A Regional Cone Sul do Sintero voltou a acender o alerta sobre a situação enfrentada pelos trabalhadores da educação estadual. Após ouvir diversos professores e se reunir com a superintendente regional de Educação de Vilhena, Nilta Nunes, a direção sindical concluiu que a falta de apoio e de ações efetivas do Governo de Rondônia tem contribuído para o adoecimento dos profissionais e para o agravamento dos problemas nas escolas.
A reunião ocorreu entre a diretora regional do Sintero, professora Lívia Maria, e a superintendente Nilta Nunes. Na oportunidade, a representante sindical apresentou reivindicações da categoria e relatos encaminhados por servidores que atuam na rede estadual de ensino.
Segundo o sindicato, nas últimas semanas foram registradas diversas denúncias envolvendo sobrecarga de trabalho, desgaste emocional, falta de acolhimento por parte da gestão escolar e dificuldades no relacionamento entre profissionais e equipes administrativas.
Durante visitas realizadas pelo Sintero a unidades escolares da região, professores relataram exaustão física e mental diante das cobranças e exigências enfrentadas diariamente. De acordo com os servidores, a ausência de diálogo e de participação nas decisões da escola tem contribuído para um ambiente de trabalho cada vez mais desgastante.
Os profissionais também apontam falta de valorização e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em sala de aula. Muitos afirmam que convivem com pressão constante, insegurança e abalo emocional, situação que tem refletido diretamente na saúde dos trabalhadores.
Atestado médico
Outro fator destacado pelo sindicato diz respeito às mudanças ocorridas recentemente em equipes gestoras de escolas, especialmente após alterações em cargos de vice-direção. Conforme os relatos recebidos, as mudanças provocaram instabilidade nas relações internas e aumentaram o sentimento de insegurança entre os servidores.
O reflexo desse cenário já pode ser percebido nas unidades de ensino. Segundo informações apresentadas ao Sintero, cerca de sete professores encontram-se atualmente afastados por motivos de saúde, comprometendo o andamento das atividades pedagógicas e o atendimento aos estudantes.
A preocupação também chegou aos alunos. Nesta semana, estudantes do terceiro ano procuraram a entidade sindical para relatar dificuldades causadas pela ausência de professores em disciplinas consideradas fundamentais, como Língua Portuguesa e Biologia.
Enem: falta professores
Os alunos demonstraram preocupação com a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e com os prejuízos pedagógicos decorrentes da falta de profissionais em sala de aula. Há relatos de turmas que permanecem há dias sem aulas em determinadas disciplinas, sem previsão concreta para reposição dos professores afastados.
Para a diretora regional do Sintero, professora Lívia Maria, a situação exige atenção urgente das autoridades educacionais. Ela defende que o debate vá além das questões administrativas e considere a saúde emocional dos trabalhadores, fator diretamente ligado à qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
A representante do sindicato, Lívia Maria, reforçou que continuará acompanhando a situação e cobrando providências do Governo de Rondônia para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais da educação. Para a entidade, cuidar da saúde dos professores é também investir na aprendizagem dos alunos e no fortalecimento da educação pública.




