo de diretor administrativo na Secretaria de Saúde – pasta que abriga contratos sob investigação na Ptolomeu.

Um contrato citado na investigação da PF tem como objeto a manutenção predial de instalações da Saúde. Segundo a corporação, a análise do procedimento ‘constatou várias irregularidades’ que ‘geram o lastro financeiro que possibilita o desvio de recursos públicos’.

“Explica-se: por meio de medições completamente fraudulentas, sobram recursos para as empresas integrantes do consórcio Aquiri & Atlas distribuírem entre servidores públicos e agentes políticos, inclusive o governador Gladson Cameli”, afirmou a PF na representação submetida ao STJ para abertura da terceira fase da Ptolomeu.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR

Quando a terceira fase da Operação Ptolomeu saiu às ruas, no último dia 9, o governador Gladson Cameli (PP) afirmou que não tem ligação com a organização criminosa que, segundo a Polícia Federal, detém o controle de contratos milionários no Acre.

O governo do Estado do Acre se coloca à disposição para colaborar com as investigações da Polícia Federal em relação à Operação Ptolomeu. Na realidade, incentiva essa e todas as ações de combate à corrupção. Prova disso é que foi criada pelo governo do Estado a Delegacia de Combate a Crimes de Corrupção. É a nossa obrigação colaborar com a missão dos agentes públicos em todas as investigações da Polícia Federal, que visam salvaguardar o bom uso de recursos públicos.

Estadão

Médica cubana que atuou no Mais Médicos vive hoje de ‘bicos’

médica cubana Mariela Ambruster Almenares, 53 anos, vive de doações feitas por amigos e “bicos” esporádicos como cuidadora de idosos nas cidades de Nova Fátima e Nordestina, a cerca de 227 quilômetros de Salvador. Com a remuneração que consegue, paga as contas e ajuda a família, que mora no país em que nasceu.

A profissional nasceu na cidade de Santiago, em Cuba, e passou por dificuldades financeiras no interior da Bahia, após o fim do programa Mais Médicos. Ela trabalhou na atenção básica de Nova Fátima de 2013 até 2016, cidade com população estimada em 8.120 pessoas, em 2021, conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agora, para se manter na área da saúde, a cubana promove palestras gratuitas para jovens, adultos e idosos sobre prevenção a doenças e a importância da mamografia e dos exames preventivos e de próstata.

Desde o fim do programa, a cubana não conseguiu colocação na sua área de trabalho. A solução foi trabalhar como atendente de farmácias em duas cidades baianas: Feira de Santana e Nova Fátima.

Mariela Almenares também atuou como cuidadora de idosos, atividade que atualmente executa de maneira esporádica, como forma de conseguir dinheiro para pagar contas básicas e ajudar os filhos.

G1

Governo paga salário de março dia 28

Governo do Estado vai antecipar para a próxima terça-feira, 28, o pagamento do salário de março dos servidores da ativa, inativos e pensionistas. A medida foi anunciada na segunda-feira, 20. O pagamento da folha de março, em data antecipada, injetará na economia do Estado R$ 423.973.102,83.

PF desarticula mais uma quadrilha em Rondônia

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Bariátrica que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 17 milhões no período de um ano. Há indícios que o grupo atua na lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas.

Segundo a PF, os integrantes do grupo usam empresas de fechada e “pessoas laranjas” para tentar camuflar a movimentação financeira do tráfico. A organização tem como base logística a cidade de Guajará-Mirim (RO).

Nesta manhã são cumpridos seis mandados de busca e apreensão. O nome da operação faz referência ao codinome utilizado por um dos alvos da polícia.

As investigações

 

Tudo começou em agosto de 2021, após a PF receber uma denúncia anônima. Em outubro de 2021, os investigadores descobriram a movimentação de aproximadamente R$ 17 milhões pelos integrantes da organização.

“Durante os atos investigativos averiguou-se que o grupo se valia, principalmente, de empresas de fachadas no estado de Rondônia e do Acre para lavar capitais. Foi possível identificar indivíduos envolvidos na lavagem de dinheiro nas cidades de Guajará-Mirim, Porto Velho e Buritis (RO)”, informou a PF.

Agevisa distribui vacina contra monkeypox em Rondônia

O Núcleo de IST, Aids e Hepatites Virais da Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Agevisa realizará a distribuição para cinco Gerências Regionais de Saúde – GRS, sendo estas, responsáveis pela distribuição aos municípios com serviço de referência à realização da vacinação, seja em esquema de pré-exposição ou pós-exposição. O trabalho contará com a estrutura logística da Rede de Frio, de forma articulada com os serviços ambulatoriais especializados em HIV/Aids. Cada município definirá a logística junto aos serviços ambulatoriais especializados nestas doenças, nas Unidades de Referência.

De acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – Cievs, da Agevisa, Rondônia teve até 3 de março, nove casos confirmados de Monkeypox, e todos foram curados, sem nenhum óbito registrado.

O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregorio de Lima ressaltou que, desde 2022 Rondônia acompanha as orientações do Ministério da Saúde – MS no enfrentamento à doença. “Foi o ano em que o Ministério lançou uma campanha de prevenção à Monkeypox, com o objetivo de orientar as pessoas na autoavaliação de risco, e conscientizá-las sobre a importância das medidas de prevenção”, lembrou.

A vacina contra Monkeypox não faz parte do calendário vacinal nacional, portanto, a distribuição é feita pela área técnica da Agevisa. A definição do fluxo de distribuição da vacina será realizada pela Coordenação Estadual de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da Agência, com prioridade ao público-alvo no Informe Técnico Operacional de Vacinação Contra A Mpox, disponível no link. A coordenadora do Núcleo, Gilmarina Silva Araújo informou que a população-alvo para a vacinação seguirá as recomendações a seguir:

VACINAÇÃO PRÉ-EXPOSIÇÃO:

Pessoas vivendo com HIV/Aids – PVHA: com idade igual ou superior a 18 anos; com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células, nos últimos seis meses. Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.

PÓS-EXPOSIÇÃO:

Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Seduc promove Encontro Estadual de Saúde Ocupacional nesta terça-feira

Tendo como tema central “Saúde mental em tempos de recomeço: um novo jeito de caminhar”, o Governo de Rondônia, por meio da Gerência de Provimentos, Avaliação e Saúde Ocupacional – Gpaso, da Secretaria de Estado da Educação – Seduc, realiza nesta terça-feira, às 7h30, o Encontro Estadual de Saúde Ocupacional. O evento segue até a quarta-feira (22).

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o encontro vai propiciar a troca de experiências, integração e fortalecimento de vínculos entre os servidores que atuam direta e indiretamente com essa demanda”, ressaltou.

DIÁLOGO

O propósito do encontro é reunir os coordenadores das ações em Saúde Ocupacional das 18 Coordenadorias Regionais de Educação – CRE, para dialogar sobre prevenção do adoecimento e promoção da qualidade de vida no trabalho, além de promover momento de treinamento, aperfeiçoamento e avaliação das ações já executadas nas regionais.

CONSOLIDAÇÃO DE PARCERIA

Para a secretária da Seduc, Ana Pacini, “o encontro é constituído de momentos para consolidação de parceria com outras instituições governamentais e não governamentais, que trabalham com enfoque em saúde ocupacional, propiciando oportunidades para que estas possam conhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Seduc, desde a implementação do Núcleo de Saúde Ocupacional – NSO, em 2016”, ressaltou.

Casal bandido rende frentistas e rouba posto de combustível

O roubo a um posto de combustível, localizado na rua Benedito Inocêncio, bairro Três Marias, zona leste de Porto Velho, aconteceu na madrugada desta terça-feira (21).

De acordo com a Polícia Militar, dois frentistas estavam no posto de combustível, quando um homem e uma mulher chegaram no local.

O homem estava armado, e ao avistar os frentistas, já anunciou o assalto. Os bandidos levaram as vítimas até o caixa e obrigaram elas a entregarem todo o dinheiro, cerca de R$ 1 mil.

Após pegar o dinheiro, os criminosos trancaram as vítimas em uma sala e fugiam.

A PM chegou a fazer buscas, mas ninguém foi preso.

Rondoniagora

Casal é preso após queimar pênis de adolescente com brasa

Uma mulher de 31 anos e um homem de 27 foram presos por suspeita de queimar o órgão genital de um adolescente, de 17, em Guidoval, Minas Gerais. Segundo informações, o objetivo da dupla era amputar o pênis do jovem, mas a dupla preferiu queimar com brasa após pensar na dificuldade de cortar e rejeição ao sangue.

O adolescente estaria morando e se relacionando amorosamente com a suspeita, que estava grávida e tinha outros quatro filhos. Em agosto de 2022, o outro suspeito, pai de uma das crianças, voltou a morar com a mulher e o adolescente para “dividirem” as despesas. Neste momento, a tortura contra o jovem se agravou até chegar o momento que o pênis dele foi queimado com brasa. A polícia cita que “Mesmo lesionada, a vítima era coagida, ameaçada e mantida em cárcere privado para que ninguém soubesse dos fatos”, disse.

Douglas Mota, o delegado responsável pelo caso, destaca que “Nos deparamos com um caso gravíssimo de tortura, expondo um adolescente a uma extrema vulnerabilidade, provocando intensa dor e colocando em risco a perda do membro e da função de reprodução”.

O casal está preso e o adolescente está sob cuidados médicos, mas não foi informado se o jovem perdeu o pênis.

Com informações do UOL

Veja como solicitar o salário-família do INSS e quais os principais requisitos

Dinheiro

O salário-família é um valor pago ao empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso, segundo o número de filhos ou equiparados que possua. Filhos maiores de 14 anos não têm direito, exceto no caso dos inválidos (para quem não há limite de idade). Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de renda estipulado pelo governo federal (confira a tabela com o valor do benefício).

O empregado, inclusive o doméstico, deve requerer o salário-família diretamente ao empregador. Já o trabalhador avulso deve requerer o benefício ao sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao qual está vinculado. Casos estes trabalhadores estejam recebendo auxílio-doençaaposentadoria por invalidez e aposentadoria por idade rural, devem realizar o seu requerimento no INSS.

Mais Médicos trará estrangeiros se brasileiros não vierem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, ontem, a retomada do programa Mais Médicos com prioridade para a convocação de profissionais da área de saúde brasileiros. O governo oferecerá cinco mil vagas a partir deste mês, sendo que outras 10 mil serão abertas no segundo semestre deste ano. O salário inicial é de R$ 12,8 mil, mais auxílio moradia — além de ajuda no aperfeiçoamento profissional —, e o Palácio do Planalto pretende ampliar as contratações até ocuparem 28 mil postos.

Até ser extinto na gestão de Jair Bolsonaro, sob a acusação de que era uma maneira de o governo brasileiro financiar a ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro, boa parte das vagas do programa era ocupada por estrangeiros — sobretudo cubanos. Isso não quer dizer, porém, que profissionais de outras nacionalidades não serão aceitos, como anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Queremos que todos os médicos que se inscrevam sejam brasileiros. Se não tiver, vamos fazer um chamamento para que estrangeiros ocupem essa tarefa. O que importa não é apenas saber a nacionalidade do médico, é saber a nacionalidade do paciente, um brasileiro que precisa de saúde”, afirmou.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, há aproximadamente quatro mil equipes de saúde que atuam em regiões vulneráveis sem médicos. O índice de desistência de ocupação dessas vagas é em torno de 41%, de acordo com levantamento da pasta. Para a ministra Nísia Trindade, esse desestímulo se acentuou no governo Bolsonaro.

“(O programa) foi descaracterizado nos últimos seis anos e a proposta do governo anterior não garantia médicos onde mais se necessitava. O ano de 2022 finalizou com mais de 4 mil equipes da saúde da família sem médicos, o pior cenário em 10 anos, afetando, principalmente, as áreas e as pessoas em situação de vulnerabilidade”, lamentou a ministra.

Segundo Nísia, a retomada do programa é fundamental, porque os contratos com cerca de 2,5 mil médicos se encerram em junho. “É necessário prorrogar a permanência desses profissionais que têm tido a maior média de permanência na saúde da família”, explicou.

Os novos contratos do programa serão de quatro anos, e não de três — como é atualmente —, podendo ser prorrogado por mais quatro. Segundo Nísia, a ideia é fazer com que esse período seja suficiente para que o profissional concluir a especialização em saúde primária.

Quem entrou no curso de medicina por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) receberá atenção especial no programa. Ao permanecer por um ano no Mais Médicos, e atuando em alguma área de vulnerabilidade social, o estudante terá abatimento na bolsa do Fies.

Já para médicas que se tornarem mães enquanto estiverem no programa, um benefício para permanecerem será o bolsa maternidade, que complementa o valor do auxílio do INSS por até seis meses.

Correio Braziliense