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6 novembro 2026

Lula reage a Trump e diz que Brasil não vai andar de joelhos

Lula chamou de mentira a fala de Donald Trump de que o Brasil é “péssimo parceiro comercial” e afirmou em evento em Pernambuco que o país “não vai andar de joelhos” para os Estados Unidos, em meio ao tarifaço de 50% imposto por Washington.

Trump elevou a tarifa geral sobre produtos brasileiros para 50%, vinculando o pacote a críticas ao STF e ao processo contra Jair Bolsonaro, o que acendeu a crise diplomática e pressionou exportadores.

Ao responder, Lula disse que os EUA lucraram com o Brasil e que o governo buscará alternativas comerciais, com foco em defesa da soberania e medidas de amparo às empresas nacionais.

No front político, Eduardo Bolsonaro, em Washington, afirmou que podem vir novas sanções e até mais tarifas, tentativa de capitalizar a pressão externa sobre o Judiciário brasileiro.

No Congresso dos EUA, o deputado democrata Ro Khanna anunciou que apresentará um projeto para isentar o café brasileiro das novas tarifas, gesto que abre uma fresta para mitigar danos setoriais.

Paralelamente, o Departamento de Estado iniciou restrição e revogação de vistos de brasileiros ligados ao programa Mais Médicos, parte da ofensiva americana no contencioso bilateral.

O que está em jogo na economia
As tarifas de 50% elevam custos, redesenham competitividade e afetam cadeias de alimentos, energia e manufaturas. O Planalto indica busca de mercados alternativos e medidas de crédito para exportadores, enquanto acompanha movimentos no Capitólio, como a proposta pró-café.

Diplomacia e disputa narrativa
A Casa Branca ancorou o tarifaço em razões políticas e comerciais, citando “valores democráticos” e o caso Bolsonaro. A resposta do Brasil combina discurso de soberania com pressão por exceções setoriais e monitoramento de novas sanções.

Próximos movimentos
Itamaraty e Fazenda acompanham a tramitação de medidas no Congresso americano e possíveis ajustes da USTR [órgão do governo federal dos Estados Unidos responsável por formular, coordenar e implementar a política comercial do país]. No Brasil, o Planalto prepara novas comunicações sobre apoio a exportadores e prioriza setores com maior elasticidade de emprego.

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