O El Niño deve ganhar ainda mais força nos próximos meses e aumentar as chances de um verão excepcionalmente quente em grande parte do Brasil. A nova projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa), divulgada nesta quinta-feira (13), aponta alta probabilidade de o fenômeno atingir a categoria muito forte.
O fenômeno climático começou a se desenvolver em junho e é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O El Niño é o oposto da La Niña, marcada pelo resfriamento anormal das águas da mesma região.
Segundo a Noaa, o El Niño já está em intensidade forte e deve continuar se fortalecendo até o fim do ano.
A agência estima 93% de probabilidade de o fenômeno evoluir para a categoria muito forte a partir de setembro. A chance de essas condições permanecerem até janeiro chega a 90%.
A previsão representa uma revisão para cima em relação à análise anterior. No mês passado, a Noaa estimava 81% de possibilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro.
Impactos no Brasil
O fortalecimento do fenômeno pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas do país.
A tendência é de redução das chuvas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste, enquanto a Região Sul pode registrar aumento das precipitações.
Para Rondônia e outros estados da Região Norte, o cenário exige atenção, principalmente porque a redução das chuvas pode favorecer períodos mais prolongados de tempo seco, baixa umidade e temperaturas elevadas.
Ao mesmo tempo, o aquecimento provocado pelo El Niño aumenta a possibilidade de temperaturas acima da média durante o verão, especialmente em amplas áreas do território brasileiro.
O fenômeno deverá continuar sendo monitorado nos próximos meses, já que sua intensidade e duração podem influenciar diretamente as condições de chuva e temperatura no Brasil.





