Um réu por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo foi considerado indefeso pela Justiça durante uma audiência de instrução após o próprio advogado dele concordar com o pedido de condenação feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (assista acima). Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no estado disse que apura a situação
Ao ser chamado para dar suas alegações finais, o advogado Rodrigo Pantaleão concordou com as acusações do promotor, que havia se manifestado logo antes. O g1 ocultou o nome do preso no vídeo.“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, respondeu.
Vídeo da sessão online mostra que Pantaleão permaneceu no celular durante toda a fala do promotor, Raul Rogério Rabello, e só voltou a prestar atenção à audiência quando a juíza, Carolina Ranzolin Nerbass, o chamou para se manifestar.
Ao receber a resposta, a juíza registrou que não poderia aceitar aquela posição e que teria que considerar o réu indefeso. O advogado, mesmo assim, reforçou que aquelas eram as alegações finais da defesa.
Nerbass, então, se dirigiu ao réu para explicar a situação.“Eu estou considerando o senhor indefeso. O senhor merece uma defesa, ainda que o senhor tenha admitido parte das questões ilícitas. Então, eu dou três dias para o senhor constituir um novo defensor. Se o senhor não constituir um novo defensor, eu vou nomear um defensor dativo para o senhor”, disse.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina informou que solicitou informações à magistrada, além de documentos relacionados, para compreender as circunstâncias dos fatos e avaliar eventual adoção das medidas previstas no Estatuto da Advocacia e da OAB.
Destacou também que “não tolera condutas que possam representar violação aos deveres éticos inerentes ao exercício da profissão
Novo defensor
Considerando que o réu não apresentou novo advogado dentro do prazo, o defensor Jackson José Seilonski foi nomeado pelo Juízo da 3ª Vara Criminal.
Ele informou ao g1 que estudou o caso e entregou as alegações finais à Justiça, mas detalhou qual foi o posicionamento.
Que crime é investigado?
Consta na denúncia que o crime ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2026, no bairro Sambaqui, em Florianópolis. Foram apreendidas na casa do réu 30 petecas de cocaína, já embaladas para venda, e um frasco com cerca de 200ml de “loló”.






