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23 junho 2026
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Oito pessoas morrem após soterramento em Manaus

Ao menos oito pessoas morreram após o soterramento de onze casas provocado pela chuva no bairro Jorge Teixeira, na zona leste de Manaus, na noite deste domingo (12). Quatro vítimas são pessoas adultas e as outras quatro são crianças. Os corpos foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) da cidade.

Uma pessoa chegou a ser resgatada com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Houve gritaria entre os moradores para pedir socorro médico no momento em que a vítima foi encontrada ainda viva.

Bombeiros, funcionários da prefeitura e voluntários fazem buscas no local a procura de sobreviventes e de corpos. Imagens nas redes sociais mostram moradores do bairro ajudando no resgate no escuro, no meio da lama, dos restos das casas e em clima de comoção.

A Prefeitura de Manaus ativou o comitê de gestão de crise por causa das fortes chuvas na cidade no fim de semana e do desmoronamento que ocorreu na noite de domingo.

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), foram ao local para acompanhar os trabalhos de socorro.

Segundo o prefeito, a região onde ocorreu o desmoronamento é de alto risco e há mais 62 áreas nessa mesma situação em Manaus.

O desmoronamento atingiu casas que ficavam na parte de baixo de um barranco. De acordo com a prefeitura, o acumulado de chuva foi de 96 mm nas últimas horas na região em que houve o soterramento.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura divulgou nota dizendo que as chuvas intensas e concentradas tornam as encostas de Manaus suscetíveis a deslizamentos.

O aumento repentino no volume de água recebido pelo solo íngreme provoca o encharcamento do talude e a consequência são os deslizamentos de terra.

Entidade anuncia mobilização nacional pela revogação do Ensino Médio

A ADUNIR convoca toda a categoria para a construção do dia 15 de março de 2023 como o “Dia Nacional de Mobilização pela Revogação do Novo Ensino Médio”, que está sendo proposto pelas entidades do movimento estudantil e sindical da educação.
O ANDES-SN tem reforçado nos seus espaços de deliberação a posição contrária ao Novo Ensino Médio. Nossa categoria tem lutado contra essa medida se articulando com os sindicatos da educação básica, sindicato dos técnico-administrativos e com o movimento estudantil, denunciando as consequências dessa medida para a vida de trabalhadore(a)s e estudantes.
Lutamos pela revogação imediata do Novo Ensino Médio e, nesse sentido, reforçamos o chamamento de todos os professores e professoras para o Ato Público que será realizado no Ifro – Calama. no dia 15 de março de 2023 às 9 horas.
O ANDES-SN também participará do ato que está sendo chamado pelas entidades da educação em Brasília, no dia 15/03, que terá concentração às 9h no Museu Nacional com marcha até o MEC. Queremos ser recebidos pelo MEC para dizer: Revogação já do Novo Ensino Médio.

Corinthians perde e é eliminado do Paulista

O Corinthians perdeu para o Ituano nos pênaltis na tarde deste domingo (12), em partida válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista, na Neo Quíimica Arena, e está eliminado do Campeonato Paulista.

No tempo normal, a partida foi 1 a 1, com gols de Rai Ramos e Paulinho. Nos pênaltis, a equipe de Itu venceu por 7 a 6. Fábio Santos, Fágner e Gil perderam suas cobranças. O goleiro Jefferson Paulino defendeu as cobranças dos dois primeiros, enquanto o zagueiro chutou para fora. O ituano, agora, enfrentará o Palmeiras nas semifinais do campeonato.

Com sete estatuetas, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” é o grande vencedor do Oscar 2023

“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” confirmou o favoritismo e foi o principal vencedor do Oscar deste ano. O longa levou sete estatuetas, entre elas, a de melhor filme.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os vencedores do mais importante prêmio da indústria de cinema americana neste domingo, dia 12.

Dirigido pela dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert, o filme levou sete estatuetas. Uma dos principais foi na categoria de melhor atriz, para Michelle Yeoh, a primeira asiática a receber um Oscar nesta categoria.

O vietnamita Ke Huy Quan ganhou o prêmio de ator coadjuvante e Jamie Lee Curtis levou o troféu de melhor atriz coadjuvante. O longa também foi premiado em melhor direção, roteiro original, montagem.

Ao todo, “Tudo em Todo o Lugar” concorreu a 11 prêmios. O filme foi o maior vencedor de melhor filme desde “Quem Quer Ser um Milionário”, de 2008, que levou oito estatuetas.
O longa já vinha colecionando troféus nas principais premiações de cinema, como o SAG Awards.

Na trama, uma imigrante chinesa nos Estados Unidos amargurada com sua rotina é jogada no multiverso e precisa transitar entre diferentes versões de si mesma para salvar o mundo.

Melhor filme

Nada de Novo no Front
Avatar: O Caminho da Água
Os Banshees de Inisherin
Elvis
Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)
Os Fabelmans
Tár
Top Gun: Maverick
Triângulo da Tristeza
Entre Mulheres

Melhor direção
Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin
Daniel Kwan & Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)
Steven Spielberg, por Os Fabelmans
Todd Field, por Tár
Ruben Östlund, por Triângulo da Tristeza

Melhor ator

Austin Butler, por Elvis
Colin Farrell, por Os Banshees de Inisherin
Brendan Fraser, por A Baleia (vencedor)
Paul Mescal, por Aftersun
Bill Nighy, por Living

Melhor atriz

Cate Blanchett, por Tár
Ana de Armas, por Blonde
Andrea Riseborough, por To Leslie
Michelle Williams, por Os Fabelmans
Michelle Yeoh, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)

Melhor ator coadjuvante

Brendan Gleeson, por Os Banshees de Inisherin
Brian Tyree Henry, em Causeway
Judd Hirsch, em Os Fabelmans
Berry Keoghan, por Os Banshees de Inisherin
Ke Huy Quan, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)

Melhor atriz coadjuvante

Angela Bassett, por Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
Hong Chau, por A Baleia
Kerry Condon, por Os Banshees de Inisherin
Jamie Lee Curtis, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)
Stephanie Hsu, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

 Melhor roteiro original

Martin McDonagh, por Os Banshees de Inisherin
Daniel Kwan & Daniel Scheinert, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)
Steven Spielberg & Tony Kushner, por Os Fabelmans
Todd Field, por Tár
Ruben Östlund, por Triângulo da Tristeza

 Melhor roteiro adaptado

Edward Berger, Lesley Paterson & Ian Stokell, por Nada de Novo no Front
Rian Johnson, por Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Kazuo Ishiguro, por Living
Ehren Kruger, Eric Warren Singer & Christopher McQuarrie, por Top Gun: Maverick
Sarah Polley, por Entre Mulheres (vencedor)

 Melhor fotografia

James Friend, por Nada de Novo no Front (vencedor)
Darius Khondji, por Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades
Mandy Walker, por Elvis
Roger Deakins, por Império da Luz
Florian Hoffmeister, por Tár

 Melhor trilha sonora
 
Volker Bertelmann, por Nada de Novo no Front (vencedor)
Justin Hurwitz, por Babilônia
Carter Burwell, por Os Banshees de Inisherin
Son Lux, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
John Williams, por Os Fabelmans

Melhor canção original
 
 Sofia Carson – “Applause” (de Tell it Like a Woman)
Lady Gaga – “Hold My Hand” (de Top Gun: Maverick)
Rihanna – “Lift Me Up” (de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre)
“Naatu Naatu” (de RRR) (vencedor)
Son Lux – “This is a Life” (de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)

Melhor edição

Mikkel E.G. Nielsen, por Os Banshees de Inisherin
Matt Villa & Jonathan Redmond, por Elvis
Paul Rogers, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (vencedor)
Monika Willi, por Tár
Eddie Hamilton, por Top Gun: Maverick

Melhor figurino

Mary Zophres, por Babilônia
Ruth E. Carter, por Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (vencedor)
Catherine Martin, por Elvis
Shirley Kurata, por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
Jenny Beavan, por Sra. Harris Vai a Paris

Melhor design de produção

Nada de Novo no Front (vencedor)
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia
Elvis
Os Fabelmans

Melhor cabelo & maquiagem

Nada de Novo no Front
Batman
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
Elvis
A Baleia (vencedor)

Melhor som

Nada de Novo no Front
Avatar: O Caminho da Água
Batman
Elvis
Top Gun: Maverick (vencedor)

Homem é espancado e atacado a tiros após tentar reconciliação com ex-mulher em RO

Na noite de sábado (11),  um homem de 37 anos foi agredido e atacado a tiros ao tentar se reconciliar com a ex-mulher em uma residência no bairro São Francisco, em Porto Velho.

Ele foi até a casa da ex pedir para voltar. A mulher não aceitou e, durante a discussão, os filhos dela e outros familiares foram para cima do homem e o espancaram com socos e chutes.

Ele saiu correndo e, quando chegava na frente da casa dele, dois acusados em uma moto modelo Pop de cor branca efetuaram dois disparos em sua direção.

A vítima por pouco não foi baleada e se escondeu dentro de casa até a PM chegar. Os policiais ainda tentaram localizar os envolvidos, mas sem sucesso.

Homem fica gravemente ferido após invadir condomínio e se envolver em acidente na BR-364

André F.R.O., 32 anos foi socorrido ao pronto-socorro João Paulo II na manhã deste domingo (13), após se envolver em um grave acidente na BR-364, perímetro urbano da capital. Ele conduzia um Nissan Sentra e estava fugindo da Polícia, depois de ter invadido o condomínio Total Ville 2. André estava com outra pessoa no veículo, que também ficou ferida.

Segundo a segurança do condomínio, pouco antes de chegar ao local, uma moradora havia alertado que ele não poderia entrar. André então avançou contra o portão eletrônico.

A PM foi chamada pela segurança do condomínio depois da invasão. Com a chegada da Polícia o homem fugiu e bateu o carro na mureta de proteção que separa as duas pistas da rodovia federal. O veículo ainda derrubou poste de energia.

O motorista foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, segundo informa o Rondoniagora

Fluminense joga mal, perde para o Volta Redonda e fica em desvantagem na semifinal do Carioca

Volta Redonda, RJ - Brasil - 12/03/2023 - Maracanã - Campeonato Carioca, semifinal jogo 1, jogo entre Fluminense x Volta Redonda. FOTO DE MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC IMPORTANTE: Imagem destinada a uso institucional e divulga磯, seu uso comercial estᠶetado incondicionalmente por seu autor e o Fluminense Football Club. IMPORTANT: Image intended for institutional use and distribution. Commercial use is prohibited unconditionally by its author and Fluminense Football Club. IMPORTANTE: Im᧥n para uso solamente institucional y distribuici㮮 El uso comercial es prohibido por su autor y por el Fluminense Football Club

O Volta Redonda derrotou o Fluminense por 2 a 1, na noite deste domingo (12) no Estádio Raulino de Oliveira, pela ida das semifinais do Campeonato Carioca. As equipes definirão quem avança para a decisão da competição a partir das 16h (horário de Brasília) do próximo sábado (18) no Maracanã.

Jogando em casa, o Esquadrão de Aço abriu logo uma vantagem de dois gols, com Pedrinho aos 25 minutos do primeiro tempo e com Lelê aos seis da etapa final. Diante do placar adverso, a equipe das Laranjeiras passou a arriscar mais e, de tanto tentar, conseguiu descontar aos 33 minutos com Nino, em lance no qual prevaleceu a vontade do zagueiro.

As semifinais do Carioca terá prosseguimento nesta segunda-feira (13). A partir das 21h10, Flamengo e Vasco medem forças no Maracanã.

Mega-Sena acumula e prêmio para próximo sorteio é de R$ 16 milhões

A Caixa informou que ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.572 da Mega-Sena, sorteadas na noite de ontem (11).

O prêmio acumulado para o próximo sorteio, previsto para terça-feira (14), é de R$ 16 milhões.

As dezenas sorteadas foram 03, 07, 15, 22, 24 e 50.

Os 101 apostadores que acertaram a quina vão receber R$ 30.374, cada.

Para o próximo sorteio, as apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Especialistas afirmam a necessidade de revogação do ensino médio

Rio de Janeiro - A Universidade Estadual do Rio de Janeiro(Uerj) volta às aulas. De acordo com os diretores, a decisão pela volta deve-se ao avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e à preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do Colégio de Aplicação (CAP). Profundamente atingida pela crise financeira do governo fluminense, a Uerj adiou cinco vezes o início das aulas referentes ao segundo semestre de 2016. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Entidades e pesquisadores da área da educação afirmam a necessidade de revogação da lei de 2017 que estabeleceu o novo ensino médio e sugerem a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012. Na última semana, o Ministério da Educação (MEC) abriu consulta pública para avaliação e reestruturação da política nacional de ensino médio, mas, para os especialistas, antes do diálogo, é urgente a revogação da medida.

“E, ao ser revogado, é necessário que o governo receba estudantes, professores e profissionais da educação pra poder formular e concretizar um modelo de ensino que faça sentido pra nossa geração”, disse à Agência Brasil a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz.

Para o professor e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a abertura de diálogo é sempre positiva, mas a consulta do MEC não deixa a agenda completamente aberta para discussão.

“Ela restringe a participação a um cronograma muito apertado e, simplesmente, a questões de implementação da reforma, sendo que a demanda dos estudantes e dos professores é a revogação”, disse. “O que a reforma tem gerado de desorganização das redes, de desestruturação curricular e de baixíssima formação dos estudantes é algo que precisa ser, de fato, denunciado”, completou.

A consulta tem prazo de 90 dias para as manifestações, com possibilidade de prorrogação. Ela será implementada por meio de audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais com estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do novo ensino médio nos 26 estados e Distrito Federal.

Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. – Tomaz Silva/Agência Brasil

Para a professora e coordenadora do Observatório do Ensino Médio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mônica Ribeiro da Silva, a estratégia da consulta pública, pelo prazo apresentado, pode desmobilizar o debate nacional que já está em andamento. Ela sinaliza que não há a disposição do governo para uma mudança mais estrutural, de revogação, mas sim de fazer ajustes naquilo que já existe na reforma do ensino médio.

“Esperávamos um ministério que, de fato, pusesse um fim àquela lei que nasceu do golpe de 2016, pelo governo [Michel] Temer, por medida provisória, no debate apressado no Congresso Nacional e que acabou sendo regulamentada em cada rede estadual de um jeito. Nós temos, hoje, 27 ensinos médios pelo Brasil. Nós temos currículos com 200 páginas e currículos com 900 páginas, todos eles com assessoria privada. Este novo ensino médio é um enorme mercado que existe apenas para atender as fundações empresariais”, apontou a professora da UFPR.

Procurado pela reportagem, o MEC encaminhou declaração pública do ministro da Educação, Camilo Santana, em que esclarece que a consulta é exatamente para orientar e subsidiar as decisões que serão tomadas.

“Já identificamos que há necessidade de correções, necessidade de um bom debate. Porém, acho que é do processo democrático, até porque o ensino médio já está em andamento na sua implementação, [acho que] é importante ouvir as entidades, os especialistas da área, os estudantes, professores, para que a gente possa, com muita responsabilidade, tomar decisões. Nosso grande objetivo é garantir qualidade, um bom ensino médio para os estudantes jovens do Brasil”, disse.

Segundo o ministro, as decisões precisam ser tomadas brevemente, pois as diretrizes da política servirão de base para a elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

No entanto, uma pesquisa recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre as mudanças que estão sendo realizadas apontam o desconhecimento da população sobre a reforma. “Infelizmente, não houve uma articulação estruturada sobre as mudanças trazidas entre a aprovação da nova legislação, em 2017, e o início da obrigatoriedade de sua implementação, no início de 2022”, disse o diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

O novo ensino médio

A atual política do ensino médio, Lei 13.415/2017, foi aprovada em 2017 com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa, implantar o ensino integral e evitar que os estudantes abandonem os estudos.

Com o modelo, parte das aulas deverá ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.

A implementação ocorre de forma escalonada até 2024. Em 2022, ela começou pelo 1º ano do ensino médio com a ampliação da carga horária para, pelo menos, cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.

Sala de aula
Sala de aula – REUTERS / Amanda Perobelli / Direitos reservados

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), mesmo em meio à pandemia de covid-19, as secretarias estaduais mantiveram o cronograma e todos os estados já estão com os referenciais curriculares do novo ensino médio homologados. Em 2023, a implementação segue com o 1º e 2º anos e os itinerários devem começar a ser implementados na maior parte das escolas. Em 2024, o ciclo termina, com os três anos do ensino médio.

Além das atribuições no Observatório da UFPR, Mônica coordena uma rede de 23 grupos de pesquisa pelo país que acompanha, desde 2017, a regulamentação e implementação do novo ensino médio nas escolas. Segundo ela, o movimento estudantil, as entidades de classe e as sociedades científicas já entregaram ao MEC o resultado desses anos de pesquisa que aponta os problemas da política atual do ensino médio, material que poderia ser utilizado para embasar a revogação e acelerar as mudanças necessárias.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, as entidades de classe querem o retorno do Fórum Nacional da Educação, na composição que existia em 2016, antes de ser alterado pelo governo Michel Temer. O fórum é um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o governo, estabelecido pela lei do Plano Nacional da Educação (PNE), de 2014.

“Ele é composto de 50 entidades e movimentos da educação e tem a tarefa de avaliar políticas públicas e fazer propostas ao MEC sobre os melhores encaminhamentos. Entendemos que esse espaço, restituído sua composição de 2016, seria o espaço adequado para fazer esse debate do ensino médio”, disse ele, também defendendo a revogação da atual lei.

Diretrizes adequadas

Para Araújo, uma das alternativas é a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio definidas em 2012 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) após extenso debate, mas que acabaram paradas com a desorganização política do país a partir de 2013. “Elas apontam a perspectiva de projeto entre as disciplinas, para integrar esse processo de formação e encontrar uma forma de deixar o ambiente mais adequado no processo de ensino e aprendizagem”, explicou o presidente da CNTE.

O texto traz avanços quanto à concepção do ensino médio como um direito social de cada pessoa e dever do Estado em sua oferta pública e gratuita a todos. A resolução do CNE articulou os eixos do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura para formação integral do estudante, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Para a professora da UFPR, “nenhuma lei é eterna e, assim como foi mudada em 2017, pode ser alterada novamente”. “Nós tínhamos no Brasil experiências muito interessantes dos governos do PT antes dessa reforma, por exemplo as diretrizes curriculares nacionais de 2012, que sequer foram implementadas, que trazem uma outra concepção do ensino médio e de juventude”, ressaltou.

“Nós tínhamos a experiência do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, a experiência do Ensino Médio Integrado. Então não dá para dizer também que não tem o que por no lugar. E, obviamente, a partir daí outras contribuições seriam necessárias”, acrescentou.

Segundo Daniel Cara, a aplicação das diretrizes de 2012 fariam com que o Brasil construísse “um caminho de fortalecimento da etapa do ensino médio”. Além disso, para ele, o que também poderia ser alternativa seria colocar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que a implementação dos itinerários fosse facultativa para as redes e escolas.

“E eu tenho certeza que se ela for facultativa, em pouquíssimo tempo a maior parte das redes públicas não vão seguir com a reforma, o que significa concretamente que a reforma não é boa, elas estão sendo forçadas à implementação”, argumentou.

Disciplinas: brigadeiro e sabonete

A professora Mônica Ribeiro afirma que o novo ensino médio fragiliza a formação dos estudantes e aumenta a evasão e abandono escolar. Ela cita a redução de carga horária de disciplinas como sociologia, filosofia e biologia, “que os estudantes precisam, inclusive se quiserem cursar a universidade”, e critica a substituição dessas por “coisas” como: “como fazer brigadeiro, como cuidar dos pets, como fazer sabonete”.

“O que significa para um jovem de escola pública, que é 85% das matrículas no Brasil do ensino médio, cursar essas quinquilharias? Será que nós já não temos elementos suficientes para uma intervenção mais séria? Enquanto se realiza essa famigerada consulta pública, os estudantes continuarão a ter essas ‘coisas’ que eu me recurso chamar de disciplinas. Isso é que eu chamo de uma violência”, disse.

Já para a presidenta da Ubes, Jade Beatriz, além da grade curricular ruim, o novo ensino médio desconsidera as diversas realidades estruturais do país e agrava as desigualdades sociais. “Enquanto estudantes de escolas particulares estão nos laboratórios de robótica, química e física, temos aula de como fazer brigadeiro na grade curricular da escola pública. Isso é muito injusto! Nesse modelo não há um incentivo e capacitação para querer adentrar a universidade”, argumentou.

Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Nossas escolas não têm estrutura. É só fazer um recorte e ver a fotografia da escola pública hoje: teto desabando, salas alagadas quando chove, banheiro sem pia, escola sem banheiro, muitos sem saneamento e sem merenda. […] Como aumentamos tanto a grade curricular para escolas que não tem o mínimo de estrutura pra executar?”, questionou.

“Muitos estudantes precisam frequentar mais de uma escola pra poder conseguir cumprir toda grade. Isso envolve muito, envolve passagem de ônibus, envolve alimentação, envolve um pequeno recurso que pode vir a ser muito para os estudantes, que por consequência, acabam desistindo”, finalizou.

Estrutura insuficiente

Além disso, para Mônica, é falsa a possibilidade de escolhas dos estudantes, já que muitas escolas, justamente pela falta de estrutura citada por Jade, oferecem apenas um itinerário formativo, sobretudo aquelas dos municípios menores ou das periferias das grandes cidades, “gerando uma desigualdade imensa do acesso a conhecimento entre os estudantes”.

Nesse mesmo sentido, o presidente da CNTE lembra que em Pernambuco, onde um modelo semelhante ao novo ensino médio já vinha sendo aplicado há 17 anos, mais de 800 mil jovens entre 15 e 29 anos não concluíram o ensino médio, enquanto aqueles que concluíram ou estão matriculados somam 341 mil. Segundo ele, o modelo passou a ser aplicado quando Mendonça Filho era vice-governador de Pernambuco, o mesmo que foi ministro da Educação do governo Temer, na ocasião da reforma nacional.

“Quando você fecha três turnos da escola e coloca ela em tempo integral, você tira a juventude da escola, principalmente os mais pobres que precisam ajudar a família a ter o sustento do dia a dia”, disse Araújo, também destacando negativamente o esvaziamento do conteúdo disciplinar.

Para o professor Daniel Cara, apesar de algumas poucas escolas conseguiram ofertar a educação integral e o aprofundamento curricular dos itinerários, a reforma do ensino médio fracassou.

“Temos sempre que pensar a política educacional na escala, são 180 mil escolas no Brasil e boa parte oferta o ensino médio. E pensando no conjunto das escolas, a reforma hoje tem gerado mais problemas do que trazido soluções. […] O novo ensino médio está sendo implementado e não está acontecendo, porque ele é tão caótico, é tão desorganizado que ele sequer se estruturou”, explicou. “O problema não é de implementação e organização, o problema é que a reforma não é adequada”, completou.

Segundo ele, pelo que se tem visto nas escolas e nos trabalhos relacionados a projeto de vida e empreendedorismo, o Brasil será “uma fábrica de coachings de Instagram” se houver insistência na atual reforma. “É um conteúdo completamente absurdo nas escolas, é tratar questões sérias como filosofia, sociologia, história e geografia como autoajuda. Isso não pode prevalecer”, disse.

Para o diretor do Sesi/Senai, Rafael Lucchesi, a reforma vai na direção certa ao superar o modelo de ensino passivo-reprodutivo e incentivar o protagonismo do estudante na construção de um projeto de vida e de carreira por meio de uma abordagem interdisciplinar.

“Acreditamos, portanto, que os debates devem ser direcionados para identificar os gargalos e possibilitar uma implementação efetiva do modelo”, disse. “Para isso, são indispensáveis investimentos, não só em estruturas físicas e equipamentos, como também na formação de professores, cujo papel é determinante para as transformações do sistema de ensino e manutenção da qualidade da prática pedagógica e dos resultados da aprendizagem”, destacou.

Ex-Flamengo, Emerson Sheik é denunciado por lavagem de dinheiro

O ex-jogador de futebol Emerson Sheik, com passagens por Flamengo, Corinthians, Fluminense e Botafogo, terá que cumprir uma série de medidas cautelares decretadas pela Justiça após ser denunciado e virar réu acusado de ter ajudado o bicheiro Bernardo Bello a lavar dinheiro. O ex-atleta foi alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira (10) em operação do Ministério Público do Rio.

Agora, Sheik terá que cumprir uma série de medidas:

  • proibição de se ausentar, por mais de 15 dias, da comarca onde reside sem autorização judicial;
  • informar ao juízo, em no máximo 15 dias, os números de telefone por meio dos quais possam ser contatados, inclusive por aplicativo de mensagem WhatsApp
  • comparecimento bimestral em juízo para justificar suas atividades;
  • proibição de contato com os demais réus, ressalvados os familiares.

O contraventor Bernardo Bello, Sheik e outras sete pessoas foram denunciados na sexta-feira (10) pelo Ministério Público. O MP os acusa de lavagem de dinheiro “oriundo, sobretudo, da contravenção do jogo do bicho e da exploração de máquinas caça-níqueis” com iates, veículos de luxo, imóveis na capital fluminense e um sítio no interior do estado. Bernardo Bello teve a prisão decretada e é considerado foragido. Ele já é réu pela morte de um outro contraventor, Alcebíades Paes Garcia, o Bid, em fevereiro de 2020.

Segundo o MP, Bernardo Bello e Sheik atuaram para ocultar os valores da venda de uma cobertura do ex-jogador na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em operações iniciadas em agosto de 2013 e encerradas em janeiro de 2014. Apesar de declarar que não gastou nada pelo imóvel, o MP levantou que foram feitos quatro depósitos em espécie que totalizaram R$ 473.550,00 para Sheik. Para o MP, os recursos foram “utilizados clandestinamente como parte do pagamento pela aquisição de imóvel”.
Os valores não passaram por contas bancárias de Bello e não foram registrados nas escrituras.

O ex-jogador, argumenta o MP, “permitiu que os depósitos apontados fossem realizados em sua conta bancária, sem constar da escritura pública, sem os declarar à Receita Federal, camuflando a origem, natureza e os valores ilícitos”.

A CNN procurou a defesa do ex-jogador, mas ainda aguarda resposta.