Receita Federal voltou a desmentir de forma categórica, nesta quarta-feira (14), uma nova onda de mentiras sobre o Pix impulsionada por bolsonaristas nas redes sociais. Desta vez, o epicentro da fake news é novamente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou vídeos sugerindo que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria promovendo o “monitoramento” das movimentações financeiras da população por meio do sistema de pagamentos instantâneos.
Segundo a Receita, não existe — nem nunca existiu — qualquer tipo de tributação sobre o Pix, tampouco monitoramento individual de transações com essa finalidade. O órgão lembra que a própria Constituição Federal proíbe a criação de impostos sobre movimentações financeiras, o que torna ilegal qualquer narrativa que sustente a chamada “taxa do Pix”.
Em nota oficial, o Fisco foi direto ao classificar o conteúdo disseminado nas redes como mentiroso e perigoso.
O órgão acrescenta que esse tipo de boato não apenas gera pânico financeiro, como também abre espaço para a aplicação de golpes contra a população.
Mentira favorece o crime organizado
O novo ataque desinformativo gira em torno da Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, publicada para equiparar fintechs e instituições de pagamento digital às regras de transparência já exigidas dos bancos tradicionais desde 2015. A Receita esclarece que a norma não cria taxação nem autoriza o acesso a dados individualizados de cidadãos.
“A Instrução Normativa da Receita Federal nº 2.278 de 2025, que é atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de PIX, na verdade apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram aplicadas às instituições financeiras, sem qualquer detalhamento ou identificação de movimentações financeiras”, diz a nota.
Apesar disso, Nikolas Ferreira voltou a disseminar a mentira para gerar pânico na população. Em um dos vídeos, o deputado afirma:“Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina, ser chamado, ter que explicar e pagar imposto que você nunca imaginou pagar”.
A Receita Federal rebate esse tipo de afirmação com dados técnicos e legais. O órgão reforça que movimentação financeira não se confunde com renda tributável e que não recebe informações sobre transações individuais, origem ou destino de recursos. Em outra nota pública, o Fisco foi explícito:






