Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais neste sábado (3) para comemorar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, atacar o presidente Lula e reforçar discursos de defesa da extrema-direta e do pai. As manifestações ocorreram após o governo estadunidense anunciar uma ofensiva em larga escala contra o território venezuelano e divulgar a suposta captura do presidente Nicolás Maduro, episódio que elevou a tensão política na região e repercutiu imediatamente no debate político brasileiro.
A razão de fato foi revelada até mesmo pelo presidente americano Donald Trump, em entrevista : “Eles nos tiraram os direitos de exploração de petróleo. Tínhamos muito petróleo lá. Eles expulsaram nossas empresas e nós queremos o petróleo de volta”, afirmou ele.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro, que se articula para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas eleições de outubro, utilizou o episódio para falar em “perseguição ideológica” e traçar paralelos entre a queda de Maduro e a trajetória de Bolsonaro no Brasil.

“Esse modelo não se limita à Venezuela: ele se espalha por rotas que cruzam a Colômbia, a América Central, o Caribe e alcançam o Brasil, sempre protegido por discursos políticos que tentam deslegitimar qualquer questionamento rotulando-o como “perseguição ideológica”, escreveu Carluxo.
Na sequência, ele ampliou o argumento ao relacionar o discurso ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha presidencial de 2018. “Nesse contexto, o atentado e a perseguição contra Jair Bolsonaro em 2018 —e os fatos que se seguiram— não podem ser tratados como episódios isolados ou meramente individuais”, finalizou.





