China reconhece o governo recém-empossado de Delcy Rodríguez e defende o direito internacional, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (7).

Após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores no último sábado (3), diversos países, incluindo a China, condenaram a operação dos Estados Unidos da América.
Com a detenção de Maduro, a nova presidenta constitucional da Venezuela é Delcy Rodríguez, que assume com a missão de negociar a libertação do presidente da prisão. Questionada se reconhecia o governo de Delcy, Mao esclareceu que a China irá apoiar o arranjo institucional do país.
“A China respeita a soberania e a independência da Venezuela e respeita as decisões tomadas pelo governo venezuelano de acordo com a Constituição e as leis do país”, afirmou Mao Ning.
Apoio à Venezuela
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores reiterou a solidariedade chinesa com a Venezuela e afirmou que o país tem interesse em trabalhar de maneira mais intensa com as nações da América Latina.
“A China apoia firmemente o governo e o povo da Venezuela na defesa de sua soberania, segurança e direitos e interesses legítimos, e apoia firmemente os países da região na preservação do status da América Latina e do Caribe como uma zona de paz. Estamos prontos para trabalhar com os países da região e com a comunidade internacional para salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe”, disse Mao Ning.
Pequim e Caracas mantêm uma relação de cooperação intensa há mais de duas décadas, formalizada como uma “Aliança à prova de tudo e a todo tempo” na última visita de Nicolás Maduro à China, em 2023.
Críticas aos EUA
Por fim, Mao Ning aproveitou para criticar a postura dos EUA frente ao caso, exigindo respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.
“A China acredita que todos os países devem respeitar os caminhos de desenvolvimento escolhidos pelos povos de outros países e cumprir o direito internacional, bem como os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. As grandes potências, em particular, devem dar o exemplo. Nenhum país deve agir como o policial ou juiz do mundo”, afirmou.
“A China defende uma visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável, respeita a soberania e a integridade territorial de todos os países, leva a sério as preocupações legítimas de segurança de outras nações e apoia a resolução pacífica de diferenças e disputas por meio do diálogo e da consulta. Essa é a solução da China para os desafios globais de segurança e para a construção de uma segurança universal e compartilhada. A China está pronta para trabalhar com outros países para defender a autoridade do direito internacional, rejeitar a lei da selva, se opor à interferência nos assuntos internos dos Estados e preservar conjuntamente a paz e a estabilidade mundial.”
Revista Fórum





