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1 fevereiro 2026

Súplica de Eduardo Bolsonaro para o pai ir aos EUA pode esconder plano de fuga

A novela repetitiva e enjoativa do pedido desesperado de devolução do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou um novo capítulo neste domingo (12). Antes de qualquer coisa, é necessário esclarecer que o antigo ocupante do Palácio do Planalto de extrema direita não é autoridade pública brasileira, não tem mandato algum atualmente, é indiciado pela Polícia Federal por crimes gravíssimos e tem histórico de enfrentamento às ordens da Justiça. Trocando em miúdos, não tem nada o que fazer nos EUA, sejam visitar o Mickey nos parques da Disney ou acompanhar posse de chefe de Estado estrangeiro.

Dito isso, seu filho Eduardo, que é deputado federal, conhecido por ser uma figura irascível que transborda ódio e violência verbal por todos os poros, um verdadeiro selvagem nas relações interpessoais e política, resolveu fazer um apelo em vídeo nas últimas horas, em tom comportado e educadíssimo, suplicando pela devolução do documento de viagem, chegando ao patético papel de dizer que espera que “Deus ilumine a mente das autoridades brasileiras”.

Eduardo adora mostrar seu “prestígio” com Trump e outros desajustados extremistas de todo o mundo. A família também tem a comunicação digital sua principal arma, fazendo de qualquer fato, cena ou vídeo um elemento devastador que costumeiramente catalisa apoios, gerando engajamento às pautas bizarras e desumanas que abraçam. Claro, o sinistro ex-presidente golpista ao lado de Trump, dentro da Casa Branca ou de qualquer outro local icônico de Washington, seria importante para o setor ultrarreacionário comandado por eles. Só que esse bom-mocismo todo pode esconder outra coisa.

Na súplica direcionada ao STF, embora sem mencionar o tribunal ou o ministro Alexandre de Moraes, que está com o caso, Eduardo diz que “Bolsonaro já foi aos EUA e voltou”, em referência à fuga covarde de fim de mandato, quando seus cupinchas tentaram o golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, e cita também a viagem do pai para a posse de Javier Milei, na Argentina, em 10 de dezembro de 2023. Ele fecha o apelo dizendo que o comparecimento do chefe do clã à posse de Trump “não faz mal a ninguém”.

Pura bravata e as coisas neste momento são muito diferentes dos primeiros e últimos dias de 2023, quando ele foi à Flórida e a Buenos Aires.

A apresentação da denúncia contra Jair Bolsonaro por parte da Procuradoria-Geral da República, que na prática o tornará réu pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, deve acontecer ainda este mês, ou no máximo até o começo de fevereiro. Para a imensa maioria dos juristas brasileiros, além de outras figuras afeitas ao mundo do direito e dos julgamentos em tribunais, sua condenação à cadeia é praticamente certa. Nove em cada dez especialistas no assunto creem que até o fim do ano seu endereço será numa cadeia qualquer do país.

Com Trump efetivado no cargo e com o sucesso de outras figuras que foram se enfiar nos EUA fugindo da Justiça brasileira, e que conseguiram lá permanecer sem risco de extradição, as chances de Bolsonaro se estabelecer nos EUA e, de lá, tornar-se uma espécie de espírito zombeteiro infernizando a vida nacional com suas escatologias incendiárias, é imensa. Ele estaria total e absolutamente a salvo, pronto para conduzir a extrema direita brasileira de forma remota, até porque se permanecer no Brasil seguirá inelegível e provavelmente preso.

O ministro Alexandre de Moraes pediu mais “provas” de que o convite feito por Trump a Bolsonaro é real, já que os endereços encaminhados no processo de onde teria partido tal “convocação” a Washington eram de e-mails esquisitíssimo, que poderiam até revelar uma fraude. Mas, se de fato o filho apresentar um convite de verdade e oficial, o STF ainda assim deve manter total atenção e não manifestar qualquer possibilidade de devolução do passaporte do ex-presidente, tendo em vista que a hipótese da fuga é quase certa.

Jamais devemos esquecer que, em pleno carnaval do ano passado, quando uma forte onda de boatos apontava para a decretação de sua prisão preventiva, Bolsonaro foi se esconder com travesseiro e tudo na embaixada da Hungria em Brasília, com a óbvia intenção de deixar a Justiça brasileira a ver navios. É um fato, não uma possibilidade: Jair Bolsonaro está desesperado para fugir.

Revista Fórum

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